Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
A Expo e onde está a beleza
A beleza depende sempre da forma como olhamos, do que procuramos ver, do local de onde contemplamos, das expectativas que alimentámos quanto à busca da beleza. A vida tem-me ensinado isso, os passeios pela Expo só o vieram confirmar. Mais do que subjectiva, a beleza está dentro de nós. Se a imagem em cima se aproxima do que classicamente é considerado como belo, porquê considerar que a ferrugem e a madeira carcomida, a degradação que se vislumbra abaixo retiram beleza à torre Vasco da Gama? Não poderão os contrastes ser merecedores da nossa admiração? Não será um objecto belo em oposição à fealdade que o rodeia? Nada é negro e branco, o cinzento existe e está para ficar.
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2 comentários
De Teresa a 26.03.2013 às 11:27
Sim, acredito que só poderá haver beleza, ou o apreciar da beleza, se conhecermos o não (que nos parece) tão belo ou tão perfeito.
Como poderemos apreciar o Sol se estivermos sempre debaixo do mesmo sem uma sombra à vista?! Como poderemos apreciar o refúgio se nunca sentirmos necessidade do mesmo.
A nossa percepção de beleza (e às vezes perfeição) tem a ver com isso mesmo - a procura e o encontrar de algo que nos enche e preenche. E o ver mais além, daquilo que poderá ser e/ou se poderá tornar - e essa esperança também nos tolda o espírito e o olhar.
Por isso quem feio ama, bonito lhe parece. Ou parecerá.
Tu lembras-te da Expo antes da Expo?! Eu lembro. E essa lembrança faz-me suspirar de deleite com o que ali foi feito... quando era miúda nem sequer me apercebia que ali havia rio. Este Rio Lindo!


