Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Ainda a liberdade e umas pitadas de inveja
O toque da areia no corpo, o abraço irresistível do sol. O horizonte sem fim, invariavelmente azul, doce e retemperador. O mergulho noutra realidade, esquecer tudo, sentir a vida a pulsar no corpo. Estes momentos e luxos são a riqueza de Portugal. Como disse a minha amiga Teresa insistimos em correr sorridentes para o mar, numa fuga incessante para aqueles irrepetíveis e eternos momentos de felicidade. Será que lá fora, os perfeitos nórdicos, os rigorosos e produtivos alemães não resistem em castigar-nos por disfrutarmos destes imerecidos luxos? Será que a sua inveja é tão dilacerante que conduza à negação da solidariedade que o ideal europeu pretendeu implantar? Será o corpo entregue às carícias do sol um pecado tal que tenhamos que espiar tais malfeitorias num futuro incerto e penoso? Meus senhores, venham até nós, banhem-se nas nossas águas, sintam a nossa alegria, entreguem-se à modorra do sol e deixem de nos fecundar o juízo!
P.s. – fotografias tiradas ontem na praia da ilha de faro, em pleno exercício da liberdade.


