Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



As guerrinhas do alecrim e da manjerona de quem não sabe mais

Quarta-feira, 08.05.13

  

 

As guerras, físicas ou ideológicas, terão nascido, em tempos imemoriais, para alcançar um ou outro objectivo, mais ou menos louvável. Depois há aquelas guerras absurdas, que nascem da estupidez humana e que encontram terreno fértil na malícia ou no desconhecimento, por quem as cria, de para onde se deve caminhar. Este maldito anátema que lançaram sobre os funcionários públicos portugueses, essas árvores daninhas que lançaram as raízes para a dívida, para os milhares de quilómetros de alcatrão improdutivo, aqueles malandros que acharam que isso de utilizar o dinheiro europeu para reestruturar a economia, para apoiar e investir em empresas que produzissem bens transacionáveis eram meras balelas, esses sacanas que gizaram como estratégia de um país erigir novas e luxuriantes habitações para os seus concidadãos adquirirem com o dinheiro que os bancos pediam lá fora, esses salafrários que torraram o dinheiro que deveria ter servido para nos qualificar em acções de formação de fantochada, esta excomunhão que lançaram sobre os meus ombros e dos meus colegas servidores públicos é a marca de imagem de um país, de um governo, que não sabe para onde ir e que, por essa mesma razão só procura bodes expiatórios para queimar na fogueira da ignorância. Espero sinceramente que os filhos destes que nos odeiam nunca precisem de um educador de infância e de um professor do sector público, que um enfermeiro e um médico do SNS nunca lhes faça falta, que tenham sempre acesso a empresas privadas que lhes garantam a segurança sua e dos seus. Não quero com isto desprezar a importância de se reformar e racionalizar o estado e de lhe eliminar as já famosas gorduras (sou um acérrimo defensor disso), nunca defendi a manutenção de desigualdades ou privilégios injustificáveis face ao sector privado, quero apenas informar a nação que não é com ódio que se ganha a razão, não é com vinagre que se apanham moscas. Pronto, saiu-me de sopetão, já aliviei um pouco.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 18:27


2 comentários

De Teresa a 09.05.2013 às 09:52

Talvez uma das mais brilhantes conexões intelectuais efectuadas com a presente situação e o rancho que, agora, nos governa!

O que os "nossos" Vazes e Fuas actuais ainda não perceberam é que por mais que namorem os ricos e poderosos nunca serão um deles e aí será, daí virá, a traição.

Eles já avisaram e mostraram quem é quem com a taxa que queriam impor aos Dons mas insistem em não entender, não compreender. Aqui - connosco - não haverá final feliz. Não pode. Ao contrário de ópera joco-séria o que temos aqui é uma tragi-comédia... sem gracinha nenhuma.

Abraço,
Teresa

De bolaseletras a 09.05.2013 às 22:12

É isso que impressiona, Teresa, todos percebemos que final feliz não haverá mas não se vê nenhuma corrente verdadeiramente forte que altere o rumo das coisas. Depois, chorar de nada valerá...

Comentar post





mais sobre mim

foto do autor




Flag counter (desde 15-06-2010)

free counters



links

Best of the best - Imperdíveis

Bola, livres directos & foras de jogo

Favoritos - Segunda vaga

Cool, chique & trendy

Livros, letras & afins

Cinema, fitas & curtas

Radio & Grafonolas

Top disco do Miguelinho

Política, asfixias & liberdades

Justiça & Direito

Media, jornais & pasquins

Fora de portas, estrangeirices & resto do mundo

Mulheres, amor & sexo

Humor, sorrisos & gargalhadas

Tintos, brancos & verdes

Restaurantes, tascas & petiscos

Cartoons, BD e artes várias

Fotografia & olhares

Pais & Filhos


arquivos

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

pesquisar

Pesquisar no Blog