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Resumo de um campeonato: os ferros que matam, a arrogância precoce e a ingénua esperança

Domingo, 19.05.13

 

 

O primeiro golo do Porto foi perfeito para lançar a frase resumo deste campeonato: quem com ferros mata, com ferros morre (lembram-se do xor capela, vermelhuscos?). Foi ainda muitíssimo interessante perceber o balão de esperança de 6 milhões de crentes no Paços de Ferreira. De facto, a ingenuidade não para de me surpreender - parece que não aprenderam nada com o Paços de Massamá. Resumindo e baralhando, a arrogância dos vencedores pré-anunciados terminou como merecia – derrotada e humilhada.

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publicado por bolaseletras às 22:16


24 comentários

De Teresa Faria a 22.05.2013 às 00:17

Qual política, qual crise, quais mistérios da vida, quais divas semi-nuas?? O que move as massas, o que faz ferver o sangue e rolar as letras é a bola!
Divido-me entre a espectacularidade do poder deste fenómeno, e a imbecilidade de sermos tão tocados/alterados/exaltados por... um desporto.
Incompreensível, incontornável e fascinante.

De bolaseletras a 22.05.2013 às 21:25

Verdade Teresa, é um fenómeno que já venho testemunhando há muito, também incentivado pelo facto do Sapo destacar quase exclusivamente os meus posts sobre as coisas do futebol. Diria que é mais fácil e relaxante discutir assuntos leves, ao final do dia, do que discutir o sentido da vida ou afins. Percebe-se...ou talvez não;-).

De Teresa Faria a 22.05.2013 às 22:20

Percebe-se, seguramente.
Mas a minha observação pretendia ir muito além das “discussões fáceis e relaxantes, de final de dia”. E não me atreveria a apelidar o assunto de “leve”. ;-)
Não me refiro obviamente às saudáveis trocas de galhardetes em fóruns apropriados, como é o caso.

Falo de serenas mães de família completamente transfiguradas, falo de pessoas espiritualmente elevadas que vestem as cores do demo para falar sobre os odiados rivais (sim, odiados, o ódio que o futebol causa é assustador), falo de políticos que se esquecem de quem são e se permitem cometer gafes hediondas (bem, isso não é assim tão raro, ok).

Depois, falo da união, de estranhos abraçados entre risos e lágrimas, da emoção e comoção partilhadas por milhares de desconhecidos, que nada mais têm a uni-los senão a cor clubística.

E falo do lado humano do desporto-rei, do futebol “limpinho, limpinho” (sorry, não resisti), dissociado de politiquices e interesses “superiores”. Do futebol que atravessa idades, sexo, estatuto social, raça, credo,… Do único desporto que respira semelhante intensidade e globalidade.

A bola, o futebol, tem a capacidade de nos provocar, em (quase) todos nós, a mais eufórica alegria e a mais deprimente tristeza, cega-nos, derrete-nos a imparcialidade, leva-nos aos píncaros ou a um AVC, a profunda raiva ou elevação.

E isto, meu caro, é para mim simultaneamente aterrador e deslumbrante. Gostando ou não de futebol, há que reconhecer pelo menos o fenómeno subjacente. Como disse: Incompreensível, incontornável e fascinante.

Vá, não me alongo mais, não estraguemos a leveza da bola com dissertações psico-socio-filosóficas. ;-)

De bolaseletras a 22.05.2013 às 22:59

Não diria melhor, Teresa, um belíssimo "resumo" da magia do futebol, da irracionalidade das suas paixões, da sua incomensurável força e magnetismo. Não, não é um assunto leve, é mais um dos mistérios do comportamente humano. Eu prefiro vivê-lo do que procurar explicá-lo, sem deixar de o esmiuçar. É estranho sim, mas de uma estranheza fascinante. Obrigado pela reflexão!

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