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2,3,4,5,6...

Quinta-feira, 23.05.13

 

 

São poucos os intitulados casais modernos, educados e tituladíssimos (gente com mestrado, doutoramento, etc. e tal) que pensa em ter mais do que um filho nos dias que correm. A desculpa, sempre banal e fatal, é a de que os tempos estão difíceis, o futuro incerto, as exigências profissionais não dão tempo para tirar mais tempo aos pais. Assim sendo, andar a plantar crianças como quem planta feijões seria uma absoluta irresponsabilidade. A mim parece-me muito bem que gente ajuizada e educada se preocupe com o futuro e o bem-estar das crianças, mas já me perturba um bocadito que tais preocupações económico-financeiras não colidam com os SUV último modelo, com as férias pelos Brasis e afins, com o empréstimo chorudo para pagar o andar no centro da cidade. Ok ok, queremos o melhor para os petizes, um colégio privado imaculado, que andem no British, na Alliance Française, que possam ter festinhas naqueles sítios cheios de brincadeiras com insufláveis que nos sugam as poupanças, as melhores roupas, a consola última moda, o gadget perfeito. Isto dá para um, mas não dá para mais, porque as férias, o carro e a casa no centro da cidade fazem parte da perfeita educação. Se os nossos pais e avós tiveram 2, 3, 4, 5, 6 filhos, isso foi uma perfeita loucura, sabe Deus como alimentaram eles as crianças, desconhece-se o milagre que fez dos petizes os seres educados e economicamente racionais que hoje são. Pode ser que mais à frente, quando todos nós formos velhos, sintamos falta desses 2, 3, 4, 5, 6 filhos que nos pagariam as reformas, nos fariam sorrir, nos poriam os cabelos ainda mais brancos.

 

Fotografia de Gervasio Sánchez

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publicado por bolaseletras às 20:16


2 comentários

De Teresa a 24.05.2013 às 10:48

Não é só financeiro e económico o handicap.
É emocional. É, acima de tudo, emocional.

Não há espaço para tanta chatice que representa um filho... lidando de perto com quem mencionas vê-se o fardo que são as reuniões na escola - chatice absoluta quando a mãe pensa que deveria ir e arrasta o pai que não conseguiu inventar uma reunião importantíssima àquela mesma hora... - o stress das mães com uma simples organização da festa da filha - que terá de ser diferente e necessariamente muito melhor do que todas as outras a que a Princesa já foi este ano (em média 1, às vezes 2 por fim de semana)... e esse óptimo estado de quem não tem de todo criançada e por dá cá aquela palha vai a Coimbra ver os U2, ou a Madrid ver a Rihana e a avó que normalmente até está sempre de prevenção para estas emergências resolve ter um exame em Santa Marta nessa dia e não pode ficar com o catraio. Os miúdos são uma chatice, António. Umzinho que seja, uma verdadeira trabalheira . Que demora imenso a crescer e ser igualzinho a eles. A juventude perdem-na não querendo amar mais, ou diferente. A velhice já comprometida...

De bolaseletras a 24.05.2013 às 18:07

É verdade, Teresa, é muito emocional, muito infantilmente emocional. Uma chatice essa coisa das criancinhas que não nos deixam continuar a viver como crianças...Bom fim de semana, que é o que interessa!

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