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The special one is coming home

Quarta-feira, 05.06.13

 

 

Demasiadas palavras se escreveram sobre o percurso e a consequente saída de Mourinho do Real Madrid, excessivas foram as análises e as quasi teses de doutoramento sobre as causas das coisas. Nos últimos tempos tenho tentado fugir dos excessos de palavreado para me focar no essencial. Se calhar, apesar de tantas nuances, episódios romanescos e voltas e reviravoltas, a história de Mourinho em Madrid conta-se em poucas penadas. Mourinho chegou a Espanha e como é seu apanágio arrasou a concorrência no que à força das ideias e consequente protagonismo mediático respeita. Os espanhóis, inclusive os adeptos madrilenos (não o povo, as elites do clube) assustaram-se com o medo de perderem relevância, do brilho de Mourinho tudo ofuscar e juntaram a esse medo um sentimento de desprezo pelo vizinho português que resultou no que sabemos. Os órgãos de comunicação espanhóis semanalmente incentivaram esse ódio mesquinho e xenófobo e fecharam o círculo a Mourinho.

 

 

 

O nosso special one resistiu mas, inteligente, percebeu que ali não ia ser feliz. Para quem pensa que José Mourinho vive apenas para títulos e para ordenados desengane-se - como todos os líderes com um ego superlativo mais do que vencer Mourinho quer ser amado, reconhecido, idolatrado. Por entre semi-limpezas de balneário dos diamantes cristalizados (Raul, Casillas), por entre a reeducação de algumas semi-vedetas (Marcelo, Benzema e o próprio Sérgio Ramos – este, com sucesso), por entre mind-games apaixonadamente violentos (mais que todos, com Guardiola), por entre um azedume crescente com a estrela da companhia CR 7 (hoje explicada pela incapacidade deste aceitar críticas - eu diria que nisto Mourinho e Ronaldo serão almas gémeas), por entre um público que cedeu à xenofobia que os media não deixaram de instigar, Mourinho perdeu por um triz, como se perde quase sempre no futebol - perdeu nos últimos segundos em que na meia final com o Borussia de Dortmund a bola se recusou em entrar. Se essa bola tem entrado tudo seria provavelmente diferente. Assim, Mourinho volta para quem o ama e idolatra e deixa o Real Madrid entregue ao seu destino – o de um gigante com pés de barro sem timoneiro à altura.

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publicado por bolaseletras às 18:09


1 comentário

De Teresa a 06.06.2013 às 11:05

Perdeu-se! Algures no meio de toda essa pressão desumana de Espanha e dos Espanhóis perdeu-se.

Ontem foi a gota final; quando de entre tantos a atacar - e justificadamente! - foi cobarde e atacou aquele que tornou a sua estadia em Espanha menos trágica.


Ontem deixei de lhe desejar Sorte e espero que o balneário que deu cabo do Chelsea que ele tinha idealizado - e que por lá continua - lhe volte a dizer "don't let the door hit your ass on your way out". Os jornais também estão à espera desse dia. É que os Ingleses são um povo esquisito que não quer prémios (nem futebol) a qualquer preço e o teu, Mourinho, já há muito sabem que não querem pagar....


www.guardian.co.uk/football/blog/2013/jun/05/jose-mourinho-chelsea-fling

www.guardian.co.uk/football/blog/2013/may/03/jose-mourinho-chelsea-real-madrid



Mourinho tem com o futebol e futebolistas o mesmo problema que tem com "saias" - não passaram assim tantos anos que as histórias se perdessem na memória - e não gosta de quem não faz o teatro que ele idealiza até ao fim (havia de ser bonito uma cena à Materazi na versão agora espanhola com CR7. Assim, ficou-se com uma imagem de cada um à sua...). Sim, Ronaldo e ele são parecidos. Só que Ronaldo é melhor. Tão maior.


Mourinho deixaste de ser o Special One. Com pena minha. Porque para se ser é preciso mais do que as Tacinhas que conseguiste. Porque quando não houver tacinhas o que resta?! Já se vê, nada.

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