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A eterna silly season de Jorge M.

Domingo, 28.07.13

 

 

Já não o via há uns tempos valentes, ao Jorge M., aquele que os amigos chamavam do 2.º tipo mais porreiro do mundo, isto porque o 1.º era sempre quem assim o apelidava. O Jorge casou-se com a Joana, a miúda mais gira, mais doce, mais querida do nosso curso. Todos gritávamos nos jantares anuais de celebração de mais um ano em que passavam os saudosos anos de fim de curso que o Jorge tinha uma sorte filha da mãe! A Joana, um casal de gémeos lindos (um rapaz e uma rapariga, há lá algo mais perfeito!) e o Jorge, sempre bem-disposto, o 2.º gajo mais porreiro do mundo! Mas o Jorge era um fraco, o sacana não podia ver um rabo de saia, segundo ele dizia “era um crime para a humanidade privar todas as outras mulheres do mundo de tanto prazer que ele tinha para lhes dar”. A Joana, querida e eternamente apaixonada, perdoava-lhe uma a seguir à outra, desesperando que o amor que sabia que o Jorge sentia por ela o redimisse. Encontrei o Jorge numa viagem de comboio para Coimbra e o maduro contou-me que era desta, que a última facada tinha de facto sido a última. Depois de uma interminável exposição sobre a mudança que o amor eterno que sentia pela Joana nele operara, o Jorge sorriu e contemplou a paisagem que fugia pela janela. Naquele momento seráfico o Jorge parecia um monge budista convicto do seu equilíbrio espiritual e físico. Foi então que no banco em frente se sentou uma inesperada passageira. O Jorge mirou-a de soslaio, olhou para mim a medo e deixou escapar um “dassss, assim é difícil…”.

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publicado por bolaseletras às 21:30


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