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O mundo está perigoso - A jangada de pedra

Terça-feira, 22.10.13

 

 

«Dois takes seguidos da Lusa mostram que a “Jangada de Pedra” do século XXI se partiu ao meio:

 

“Riqueza das famílias espanholas aumenta 19% e recupera nível antes da crise. Portugal com dívida pública de 124,1% e défice de 6,4% - Eurostat”»

 

Leio este comentário de um amigo jornalista no mural de lamentações que hoje em dia é o facebook e pergunto-me o que falta para que este país se parta, não ao meio, mas em estilhaços. Os espanhóis souberam bater o pé aos fanáticos ideólogos da troika, em Espanha nunca o povo deixou que os fanatismos de economistas casmurros valessem mais do que o medo de não serem financiados. Muitos pensam que os nossos governantes não têm alternativa, se a troika manda há que pôr a cabecinha entre as orelhas e obedecer cegamente. Mas será que esta gente pensa que interessa à troika deixar o país cair? Mas será que é preciso ser um génio para perceber que os constantes cortes nos ordenados, pensões, o diabo a sete, nunca resultarão numa descida de despesa proporcional, ou sequer semelhante, ao que se perderá em receita, em consumo interno? Não é preciso ser-se génio, basta não se ser uma combinação manhosa de rapazolas amedrontados e impreparados.

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publicado por bolaseletras às 17:40


10 comentários

De Uma portuguesa a 22.10.2013 às 23:11

Ao que parece o intuito é diminuir a importação e aumentar a exportação.
Estrangula-se o poder de compra, diminuindo automaticamente a necessidade de importação, e a possibilidade das nossas empresas viverem do mercado nacional. As que sobreviverem, terão mão de obra barata, podendo assim competir nos mercados internacionais, e aumentando portanto o quê?... A exportação.
Não são parvos, não senhor...
A troika, desde que os continuemos a alimentar... pouco lhes interessa quem se afunda. Só querem que o país seja funcional, para poderem continuar a espremer. E para isso terá de haver uma limpeza. Não há espaço para 10 milhões. Há que sacrificar uns quantos a bem da sobrevivência da nação. Ou emigram, ou morrem. Simples.

De bolaseletras a 23.10.2013 às 09:37

A sua análise é assustadora mas temo que não ande muito longe da verdade. prefiro pensar que é pura incompetência ou teimosia ideológica, mas tanta gente não pode cometer tantos erros ao mesmo tempo. E aí sim, abro porta a possíveis maquiavelismos troiquianos...

De Uma portuguesa a 23.10.2013 às 11:01

Ainda que pudesse acreditar na incompetência dos nossos governantes, quem os governa a eles não o é, seguramente.
Aquilo que nos é enfiado goela abaixo como incompetência, são no fundo golpes de mestria, com um propósito muito bem definido e traçado.
Quanto a ideologias, gostaria muito de acreditar que se movem por alguma outra que não a capitalista... mas há muito que não pertenço à faixa etária dos contos de fadas.
Mas acredito em monstros. Não nos que se escondem dentro dos armários, mas nos que andam bem à vista, entre nós.
Nesta altura do campeonato, julgo que só não vê quem não quer ver...
Quem vê, é acusado de ser paranóico, sei-o bem. Mas seremos realmente? O tempo o dirá.

De bolaseletras a 23.10.2013 às 18:19

Eu também acredito que existam monstros, mas acredito ainda mais na monstruosa impreparação de tanta gente que nos governa e se tem em excelente conta! A paranóia tantas vezes é a deles...

De Uma portuguesa a 23.10.2013 às 20:50

Compreendo. É demasiado assustador aceitarmos que este mundo tem tanto de maravilhoso como de terrífico. Essa é sem dúvida uma visão muito mais bonita do mundo. Quase chegamos a ter pena dos pobres desgraçados, que até são bem intencionados, só não receberam formação apropriada...
Quase lhe invejo essa visão idílica. Acarreta menos perguntas, menos desconforto. É uma resposta bem mais apaziguadora, permite-nos continuar na nossa doce cegueira. E seria não só mais fácil de perdoar, como também de combater e superar.
Haja esperança! Que seja como diz.

De bolaseletras a 24.10.2013 às 17:56

Eu tenho em mim a ingenuidade dos que temem a tenebrosa realidade, nada mais. Não sei se isso será assim tão idílico, amiga lusitana;-).

De Carlos Azevedo a 23.10.2013 às 23:15

As coisas não são mutuamente exclusivas. Creio que há de tudo um pouco: impreparação e imaturidade para o exercício do poder, arrogância, ausência de escrúpulos e de sentido de justiça; acima de tudo, não existe um pingo de compaixão e de empatia pelos mais fracos.
Já nos últimos governos socialistas tinhamos assistido à presença de algumas destas características (quase todas, embora a ausência de uma crise desta dimensão permiti-se ocultar ou disfarçar algumas), mas a diferença assenta numa questão de escala: esta gente é do piorio.
Para alguém como eu, que se identifica com a esquerda democrática (liberal nos costumes e tendendo para um sistema de capitalismo não selvagem; enfim, uma social-democracia), o que resta neste país? Em que partido posso acreditar, confiando-lhe a minha representação? Pois, em nenhum. E, chegando a esta conclusão, o que posso esperar deste regime? Posso ainda defender que vivo numa Democracia, quando, apesar de termos institutos e instituições que são típicos de uma Democracia, temos tantos sinais (e provas) de um contínuo desrespeito pelos princípios que norteiam os Estados de Direito? É neste ponto que estamos: dúvidas e mais dúvidas.

De Carlos Azevedo a 23.10.2013 às 23:17

(errata: onde se lê «permiti-se» deve ler-se «permitisse»)

De bolaseletras a 24.10.2013 às 18:00

É verdade, Carlos, nada é preto e branco, há por ali muito cinzento e, já agora, cinzentismo. Acima de tudo, é estranho e revoltante perceber que a principal preocupação de quem nos governa não somos nós próprios. Como se a principal função de governar pessoas não fosse essa mesma. Tudo é mais relevante do que o bem estar dos governados, tudo parece sobrepor-se às pessoas. É essa falta de humanidade que nos conduz a todas essas legítimas dúvidas de que falas e eu partilho, Carlos. Um abraço.

De Carlos Azevedo a 26.10.2013 às 00:59

Um abraço, António.

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