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Desabafos sobre um país à beira mar sufocado

Terça-feira, 20.10.15

 

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É nula a vontade de escrever sobre o triste estado da nação, os incompreensíveis desmandos da política nacional, sobre a incapacidade de quem nos representa acordar e delinear um caminho decente para o que resta deste cantinho à beira mar sufocado. Não tenho vontade mas tenho raiva, pelo que lá vou dedilhando os caracteres da revolta. Este país tarda em querer, por si, com a força, a vontade e a sabedoria das suas gentes e das suas supostas elites, caminhar rumo à felicidade e a um mínimo conforto das suas gentes. Reparem, não falo em prosperidade, em contos de fadas de que somos incríveis e que podemos ser produtivos como os nórdicos, fanáticos pelo trabalho como os japonses ou inventivos como uma turma de geeks indianos que criam startups como o Eusébio cuspia cascas de tremoços. Falo em termos uma vida razoavelmente feliz e fisicamente confortável, em podermos legar aos nossos filhos um país de que se orgulhem - ou de que pelo menos não se envergonhem muito - em não andarmos a contar os trocos ao fim do mês para comprar um frango assado para a família inteira ou para pagar a renda e a tv cabo (sim, isto é real, há demasiadas famílias em que os horizontes no final do mês são estes). Não, não falo em luxos e em euforia utópicas, há demasiada gente com demasiado dinheiro a encharcar-se em comprimidos, não pensem que é isso que nos fará eternamente felizes. Os senhores líderes dos partidos preferem defender as suas damas egoisticamente (os seus privilégios, os seus lugares, as promessas de lugares para os seus) a defenderem a dama que os colocou lá - somos nós a bela dama que deviam amar e estimar. Os milhares de especialistas do comentário e da análise relatam as atrocidades, os golpes palacianos, as ambições desmedidas, desenham os mil cenários da catástrofe que espreita por entre os corredores imaculados da Assembleia do povo, esquecendo-se do povo, o povo que quer esperança e ajuda para perceber, que não quer palavras negras e que desembocam em becos escuros, mas palavras que acendam luzes, palavras que conduzam a caminhos com futuro, palavras que inspirem acções grandiosas e certeiras. Será que para se ser jornalista, comentador, analista é obrigatório colocar sobre as costas a negra capa do fado? Fala-se muito, fala-se demasiado, debate-se tudo e mais alguma coisa e nada se concilia. Uma parte é uma parte e a outra é um adversário, não uma parte de um todo. Quem devia negociar acordos com seriedade absteve-se de o fazer, seguindo o exemplo do exército dos que já não acreditam, dos deserdados da política. Quem tem a chave de futuro na mão vê que o amanhã só trará passado, o mau passado, mas conforma-se com a nuvem negra que desabará, mais cedo do que mais tarde, e teima nas tricas de hoje em busca de sabe-se lá o quê, talvez da vitória pelo cansaço. É preciso dar um murro na mesa, é preciso estadistas de peso, mas ninguém o dá, mas ninguém tem esse peso. Este país é uma maravilha, só é pena os portugueses.

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publicado por bolaseletras às 17:09

Chora aí, ó pequenino!

Terça-feira, 04.08.15

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Esta imagem captei-a na passada sexta-feira, à hora a que se iniciavam as celebrações do aniversário de mais um amigo do peito que emigrou para longe de mim. A baixa da cidade, repleta de turistas, de luz, da luz inigualável de Lisboa, pulsava com a animação de quem descobre um tesouro, aqueles milhares de pessoas estavam verdadeiramente iluminadas por conhecer, saborear e beber Lisboa. A cidade dá-se aos que vêm de fora e abraça-os, generosa, sob o céu que reflecte o azul do Tejo. Os de cá que foram para lá, aqueles que sempre a adoraram e se emocionam quando a revêm, sabem que ela será sempre deles, por mais que a vida os afaste das muralhas, da calçada, das imperiais a contemplar os mais belos telhados do mundo. Por mais que a vida os aparte dos amigos estes nunca deixarão de ser “os amigos”. Até ao próximo reencontro sob a luz de Lisboa.

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publicado por bolaseletras às 09:39

A escada quebrada da ascensão social

Quarta-feira, 29.07.15

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Já não podia ouvir mais aquela torrente de conselhos que quem nasceu com o cu virado para a lua inisistia em dar-lhe incessantemente. “Que a vida é o que nós quisermos”, “que o nosso futuro somos nós que o construímos”, “que o sucesso só depende do nosso empenho” e “que quem porfia sempre alcança”. Badamerda para todas! Sentira no corpo o que lhe custara trabalhar para pagar um curso, só ela sabia do que abdicara, só ela guardava no baú das suas tristezas os dias de praia que não tivera entre exames, só ela chorava as noites de copos e amores loucos de que abdicara. Tinham o rei na barriga, aquelas cabras fúteis que se diziam suas amigas, nunca saberiam o significado da palavra “luta”, nunca sentiriam o cheiro pegajoso do suor de quem estrebucha no meio da merda para respirar um pouco acima da tona de água da mediania. Não sabia se iria aguentar muito mais, se aquele desígnio a que se propusera - de ser uma mulher independente e honrada - valeria um emprego que detestava e que lhe cerceava a vontade de sonhar, tudo isso só para conseguir pagar a renda e fazer três refeições por dia. Sempre adorara viver, mas cada vez mais sentia que a vida que vivia se resumia a sobreviver. Se calhar ia ceder e fazer como muitas que conhecia e que tinham as suas raízes. Um dia casava-se com um beto rico e desmiolado, que saberia nunca iria amar, e pelo menos acabavam-se as vassouras, os lençóis dos outros, o ferro de engomar vestidinhos da senhora. Seria isso viver? 

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publicado por bolaseletras às 12:47

Quarto 2170

Terça-feira, 21.07.15

 Quarto 2170_sonho de uma noite de verão.jpg

Ninguém imaginava o bem que lhe sabia aquela bebida servida a si próprio a partir do mini-bar do hotel. Já não conseguia ver mais gente, a trovoada de vozes que aguentara todo o dia em infindáveis reuniões preparatórias, a quase desastrosa reunião final, a conclusão de um processo de seis meses que terminara numa pífia decisão salomónica, que nada resolveria mas que deixaria satisfeitos os de sempre, os que temem mudar e apenas procuram perpetuar o status quo. E a vaca da representante alemã que se recusara a negociar um milímetro que fosse do memorando final, que era tão flexível como uma barra de aço, que tinha tanto de sensual e irresistível como de teimosa e gélida rameira. Se a educação lhe exigisse mais um esmerado sorriso amarelo tinha a certeza que se esvairia num vómito infinito. Finalmente o mini-bar, mesmo sem gelo, mesmo que o whiskey fosse menos que razoável e definhasse naquela patética garrafinha de plástico encardido. Bebeu uma, bebeu duas, mais um vodka para atestar, lá diziam os Mão Morta. E o som surdo dos nós dos dedos de uma incómoda mão contra a porta que o despertou, que merda era aquela? Seria sonho ou seria o regresso do inferno? Levantou-se sob o peso de tanta raiva acumulada que temeu por quem lhe destruíra a paz momentânea, pelo ser que lhe dinamitara aquele oásis de silêncio no meio de um deserto de ruídos incessantes. Abriu a porta de rompante e viu-a entrar no quarto 2170, viu-a puxar minuciosamente a porta para si até àquele perfeito milímetro que não a deixa fechar mas que mantém a dúvida sobre se a vontade germânica era mantê-la entreaberta. Estacou sem reacção e recordou-se da frase solta pela glacial negociadora alemã, aquelas palavras banais e aparentemente inconsequentes que povoam os corredores do poder depois do estrago feito: “Não fique assim com esse ar aborrecido. Azar nos negócios, sorte no amor”. 

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publicado por bolaseletras às 10:23

A Europa na sala do condomínio

Sexta-feira, 17.07.15

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Há um bom par de dias, uma simpática Senhora, recente vizinha de respeitável idade, fez questão de desejar boa sorte à minha pessoa e respectiva família na nova morada olivalense. Disse-me que durante 50 anos os vizinhos naquele prédio tinham sido sempre os mesmos, solidários, amigos, ajudando-se sempre entre si, como devia ser num prédio com gente boa. Agora, o prédio começava a renovar-se, e percebi no seu olhar trémulo que receava que esse espírito se fosse perdendo. Disse-lhe que vivera muitos anos nos Olivais, tirando uma interrupção de meia dúzia deles, que conhecia esse espírito de vizinhança e que pela minha parte fazia questão em mantê-lo. Ela sorriu condescendente, como que suspeitando que o ritmo de vida actual não me permitiria honrar a minha palavra, simplesmente porque na hora H estaria no trabalho ou demasiado atarefado para me lembrar desse compromisso. De qualquer modo, a amargura do sorriso teria como causa próxima a sabedoria que lhe dizia que os anos passando levariam consigo os bons hábitos de outros tempos. Gostava muito que este prédio não fosse uma Europa de nações desunidas e que as fracções de condóminos mais frágeis não se tornassem em Grécias esquecidas na frieza do cimento. Trabalhemos como alemães, mas sintamos como portugueses de há 50 anos, seria o mote a seguir. Vamos lá a ver o que diz o Eurogrupo da sala dos condóminos.

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publicado por bolaseletras às 09:56

Não somos todos gregos, somos todos loucos!

Quinta-feira, 16.07.15

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Valerá a pena continuar a escrever e a perorar sobre a situação na Grécia? Não será o momento de parar para pensar? Não será loucura acrescentar mais loucura à completa insanidade do que os media nos vão oferecendo todos os dias? Bem mais importante do que opinar é ouvir quem sabe, é separar o trigo do joio, é encontrar a agulha da verdade cristalina por entre o palheiro da gritaria da turba. O Pedro Santos Guerreiro, fazendo jus ao nome, tem lutado incessantemente por chamar os bois pelos nomes neste chiqueiro em que se tornou a Europa. Deixo mais abaixo umas assustadoras pérolas de um excelente artigo que podem ler aqui.

“A União Europeia foi longe de mais na violência estéril e vingativa. Para destruir o Syriza está a ceifar-se um povo.”

“Repito: a Grécia vai ter uma recessão pior do que a que os Estados Unidos viveram na Grande Depressão de 1929. Repito: o plano económico vai falhar porque foi concebido para falhar. Repito: desistimos dos gregos e resistimos a ver o desastre encomendado.”

“Mas a Alemanha quis tanto destruir o Syriza, por vingança e por dissuasão a que outros países elejam partidos radicais, que perdeu a noção da força. Mais um pacote recessivo vai destruir mais economia e mais emprego numa economia já exangue.”

“Tsipras, o temível mastim indomável, está amestrado como um caniche. Dá dó. A direita rejubila. Também dá dó. Porque ninguém para, escuta e olha para perceber na loucura que estamos a patrocinar.”

“Percebe-se a pulsão de obrigar o país a adotar as reformas estruturais nunca adotadas, incluindo a de ter um Estado que funcione e que cobre impostos. Mas não é destruindo o espaço político e aniquilando a economia que tal vai ser conseguido. A violência na Praça Syntagma é desenrolada por grupos anarcas ruidosos mas pouco representativos. A miséria que se alastra, não: é de todos.”

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publicado por bolaseletras às 09:40

Jesus, Sócrates e Maquiavel - e o dedo do meio sempre lá

Segunda-feira, 06.07.15

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Ontem, depois da magnífica representação europeia de mais uma tragédia grega, vociferava uma amiga sobre a parolice dos principais canais noticiosos nacionais terem trocado a análise da situação e das consequências das escolhas do povo grego pelos dramas da bola lusitana. A coisa chegou ao ponto de se colocar no altar televisivo, ao invés dos deuses gregos, o filho pródigo do Deus da bola, o mestre da táctica, o nosso JJ. Expliquei-lhe que desde que o filósofo grego Sócrates passara a jogar pela selecção do Brasil nada mais voltou ao que era, que desde aí as águas se misturaram irremediavelmente. Assim, enquanto pelas ilhas gregas o povo gritava que podia estar no lodo mas que ainda assim preferia afundar-se numa desgraça desconhecida do que abraçar as desgraças já conhecidas, JJ dava show pelos estúdios de Carnaxide, mostrando a todo o Portugal que aquilo das calinadas era só para enganar. Eu, pecador, me confesso. A animosidade com que olhava para JJ por ser treinador da agremiação vermelhusca impedira-me de beber o interesse das palavras do homem, um homem que só fala de bola e que dela fala sem rodriguinhos e sem jogar para trás. O momento alto da entrevista foi quando, após um one man show de Rodolfo Reis em que este lhe deu por mil vezes os parabéns por ser ele o novo chefe do Sporting, contra tudo e contra todos, pretendendo assim envenenar o ambiente entre JJ e o Presidente, Jesus, resistindo ao mel de tão entusiasmados encómios, tomou a palavra para dizer, sem margem para dúvidas que quem mandava no Sporting era o Presidente e o resto era conversa da treta. Quanto a Simões, esse apaniguado conivente das forças do mal, arrumou-o com um “então você faz as perguntas e logo a seguir dá as respostas?”. Melhor que isto, e voltando à magia das ilhas gregas, só a genialidade do golpe matinal de Alexis Tsipras que, após tirar com uma mão o sim ao senhores da europa, com a outra lhes cedeu, em bandeja de ouro, a cabeça do principal responsável pelo não. Varoufakis, o sacrificado, devia ter lido mais Maquiavel.

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publicado por bolaseletras às 09:54

E assim vai o berço da democracia

Quinta-feira, 02.07.15

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Provavelmente, serei um dos poucos opinadores da blogosfera que ainda não botou faladura sobre a tragicomédia grega, o referendo que hoje é, que amanhã poderá ser cancelado por quem o propôs ou que poderá, caso os seus proponentes não deem pela milésima vez um tiro no pé, ser invalidado pelas instituições fiscalizadoras da Grécia por ser demasiado complexo para o comum cidadão helénico. Sinceramente, por muito que abomine a rede burocrática e infecta de privilégios em que se tornaram as instituições europeias, estranho muito como há pessoas sérias e intelectualmente desenvoltas que vibram com estes jogos manhosos e pouco honestos da dupla Tsipras-Varoufakis. Esquecendo os não engravatados que são bem piores que muita chusma que aperta o gasganete com o nó da suposta honestidade, diria que o triste disto tudo é que há gente, gente de carne e osso por trás de tantos interesses, teimosia, incompetência e egos infantis mal disfarçados. Há crianças que vêm os pais desesperados, há velhos que não podem ajudar as suas crianças, velhos sem medicamentos, velhos que choram um passado que não lhes deu, afinal, um presente, quanto mais um futuro. Há ainda adultos que se sentem impotentes como crianças e frágeis como velhos. E onde nos leva tudo isto, tanta insanidade e incapacidade em caminhar em direção ao que realmente é importante? Leva-nos à velha e cruel conclusão de que o homem é o lobo de si próprio. Conduz-nos à terrível certeza de que a paz e o bem-estar não são desígnios dos homens e de quem foi por eles escolhido para os representar. Traz-nos aqui, à terra de ninguém, a terra onde as crianças um dia deixarão de sorrir.

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publicado por bolaseletras às 15:47

Mais barriga do que olhos, para mal da nação

Terça-feira, 23.06.15

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São inúmeras as irracionalidades que nos impedem de sermos melhores cidadãos e profissionais, mais produtivos, mais focados em atingir objetivos e menos em executar infindáveis e obscuras tarefas. Perdido no meio de tantos absurdos que nos caracterizam há um que bate todos, que deita por terra tudo o que de bom já fizemos numa produtiva manhã de trabalho. O almoço. O almoço, entre decidir onde ir estraçalhar um pernil ou aniquilar um cozido à portuguesa, arranjar mesa à chegada, entradas e aperitivos, escolher o prato, esperar pelo prato, comer enquanto se galhofa e conversa, sobremesa, cafezinho, digestivo, vai-vem de empregados para levar, trazer, limpar, pagar a continha, ah, sim, a facturinha com o NIF, um almoço em dia de trabalho facilmente consome hora e meia, não é de espantar que chegue às duas horas nem nenhum escândalo se passar das duas horas e meia. Não há reunião pós-almoço que comece a horas e que se enfrente com metade do fulgor matinal. E a barriga cheia? E os dois copos de tinto e a imperial de entrada que entorpecem o corpo e a mente? Querem reformar e salvar o país? Devolvam-nos os feriados e tirem-nos os almoços!

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publicado por bolaseletras às 15:39

A EUROPA, UNIDA, JAMAIS SERÁ VENCIDA!

Terça-feira, 03.03.15

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Não gosto de fazer de velho do Restelo mas isso não significa que o estado geral da Nação e arredores por vezes não me tornem num desses insuportáveis pessimistas. Não gosto sequer de pensar que toda esta linda história de um projecto europeu, de uma grande nação solidária constituída por nações que se pelam por se ajudar umas às outras, tenha brotado da mente de génios maquiavélicos que queriam apenas favorecer as grandes potências e tornar ainda mais fortes estados já de si tão poderosos. Mesmo a ideia de que o projecto nasceu direito e só mais tarde entortou causa-me espécie, custa-me a creditar que existam responsáveis de topo que realmente acreditam que o bem dos nossos pode ser alicerçado no mal dos outros. De igual modo, abomino quem passa a vida a queixar-se de que a culpa dos nossos males é sempre dos outros sem sequer se dignar a olhar para o seu umbigo. Ainda assim, nisto, estou como os galegos sobre as bruxas. Não acredito em conspirações, Pero que las hay, las hay.

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publicado por bolaseletras às 17:07





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