Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Weekend!

Sexta-feira, 09.09.16

 

consumismo.jpg

 

Chega a sexta-feira e as gentes rejubilam! Intrigo-me eu e o universo pelos motivos de tanto júbilo e contagiante excitação. Vai a maralha arrasar as pistas de dança da capital da moda, escalar montanhas longínquas, fugir para uma ilha deserta e copular que nem martas? Ou será que esta loucura é apenas uma fuga à neurótica rotina semanal do trabalhinho, da corrida trabalho casa-casa trabalho, lava roupa, seca roupa, passa roupa, enche a barriga dos putos, deita-os aos berros, levanta-os cedo demais, corre para o trabalho, sprinta para casa, etc. e tal? Sim, interrompem-se cinco dias que não são o sonho de uma vida mas não se chega, nessas 48 horas que se seguem, aos píncaros que conduzem àquelas fotos incríveis no Instagram, escasseia o material e a vida que permita encher o facebook de pérolas que despoletem a inveja dos amigos que tanto adoramos e a quem tanto queremos mostrar o quão felizes, viajados e dinâmicos somos. Na melhor das hipóteses, compras no shopping, uma almoçarada em família/amigos com putos aos berros e demasiado cheiro a fumo, mais tarde ver a bola pelo meio de umas cervejolas e a coisa lá se vai compondo. Não, não exagero, pessoal, é mais ou menos isto, para quem tem prole não fugirá muito disto. O segredo é a forma como vivemos tudo isso, como nos rimos de tanta piroseira, como contornamos o que tende a cristalizar-se, como encontramos escapes que não nos deixem cair nessa outra rotina. A luta é constante, não há forma de lhe escapar. Boa sorte!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 11:11

7 anos do pequeno Miguel

Quinta-feira, 30.06.16

 

micas.png

 

Há alguns anos que assinalo aqui o aniversário dos meus dois petizes com textos mais ou menos lamechas, em jeito de retrospetiva sobre o que é isto de ter filhos e, sobretudo, de ser pai. Mais do que um texto para memória futura (imagino-os a ler isto com 20 anos e a rirem-se na minha cara, mas a vida é assim) acho que o faço, se calhar inconscientemente – até agora, momento em que poderei ter ganho um bocadinho de consciência sobre a razão do assinalar destes dias – como forma de refletir sobre esta gloriosa e nobre missão que é ser pai, educar e, sobretudo, não estilhaçar os sonhos futuros de jovens crianças. O que posso dizer sobre o meu pequeno Miguel que hoje faz 7 anos? Que foi com ele que aprendi um novo conceito de amor, aquele que nasce de uma sensação de ligação carnal (o coração é feito de carne) a um pequeno ser sem vontade própria, sem defesa, envolto naquela aura de fragilidade que é o cúmulo da inocência. Ao longo destes 7 anos acho que o maior esforço foi tentar perceber o ser que se foi desenvolvendo, a sua personalidade em construção, o peso certo entre o ralhete e o mimo, sem estragar nem para um lado nem para o outro. Ah, e fundamental, fazer isto abdicando de muitos dos hábitos de vida que tinha sem abdicar da minha felicidade e realização própria, mas integrando nesse novo ciclo novas formas de felicidade e de realização. O Miguel cresceu, venceu boa parte da sua timidez natural, surpreendeu muita gente em certos pontos da sua evolução (quase sempre no sentido positivo do que significa crescer) e não desiste de dar sempre um passo mais à frente, mais acima. Pai babado, eu? Acho que sou mais um pai feliz porque quase sempre o vejo feliz, creio que não preciso de muito mais do que isso. Parabéns Miquinhas, obrigado por tudo, obrigado por 7 anos de amor incondicional.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 09:15

Enquanto isso, no Europeu

Domingo, 12.06.16

IMG_20160612_211118.jpg

 

A família foi visitar a família emigrada e eu, não obstante a falta que me faz a ausência de horas de sono e sossego (sim, é incrível, ainda assim tenho saudades) agradeço terem-me deixado só com uma das minhas maiores paixões: um europeu de futebol. Para a coisa não se tornar enfadonha, resumo estes 3 primeiros dias de torneio - muito prometedores, na minha opinião - da seguinte forma. Com o pontapé de arranque percebemos que a França não é o papão dos outros anos (aqueles centrais, aqueles 3 excelentes médios demasiado semelhantes), mas que com a redenção de Payet tudo será possível. Um jogo de futebol não é mais importante do que a vida mas a saga dos gémeos Xakha que se defrontaram no Albânia - Suíça confirmam que o futebol é a própria vida. Bale é Gales e Gales é Bale. Está por fazer uma tese de doutoramento que explique ao detalhe o efeito da cerveja nos neurónios dos ingleses. Está por perceber como é que na cidade sob maior risco de violência, Marselha, a polícia não deu por 300 russos que se juntaram para espancar ingleses alcoolizados. Ah, claro, e a Inglaterra não desiludiu as certezas de que ia desiludir na estreia. A Croácia tem técnica para dar e vender mas tudo isso se podia resumir em 6 letrinhas: M-O-D-R-I-C. O pior jogo foi o Polónia vs Irlanda do Norte, a vontade dos homens de verde por muita que seja não chega e põe-nos a pensar sobre esta modernice das 24 selecções. Para acabar, o Alemanha vs Ucrânia. E é mesmo isso, tudo tem alguma emoção até aparecer a Alemanha, porque o futebol são 11 contra 11, mas com estes 11 rapazes dificilmente a Alemanha não repetirá o título de campeã da Europa. Disfrutemos até lá, pode até ser que eu esteja enganado.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 21:56

Kiko - 4 anos de encantamento

Domingo, 17.04.16

  

Kiko.png

 

Uma velhota cumprira há pouco o seu ritual matinal de espalhar na relva alguns bocados de pão para alimentar os pombos da vizinhança. O Francisco, louco pela natureza e os bichos que a povoam, parou e esteve alguns minutos a observar os pombos a debicar os pedaços de pão. Faz hoje 4 anos que é assim, o pequeno Kiko passa os dias a encantar-se com tudo o que mexe e, se não mexe, é garantido que ele vai encontrar maneira de pôr a coisa a mexer. Desde as cascas de caracóis vazias que ele adora apanhar nos canaviais da praia e despedaçar sob as solas dos ténis, aos cães que abraça indiscriminadamente (vá lá que começou a respeitar mais aqueles cães que acusa de serem tímidos e não lhe darem grandes sorrisos…), aos seus amigos melros (todos os melros que existem no nundo são amigos dele, onde quer que seja, não me perguntem porquê), aos bichos de conta que adora ver rolar por tudo o que é ribanceira. Eu sei que os nossos miúdos são sempre os mais engraçados, únicos e amorosos do mundo, eu sei. O Kiko não é nada disto, é um pouco para além disso tudo…como costuma dizer uma das avós, o Kiko é “alma velha”, porque parece já saber tudo, porque as suas reacções tantas vezes deixam perceber que ele já sabe muito bem o que esperamos ou não esperamos dele. Por isso mesmo faz sempre os possíveis por nos surpreender. Parabéns Kiko, embora eu saiba que quando não estás para aí virado chamar-te Kiko dará inevitavelmente origem à irascível resposta “Eu não sou Kiko, eu sou Francisco Almeida”! Parabéns e obrigado por tudo o que não páras de me dar, meu querido filho. Que tudo o que te faz feliz, tudo o que o mundo e a vida te dão, não deixe nunca de te encantar.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 10:26

Obrigado Miguel!

Segunda-feira, 25.01.16

  

miguel-esteves-cardoso-mec[1].jpg

 

Tenho uma admiração ancestral e irracional pelo Miguel Esteves Cardoso. Ancestral porque comecei a ler a sério com o que ele escrevia pelo “Independente”, crónicas, e até alguns livros. Irracional porque o Miguel me irrita profundamente, pois por mais genialidade que encontre em alguns dos seus textos (e nos últimos tempos o seu génio revela-se na simplicidade do que escreve e nos oferece) nunca deixo de pensar que o Miguel podia ir ainda mais longe, mais fundo, dar-nos mais, dar-nos ainda mais diferente e mais brilhante, revelar-nos o que raros pensadores conseguem – colocar-nos diante dos olhos e no cerne do nosso ser pensante aquilo que realmente nos abana e mexe connosco. Neste texto de há uns dias, o Miguel, procurando oferecer um miminho às suas duas filhas aniversariantes, explica-nos sem nos explicar, em poucas palavras, o mistério maravilhoso que é ser pai e o mistério não menos maravilhoso, mas envolto em dualidades que insistimos em esquecer (porque agora somos sobretudo pais) do que é ser filho. Obrigado Miguel, desta vez chegaste lá, com uma simplicidade desarmante, sem rodriguinhos nem palavras a mais.

 

“Desde o dia em que nasceram amo incondicionalmente a Sara e a Tristana que hoje fazem anos.

Simplifica-se muito quando se diz que se amam os filhos mal se olha para eles. Assim o mérito parece todo dos pais: são eles que amam mesmo quando os bebés, oportunistas, apenas têm uma vaga ideia que precisam dos pais.

A verdade é muito mais bonita. A verdade é que os pais amam os filhos porque se apaixonam por eles porque os filhos fazem-se amar, tornando-se irresistíveis.

Os filhos desapaixonam-se dos pais. No princípio os pais são as únicas pessoas no mundo; depois são, brevemente, as melhores. Segue-se uma lenta desilusão que, com a adolescência, dói como um barrete de um bebé enfiado à força na cabeça de um vil guerrilheiro de treze anos.

Depois, se nos portarmos bem e tivermos sorte, lá se reconciliam a amar-nos, muito teoricamente, com muitos protestos e poucas demonstrações.

Já os pais, à medida que vão conhecendo as pessoas que são os filhos, tanto se podem apaixonar como desapaixonar-se. Depende dos filhos. A verdade da vida, quase nunca dita, é esta: a culpa é dos filhos.

Eu sou muito mais pai da Sara e da Tristana do que elas são minhas filhas. Não é tanto o substantivo como o pronome. E amo-as muito mais do que elas me amam - mas só porque é impossível amá-las menos. Pelas pessoas que são. Cada vez mais me apaixonam mais.

Embora elas também sejam - é preciso dizê-lo - as melhores filhas que algum pai de merda já teve.”

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 10:52

2016, aqui vamos nós!

Sexta-feira, 01.01.16

20151231_162217.jpg

Começo o ano com os meus filhos a olharem o horizonte, sem medos, com fome de viver e saber, imbuídos de uma esperança que não se explica, crentes de que o dia de amanhã será um dia com risos de pura felicidade. Para além disso hão-de chorar, enfrentar injustiças, conhecer o mal que não conseguimos erradicar do mundo, mas os risos, o amor e a fome de vida e de felicidade hão-de sobrepor-se a tudo isso. Que eu saiba transmitir-vos a sabedoria de encarar a vida com um sorriso nos lábios, meus príncipes. Venha 2016!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 12:05

Sinais

Segunda-feira, 02.11.15

  

Jean-Philippe Charbonnier ,Lovers,Paris 1950s.jpg

   Jean-Philippe Charbonnier, "Lovers", Paris 1950s 

 

Não basta um amor e uma cabana mas também não são precisos palácios para passear o amor. Vem isto a propósito do bom e velho ditado “casa onde não há pão toda a gente ralha e ninguém tem razão”. Sim, anda por aí muito boa gente que insiste em desgastar a relação porque a tão propalada crise mingou ainda mais as migalhas que sobravam da refeição, pelo que sem dinheirinho o sorriso esmorece, que é como quem diz “sem mãozinhas não se fazem bolinhos” ou “sem moedinhas não há cá pão para malucos”. Sou rapaz para compreender que um casal, uma família, dois pombinhos a começarem a vida em comum discutam porque o dinheiro falta, porque há opções a ser feitas, cortes com que avançar, luxos ou hábitos a meter na gaveta (não esquecer de esconder a chave, malditas tentações). O problema não é tanto da falta de dinheiro, permitam-me dizer, mas sim de nos termos habituado a viver com comodidades com que já não sabemos não viver (Internet, pacotes de séries e filmes, carripana renovada de poucos em poucos anos, roupinha da moda, móveis de bom design, restaurantes, brunchs, lanchinhos na esplanada, etc. e tal). Depois, há outro problema em paralelo: o que antes era uma aliança para combater os problemas em equipa e um ombro para apoio, é agora visto como fonte de divergências e interesses contraditórios. A família, esse núcleo duro que enfrentava tempestades com um sorriso nos lábios, treme agora ao mais mínimo sopro do lobo mau, como se mais não fosse que um frágil casebre de palha. Não foram os tempos que mudaram, foi a têmpera e a fibra das pessoas e, consequentemente, dos núcleos familiares, que definhou. Devíamos passar a dizer menos “sinais dos tempos” e a perceber que estes são mais “sinais das pessoas”.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 13:49

Terrorismo, medo e egoísmos - receita explosiva para a desumanidade

Sábado, 19.09.15

siria_criança2.jpg

Custa-me cada vez mais, cada dia que passa, ler notícias sobre os refugiados (ou migrantes, que parece que é mais fino), ver fotografias de crianças em sofrimento, de pais desesperados por não conseguir livrá-las dessa dor física e psicológica. Custa-me, mais que tudo, porque é abjeto um mundo em que se deixam sofrer crianças sem nada fazer para minorar ou evitar esse sofrimento. Custa-me porque tenho consciência que todos os contributos que possa dar para mitigar essas atrocidades são ínfimos mas, sobretudo, por perceber que a sociedade onde vivo, a Europa onde me integro, pouco faz para encontrar soluções rápidas, eficazes e humanas. Como alguém disse, em poucas horas arranjam-se centenas de milhões para salvar um banco, mas disponibilizar umas dezenas de milhões para salvar crianças torna-se de repente uma missão quase impossível. Custa-me também - deixem-me ser sincero e mostrar um lado egoísta (isto de ser humano é tramado) - que a tristeza infligida por tantas imagens de cruel aflição que chispa dos olhos assustados de tantas crianças me faça sentir culpado da constante preocupação em proporcionar felicidade e bem-estar físico aos meus rapazes. Temo que a tristeza que essas imagens me transmitem manche a alegria que naturalmente sinto ao ver os meus filhos felizes, que diminua a alegria com que gosto de lhes retribuir a sua mera existência - como se o conforto e a felicidade deles fossem quase injustos face à dor e o sofrimento das outras crianças. Este egoísmo que me assola nasce também dos naturais receios de que a solidariedade europeia possa ser um cavalo de Tróia para a entrada de milhares de possíveis terroristas nas nossas fronteiras. Eu, homem comum, quero ser solidário, mas não esqueço estes egoísmos e receios. E aqueles que elegemos para guiar os nossos destinos, não deveriam estar melhor preparados para ultrapassar estes egoísmos e receios? E os olhos desta criança, não deveriam ser razão mais que suficiente para encontrarmos as respostas e as ferramentas que apaguem estes medos e egocentrismos, e assim cumprir o objetivo primacial de salvar esta criança? 

siria_criança.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 21:18

Amor de mãe

Quinta-feira, 23.07.15

  cara frente 2.jpg

tronco frente 1.jpg

Não há maior inocência do que a união sanguínea entre uma mãe e um filho recém-nascido. O casulo protector que outrora foi o corpo é agora a pele, o cheiro, a voz doce que embala os sonhos e a vida. A mulher que ontem era é hoje muito mais, um ser completo que deu ao mundo o milagre da criação. Por mais que a vida esfaqueie o cordão umbilical do amor este permanecerá para todo o sempre, porque em tempos foi inocente, incondicional, único e indestrutível.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 08:56

Seis - M

Terça-feira, 30.06.15

z_m3.jpg

Esta fotografia do meu filho Miguel foi tirada o ano passado por alturas do mundial de futebol. Já então ele adorava futebol e o nosso Cristiano Ronaldo, já então ele tinha tendência para observar o horizonte e ficar com aquele ar sonhador que aperta o coração de qualquer pai, quer pelo orgulho no filho, quer pelo receio de que os sonhos que lhes alimentam a vida possam não ser tão brilhantes e inocentes como quereríamos para eles. Falo dos meus filhos aqui pelo blog para um dia lhes mostrar o quanto me inspiraram, o orgulho que neles senti e o prazer que me deu partilhar com o mundo (com quem me atura por aqui, melhor dizendo) a sua existência, o mero facto de existirem. Obrigado Miguel por tudo o que me dás, pelos teus abraços e mimos, pelas tuas birras que só podem ter como intenção melhorar o meu auto-controlo e capacidade de dar a volta à adversidade (mesmo quando desconhecemos as suas causas), obrigado pelos sorrisos, pela alegria pura, pelas perguntas que não paras de fazer, pela tua sede de vida e de alegria. Seis anos de ti, Miguelinho, obrigado por isso e muito mais! Parabéns puto, muitos parabéns e felicidade sem fim! 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 09:48





mais sobre mim

foto do autor




Flag counter (desde 15-06-2010)

free counters



links

Best of the best - Imperdíveis

Bola, livres directos & foras de jogo

Favoritos - Segunda vaga

Cool, chique & trendy

Livros, letras & afins

Cinema, fitas & curtas

Radio & Grafonolas

Top disco do Miguelinho

Política, asfixias & liberdades

Justiça & Direito

Media, jornais & pasquins

Fora de portas, estrangeirices & resto do mundo

Mulheres, amor & sexo

Humor, sorrisos & gargalhadas

Tintos, brancos & verdes

Restaurantes, tascas & petiscos

Cartoons, BD e artes várias

Fotografia & olhares

Pais & Filhos


arquivos

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

pesquisar

Pesquisar no Blog