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Enquanto isso, por terras do Oriente

Sexta-feira, 25.10.13

 

 

Deixo o blog descansar, que ele, tal como eu, merece parar de pensar no fim-de-semana. Deixo-o e deixo-vos com esta imagem, este símbolo da beleza e do fascínio do Oriente. Porquê o Oriente? Porque acordei hoje com a boa nova que um amigo de outrora que ficou pelo Oriente, soltou pelo facebook: “It's official: I have found the love of my life!”. Não pode, não deve haver melhor despertar do que este.

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publicado por bolaseletras às 16:37

A Odisseia

Sábado, 30.03.13

 

 

Haverá a ínfima possibilidade deste casal de velhotes (não gosto da palavra idosos, é demasiado…demasiado…não sei, soa-me a classificação estatístico-deprimente), dizia, haverá uma possibilidade muitíssimo remota deste casal de velhotes se ter conhecido no baile de terceira idade do último fim-de-semana da japonesa cidade de Kyoto, ali para os lados do Palácio Imperial da mesma cidade. Quero acreditar, como 99% da população mundial assim o desejaria, que décadas de alegrias, promessas de amor eterno, de filhos adoráveis, de netos inimitavelmente fofinhos, antecederam este passeio deste enternecedor casal de velhotes, por entre as mais belas cores das mais belas folhas do oriente longínquo.

 

Quero acreditar que o amor pode ser uma comunhão assim, sem fim e sem destino, um eterno passeio por entre um jardim atapetado de folhas. Folhas de cores que fogem aos nomes que conhecemos das cores, cores para além do arco-íris, cores que nos entregam na bandeja da vida um banquete celestial. Sei que o amor não é isso, que tem também dor e alamedas cinzentas e sem folhas, que a velhice muitas vezes desconhece o amor, que são mais os passeios solitários do que as travessias de mãos dadas. Almejar a perfeição sabendo-a inatingível mas nunca dela desistir - a eterna odisseia dos loucos.

 

p.s. – Fotografia doce e amavelmente cedida pela minha amiga Moquinha, amizade dos tempos longínquos mas inesquecíveis da eterna juventude macaense. Ao meu burocrato-respeitoso pedido de “empréstimo” da fotografia, respondeu-me esta maravilhosa mulher/artista de mil talentos: “Claro que sim meu querido!!! A vida é uma partilha!”.

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publicado por bolaseletras às 16:01

Violent Femmes, memórias de Macau e um brinde aos confrades do oriente

Sábado, 29.12.12

 

Nunca fui, mesmo em adolescente, do género groupie ou fanático de concertos ao vivo. Sempre achei que a qualidade da música melhor se manifestava e sentia num bom sistema de som, na calma de um qualquer ambiente que me inspirasse. Como em tudo na vida, há excepções que confirmam que não somos seres de fiar, que os nossos hábitos quebram sempre perante circunstâncias inesperadas. A mim, bastava-me ouvir os primeiros acordes de uma qualquer música dos Violent Femmes que os olhos se me vidravam, os músculos retesavam e tinha que dar à perna, ao capacete, aos braços, o diabo a sete. Inesquecível o concerto que estes rapazes deram em Coimbra em noite de queima das fitas, a alucinação colectiva que tomou conta de um pavilhão cujo nome a memória apagou, num ano que já lá vai e que também se esfumou no tempo.

 

Felizmente, não se apagaram as recordações dessa noite épica, fraternalmente partilhada com a minha loira açoriana e a minha louca criança conimbricense (vocês sabem quem são). Essa noite ficou na memória para todo o sempre, muitas outras se seguiram partilhadas com estes e outros confrades que as raízes do nobre território de Macau uniram, muitas outras noites se seguirão, por mais anos que passem, por mais que as distâncias nos vão dificultando a vida. Este post é para nós, rapazes, para a nossa memória futura.

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publicado por bolaseletras às 14:22

Muita garra e pouca parra

Sábado, 29.09.12

 

 

Depois de mais um inolvidável encontro de quatro garbosos cavaleiros da tríade de Macau pela noite conimbricense, regresso hoje à capital, direitinho para uma festa de anos de crianças, que envolvia jogo de futebol dos olivalenses pais. Cansado, abatido, pouco dormido, entro em campo com pouca garra, mas com o saber de experiência feito, com a classe que teima em não me abandonar e com um pé de direito certeiro que raramente me deixa mal. Com peso a mais, pouca mobilidade e mal calçado para a relva irregular do parque do Calhau em Monsanto, sagrei-me ainda assim o melhor marcador da tarde com três golos que aquelas crianças dificilmente esquecerão. Por Alvalade insiste-se na garra que sobra, mas esquece-se a inteligência e a ratice que só a classe e experiência oferecem a uma equipa e aos seus jogadores. Sá pede garra, Sá diz que o Sporting é garra, mas a garra solitária torna-nos em guerreiros furiosos, não em bons jogadores de futebol. E é também isto que faz de Sá Pinto, bom homem e excelente sportinguista, um medíocre treinador de futebol.

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publicado por bolaseletras às 22:43

Nem tudo o tempo destrói

Sábado, 04.08.12

 

 

O modo como se apreciam os prazeres da vida conta a história da nossa sabedoria de viver. Há quem busque as últimas modas, a marca sonante, o mais recente sucesso. Depois, há quem saiba apreciar as raridades, os vinhos que se esconderam 39 anos numa cave soturna mas perfeita para a maturação das qualidades de um néctar dos Deuses. É o caso deste Porta dos Cavaleiros de 1973 (Dão). Depois deste aperitivo emocionante (39 anos, 39 anos dentro de uma garrafa há espera de acordar e nos fazer felizes) veio um Quinta dos Mouros Reserva de 2000, 12 anos de magia que, com o abrir da garrafa soltaram um génio de infindáveis sabores e aromas. Bebidas estas duas pomadas únicas, fica a reflexão que se impõe: o tempo passou pelos vinhos, mas, como fez com a amizade que partilho com os restantes dois convivas que com eles se deliciaram, só os aprimorou.

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publicado por bolaseletras às 19:30

Fascínio e mistério

Sexta-feira, 03.08.12

 

 

Tenho um amigo que, embora em épocas diferentes, partilha comigo o privilégio do que ele chama ter vivenciado o “fascínio e mistério do Oriente”. Como tal, considera-se ele, e eu por extensão e acordo, uma personagem fascinante e misteriosa. Como dizia a minha professora de filosofia desse território único que é Macau - Ou Mun para os chineses, a pérola do Oriente para os líricos - voltando à minha filósofa docente, como ela dizia, em misto de crítica/explicação sociológica para o nosso estado avançado de arrogância juvenil, em Macau todos os portugueses, por serem um grão de areia perdido no universo (mas um grão de areia armado aos cucos, que governava o território), dizia ela, todos os portugueses se viam como heróis, ou se sentiam heróis, ou empreendiam acções que julgavam heroicas.

 

E porquê isto agora? Porque nunca esqueci Macau, porque o seu fascínio e mistério está sempre em mim. Porque esta fotografia lembra-me (não o devendo ser, não, não me parece que naquele rio lamacento se banhassem jovens apaixonados) a marginal de Macau que acompanhava o rio das pérolas, as caminhadas que dava na madrugada ao longo desse percurso inesquecível, o regresso do fascínio e mistério dos néones da noite de Macau para o sono dos justos.

 

p.s. - post dedicado a todos aqueles que viveram em Macau e para preparação da noitada com dois dos mais afamados luso/macaenses que partilharam comigo tanto fascínio e mistério (papagaio loiro e Banda G).

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publicado por bolaseletras às 17:45

Macau e as luzes da memória

Sábado, 28.04.12

 

Entrada do Hard Rock Macau

 

Não gosto muito de parar a olhar para trás e a puxar as saudades de tempos únicos e que me preencheram. Porque cada momento é um momento, cada fase da vida única e acredito que devemos sempre procurar novos rumos e sensações, mesmo que mais calmas e menos cintilantes. Mas as memórias de Macau nunca me largarão, daquele ano em que me sentia um super-homem, das luzes incandescentes dos néons sem fim, do brilho do rio das Pérolas na madrugada. Dos amigos, das amigas, dos primeiros e arrebatadores amores. Do cheiro sufocante da humidade, dos andaimes em bambu, das passadeiras enxameadas de pessoas, do sorriso dos vendedores ambulantes, do bater das pedras de mah-jong em cada esquina. Não gosto de parar a olhar para trás mas é inevitável que o faça, quando de Macau se trata. Vocês sabem de quem estou a falar, amigos, esta é para vocês.

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publicado por bolaseletras às 12:45

Original de Nina Simone remixed por Felix da Housecat - "Sinnerman"

Quinta-feira, 17.02.11

Nina Simone e a Nova Iorque do oriente - simbiose perfeita.

   

 

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publicado por bolaseletras às 18:27

From China with love - Lucy Liu

Sexta-feira, 05.11.10

 

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 20:31

From China with love - Zhang Jingchu

Segunda-feira, 01.11.10

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 12:51





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