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Rescaldo do 19.º encontro da Confraria Etnográfica dos Olivais

Quarta-feira, 15.07.15

 z_wine.jpg

Passou-se mais um encontro da confraria etnográfica dos Olivais onde se reencontraram onze amigos, alguns que há muito não se viam. Como dizia um confrade para outro ”até ao próximo encontro, se calhar para o ano”, ao que retorqui, “mais vale revermo-nos ano a ano na Confraria do que no funeral de um de nós”. Provavelmente, foi este o pensamento mais profundo do fim-de-semana. Poder-se-ia pensar que perante tantos e tão geniais homens juntos dificilmente não se delineariam projetos inovadores para a nação, a cura dos males da Grécia moderna, quiçá um esquema alternativo à euroburocracia. Não, nada disso. Baboseiras, muitas baboseiras, piadas sem nexo e trocadilhos inexpugnáveis para quem os ouve que não nós, bola, muita bola, mergulhos e barrigas ao sol, comer, beber, comer e beber até ao corpo dizer chega. Sentado na relva a beber um copo de vinho comentava com um amigo que se as nossas mulheres se juntassem ali, sem companheiros e sem filhos dois dias seguidos, ou se matavam ou nunca mais se falavam. O homem é o bicho mais simples do mundo: dêem-lhe amigos, uma bola, uma garrafa de vinho e um baralho de cartas e o universo estará então equilibrado e os dramas da condição humana nada mais serão do que uma brincadeira de crianças. Enquanto a moça da imagem acima enfrenta os problemas relaxando com um banho maravilhoso e um vinho anestesiante, os homens sabem que o vinho só cura os males da alma se partilhado com bicharada da sua igualha.

Esperem, lembrei-me! Afinal houve reflexões profundas e sabedoras dos ditames da condição humana, aqui as deixo para a posteridade:

- “Elas escolhem-nos porque somos rebeldes e depois passam a vida a tentar domesticar-nos”.

- “Os filhos são como os peidos, só toleramos os nossos”.

- “Agora vou beber um copo e a seguir para a piscina – se morrer, morro feliz”.

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publicado por bolaseletras às 09:57

19.º Encontro da Confraria Etnográfica dos Olivais - em Samel, em Samel!

Sexta-feira, 10.07.15

  bust_wine[1].jpg

É tempo dos adultos virarem crianças e resgatarem o oxigénio mais puro da existência. É tempo de bombas para a piscina, de remates em folha a seca a fazerem inveja ao maricas do Beckham, é tempo de duelos fratricidas de sueca, de derbies inigualáveis pela mesa de matrecos. É tempo de leitão e de muitas mais iguarias de fazer salivar top models anoréticas, é sobretudo tempo de louvar a pinga portuguesa e descobrir novos milagres produzidos pelo Deus Baco. Bora lá cambada, todos à molhada, que isto é futebol total!!

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publicado por bolaseletras às 10:21

Jorge, Julen, vejam lá isso

Segunda-feira, 27.04.15

P_20150402_141845~2.jpg

Podia elaborar uma fantástica tese sobre a justeza do punhetazo do Lopotegui ou sobre a incapacidade do espanhol em perdoar os iletrados barraqueiros com apelidos divinos, mas prefiro sublinhar que os Olivais continuam a cheirar a relva molhada e a gente simples mas bem falante, ainda que nem sempre com a dentição completa. Regressei ao que fui e ao sítio onde fui feliz para fazer dos seres que me são queridos ainda mais felizes. Fica o recado para o Jorge e o Julen, sejam felizes!

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publicado por bolaseletras às 21:43

Pausa para...mudança de casa, de ares, de vista, para o regresso aos meus Olivais! Até já!

Quinta-feira, 23.04.15

 z_mudança.png

 

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publicado por bolaseletras às 10:35

Vale do Silêncio - Olivais Sul

Terça-feira, 25.11.14

vale.jpg

Andar em dia de chuva pelo Vale do Silêncio vazio, entregue apenas ao cheiro da relva molhada e dos sons quase inaudíveis da natureza que rejubila com a água da vida, talvez seja esse o ambiente perfeito para escutar, refletir e nada dizer. Talvez seja este o ambiente perfeito para agendar visitas guiadas aos comentadeiros, jornaleiros e trauliteiros deste país, para tanta gente que sem nada saber tudo prevê, tudo sabe, gente que vê o futuro sem sequer saber às quantas anda no presente. Sim, podia dizer tanto sobre os últimos eventos do mundo da Justiça, mas sou daqueles que preferem conhecer a realidade para refletir, agir e opinar. Esquisitices!

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publicado por bolaseletras às 15:45

O pós CEO e o Sporting a dizer presente (Gil Vicente 0 - Sporting 4)

Segunda-feira, 22.09.14

 

Dois dias de prazeres gastronómico-vinícolas excelentemente acompanhados por horas de rabia, mergulhos na piscina, suecadas, jogos de tabuleiro e afins, souberam magnificamente. Dois dias em que os homens voltam a ser crianças e em que as suas responsabilidades retrocedem aos tempos da irresponsável adolescência, dois dias em que arrotar à mesa, deixar a louça suja por algumas horas e adormecer na relva do jardim não é pecado capital. Depois, o regresso embalado pela arte de João Mário, pela certeza de que Nani não é desta liga mas que é um deleite ter um aninho inteiro para degustar os seus petiscos, tudo bem embalado na suspeita de que este Benfica tem ainda muito por onde desabar e de que no seio deste Porto anda ali bicho da madeira a querer roer os alicerces. Ainda falta muito caminho, a esperança mantém-se verde, rapazes, vamos a eles!

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publicado por bolaseletras às 10:37

18.º encontro da Confraria Etnográfica dos Olivais (CEO)!

Sexta-feira, 19.09.14

 

Inicia-se hoje, quando o sol estiver a baixar e a lua a espreitar, o 18.º encontro da Confraria Etnográfica dos Olivais, a já afamada CEO. Mais uma vez o encontro terá lugar no altaneiro lugar de Samel, terra bem escondida por entre os vinhedos da viçosa Bairrada (ah, o cheiro a Baga molhada pela manhã!!!). Fugindo ardilosamente aos deveres familiares e parentais, 12 garbosos e corajosos confrades tomarão as rédeas do seu destino nas mãos e assumirão não ter medo de enfrentar a inclemência da chuva, a gordura rejuvenescedora que escorre pela pele estaladiça de um imponente par de leitões e, claro, a força do vinho e os segredos que nele se escondem. Entrementes, jogar-se-ão inesquecíveis duelos de sueca, partidas de vida ou de morte sobre a mesa de matraquilhos, e inevitavelmente, esgrimir-se-ão argumentos fatais sobre a superioridade moral da nação leonina face aos infiéis vermelhuscos e a escassa mas aguerrida tripalhada mui bem representada por dois tresmalhados elementos da CEO. Falar-se-á também das mais recentes condenações de políticos da nossa praça e serão gizados planos megalómanos para ocupar as cadeiras do poder, expulsar à vergastada os vendilhões dos templos da adormecida democracia e, de uma vez por todas, clamaremos da necessidade de pegar nas rédeas da nação para a tirar do atoleiro em que tanta gente inábil a tem vindo a afundar. Tranquem as vossas filhas em casa, amordacem o bardo ao tronco mais grosso daquela oliveira e iniciem-se as hostilidades do 18.º encontro da CEO!

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publicado por bolaseletras às 09:24

Devias ter comido a papinha e tirado um cochilo, pequenino!

Segunda-feira, 19.05.14

 

Desde miúdo que sou aquele tipo de pessoa que não se importa de emprestar tudo e mais alguma coisa. Por generosidade pura e dura, por gostar de dar prazer a amigos e conhecidos com o que lhes empresto, porque não sou propriamente um tipo que dê um valor exagerado à posse material de um DVD, de um CD, de uma raquete de ténis, de uns óculos escuros, de um par de chuteiras ensinado pelo último dos fantasistas, etc., etc. Há uma excepção e essa tem a ver com bens muito especiais que levam consigo algo de mim. Sim, falo de livros, dessa fonte de sonhos e ideias, desse cantinho de palavras buriladas em filigrana, desse objecto tão simples e tão maravilhosamente complexo. Lembrei-me dessa minha dificuldade em emprestar livros quando me lembrei de voltar a escrever sobre eles aqui no blog, nomeadamente sobre “O mapa e o território” de Michel Houellebecq. Já tinha iniciado a minha actividade de escriba sobre mais essa pérola de Houellebecq (http://bolaseletras.blogs.sapo.pt/618985.html) , faltava apenas extrair das páginas do mesmo as pequenas pérolas que havia sublinhado aquando da sua leitura para partilhar com o mundo em geral e os caros visitantes deste blogue em particular. Foi então que me lembrei…o livro emprestei-o a um bom amigo, daqueles muito insistentes e a quem não consigo negar empréstimos, mesmo que de livros. Pior, lembrei-me depois que essa pobre alma me informara há tempos, com um sorriso misericordioso e displicente que o livro ficara no avião, para mal da cultura geral da humanidade e para deleite de um qualquer outro ocupante desse maldito pássaro com asas. Pequenino, o meu livro, hein??? Já que não posso recuperar as pérolas que sublinhei, que tal ofertares-me um, mesmo que limpo das pérolas que o meu intelecto e o meu sensível coraçãozinho marcou a carvão naquelas saudosas páginas? Vê lá isso!

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publicado por bolaseletras às 16:54

Vale do Silêncio, pulmão dos Olivais Sul - terra mítica

Terça-feira, 18.03.14

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publicado por bolaseletras às 21:07

O melhor bairro do mundo

Terça-feira, 11.03.14

 

O Dinis escreve que é um deleite. Só por isso, seria alguém sobre quem a minha admiração tenderia, sem custo e com prazer, a debruçar-se. Acresce à arte com a pena o facto de o Dinis ser dos Olivais e ter um orgulho maior do que o mundo por ser filho dessa terra mítica. Para quem não percebe o que é ser dos Olivais fiquem com as palavras dele. Não pedi ao Dinis permissão para publicar este texto, mas estou certo que como quem empresta dois ovos ou dois papos-secos o Dinis não se importa de emprestar estas linhas sobre o amor que tem ao bairro que é impossível não amar: o bairro dos Olivais.

 

“Às vezes, antes de ir deitar-me, gosto de ir à varanda de minha casa e ficar a olhar, por um minuto, o silêncio nocturno do meu bairro. É um bairro de gente boa, de gente inimitável, que solta do mesmo modo genuíno a maior pérola e a maior alarvidade. Aqui há gente que deixa tupperwares com água ou comida à beira dos prédios, para os cães e os gatos da rua se servirem, se quiserem. Aqui há gente que, pela fresquinha, deixa as portas de sua casa abertas e vai para os bancos de jardim ver as crianças a brincar com o futuro e os velhos a suspirar com o passado. Aqui há gente que empresta dois ovos ou dois pães para um vizinho não ter de ir às compras só por causa disso.

E que se ofende se, a seguir, lhos formos devolver ou pagar.

É um bairro de gente boa.

As cinco dúzias de automóveis parados, as três dúzias de árvores quase todas mais velhas do que eu, as duas dúzias de prédios que vejo, todos sublinham em harmonioso silêncio o descanso tranquilo do bairro. Os prédios estão quase todos com as persianas para baixo, como se também eles, à imagem dos seus habitantes, tivessem fechado os olhos para ir dormir; como se também eles tivessem interrompido a azáfama do dia para sonhar os seus sonhos, questionar as suas filosofias, contemplar os seus cansaços.

Só há meia dúzia de luzes acesas, além dos candeeiros de rua de que apenas os cães e os gatos vadios beneficiam. Numa casa um estudante deve estar aflito com um exame. Noutra um casal troca meiguices. Noutra uma mãe tira a temperatura a uma filha. De resto, este magote de gente dorme, descansada, a preparar o corpo para mais um desta procissão interminável de dias que é a vida, alheios ao bairro deserto, aos gatos que se passeiam e ao seu observador silencioso.

É um bairro de mulheres e homens genuínos e eu sou um deles, eu sou um deles.

Despeço-me das árvores mais antigas do que eu e vou dormir, sabedor de que as minhas raízes partilham a terra com as delas.”

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publicado por bolaseletras às 17:32





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