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Pedrógão Grande - três meses depois

Quarta-feira, 20.09.17

  

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Pedrógão Grande - Reportagem do The Guardian

 

Passaram três meses da tragédia de Pedrógão Grande e pouco sabemos sobre o que falhou, o que podia ter sido feito para minorar as enormes perdas humanas e materiais. Não se conhecendo/reconhecendo/auditando o que falhou dificilmente serão avançados planos ou soluções concretas com qualidade para evitar tragédias semelhantes no futuro. Sem se debater e colocar no papel o que não foi e deveria ter sido feito (a prevenção que não existiu, as falhas no combate ao fogo, a falência ou insuficiência de meios) qualquer reforma legislativa ou de recursos humanos e materiais será uma falácia, uma forma de atirar areia para os olhos dos cidadãos. Até à próxima e inevitável tragédia.

As funções essenciais desempenhadas pelo estado, de defesa do território e das populaçãoes (a tão propalada protecção civil) revelam fragilidades mais que preocupantes e pouco ouvimos sobre o que será feito para melhorar e reformar o que tão torto está e que, pelo andar da carruagem, tarde ou nunca se endireitará. Não chegam demissões por motivos laterais, não chega responsabilizar contratos mal paridos e pior geridos. É preciso colocar o dedo na ferida, de modo a que doa, a que o país grite de revolta, a que alguém tenha a coragem de dar a volta ao texto e a vergonha de não deixar tudo ficar como está. Por nós, pelo país, pela memória dos que morreram.

 

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publicado por bolaseletras às 09:34

Coca cola é que é!

Sexta-feira, 15.09.17

 

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O Tony Carreira? O drama da bola em dia de eleições? O Medina que não teve o bom senso de ir morar para Massamá? Os enfermeiros que usam o poder da importância da sua função, um poder que pode determinar se um bebé sobrevive ou morre, para reivindicarem aumentos que ninguém neste país vê há anos? Um alucinado que dispara mísseis de teste só para cutucar os meninos maus de quem não gosta, pondo em risco a vida à face da terra? O dirigente máximo da Proteção Civil que nada fez com competência para evitar que o país ardesse, uma ministra que lhe põe um processo não por causa das más decisões técnicas que não impediram esses fogos, mas por meras questiúnculas legalistas de acumulação de funções e o homem afinal demite-se porque tirou o curso superior à base de equivalências? Epá, e querem que eu não me dedique à coca-cola???

 

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publicado por bolaseletras às 14:44

Quem guarda os nossos guardas?

Terça-feira, 11.07.17

  

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Os 18 (18!!!) agentes de uma esquadra da PSP de Alfragide, todos os agentes dessa esquadra (todos!!!) foram acusados pelo Ministério Público, entre outros crimes, pela prática de crimes de tortura e racismo contra alguns jovens de etnia africana. Independentemente da punição exemplar, disciplinar e criminal, que venha a ser aplicada a estes elementos - caso as acusações venham a provar-se em sede de julgamento, claro está - é preciso, por uma vez, irmos mais longe. Quem, como, com que critérios são recrutados os agentes de autoridade que confiamos defenderão as nossas vidas e bens e a segurança dos nossos filhos? Estes 18 agentes de autoridade (custa tanto escrever isto, considerar que esta gente é agente de alguma coisa, quanto mais de autoridade) são sujeitos a que provas que comprovem a sua honorabilidade, humanidade, educação, etc. e tal, para o exercício de uma das missões mais nobres do Estado? Ou importará apenas a sua destreza física e conhecimentos técnicos? Quem são os responsáveis máximos por validar os critérios e regras que regulam o recrutamento desta gente? Quem permitiu esta desbunda total? Por uma vez, foquemo-nos nas questões por trás das questões imediatas e retiremos consequências sérias de mais uma vergonha nacional. O que é demais é demais.

 

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publicado por bolaseletras às 14:42

Tancos - apelo ao optimismo da nação ou quando a desgraça pode ser uma oportunidade

Quinta-feira, 06.07.17

  

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Somos um povo pessimista como o raio! Mas por que diabo é que um roubozito de umas armas, granadas, explosivos e afins tem obrigatoriamente que ser visto como uma desgraça épica, uma ameaça à segurança nacional ou uma fonte de alimento para os filhos da mãe dos terroristas? Porque não equacionamos nós a hipótese deste material letal ter sido desviado para fins lúdicos, artísticos ou cénicos? Meus amigos, sejamos optimistas e coloquemos a hipótese deste maléfico arsenal ter caído em boas mãos e melhores corpos. O exército da beleza poderá ter escrito direito por linhas tortas!

  

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publicado por bolaseletras às 11:43

Pátria que nos pariu

Sexta-feira, 23.06.17

 

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Não sou um tipo que aprecie dizer alho por dá cá aquela palha, mas sempre concordei que por vezes só com uma boa dose de alho se conseguem vincar determinadas ideias e fazer ouvir a nossa voz. Um amigo de um amigo no facebook opinou, como podem ler mais em baixo, sobre o estado do território, utilizando sempre o vernáculo da “f word” para se fazer ouvir. É ordinário? Talvez, mas acho muito mais ordinário tanta asneira que se fez com um dos mais belos territórios do mundo.

 

"Como foder o território de um país em 100 anos para totós: Primeiro veio o Salazar e fodeu o Alentejo todo com a ideia do "celeiro de Portugal". Depois vieram os Jotas Pimentas e foderam o Algarve todo com a construção de merda sem ordenamento. Não satisfeitos fizeram a mesma coisa à volta de Lisboa. Depois vieram os emigras e foderam as aldeias todas, os que ficaram que não queriam ficar atrás foderam o resto e o que sobrou os autarcas acabaram de foder. A seguir vieram as empresas de pasta de papel e foderam tudo entre o Douro e o Tejo. A seguir vai chegar a regionalização e vai acabar por foder as reservas naturais protegidas e tudo o que ainda resta."

 

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publicado por bolaseletras às 17:42

Pedrogão Grande

Domingo, 18.06.17

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Dor incomensurável. A morte a tomar nos seus braços gente simples, crianças, o terror que só pensávamos existir em filmes de países distantes. Os bombeiros e a GNR a salvar muito mais vidas ainda do que as que se perderam. A dor e a solidariedade de um país impotente. Um Secretário de Estado da Administração interna de carne e osso, humano, calmo por entre o caos, emocionado mas a manter a razão. A natureza em toda a sua fúria. E no entanto sabemos há anos que há muito para prevenir, para atenuar essa força destruidora dos elementos. Os milhares de terrenos privados e os milhares de km de florestas por limpar. O excesso assassino da cultura do pinheiro e do eucalipto. Ainda assim, um presidente omnipresente, humano e solidário a sentenciar que nada mais podia ser feito. Podia sim, mas o elogio aos que ontem e hoje tanto lutaram trouxe-lhe aquelas palavras da alma dorida à boca, ao microfone de jornalistas vorazes. Jornalistas, alguns contidos e humanos, demasiados em busca do sangue e do sensacionalismo do desespero. Choremos os mortos e ajudemos os vivos. E não nos esqueçamos do tanto que ainda pode ser feito para não vivermos mais infernos desta dimensão.

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publicado por bolaseletras às 21:30

Da série "coisas que o pequeno holandês parece não apreciar"

Quarta-feira, 22.03.17

 

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publicado por bolaseletras às 11:12

Isto é uma capa

Sábado, 04.02.17

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publicado por bolaseletras às 14:53

A casa de Vinicius e a Nação de Donald

Quarta-feira, 01.02.17

  

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Era uma nação

muito engraçada

não tinha juízo

não tinha nada

ninguém podia

entrar nela, não

porque o Donald

não dava a mão

 

Ninguém podia

viver o sonho

porque a América

vive um pesadelo medonho

ninguém podia

fazer pipi

porque o Donald

é quem manda ali

 

Mas era feita

com muito jeito

a morte lenta

desse amor perfeito.

 

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publicado por bolaseletras às 12:01

Retrato gourmet de porco pós-moderno em cama de nação abananada

Domingo, 29.01.17

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publicado por bolaseletras às 10:19





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