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Futebol português - regresso aos relvados precisa-se!

Segunda-feira, 14.09.15

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Confesso cada vez menos vontade para escrever sobre futebol, por muito que continue a gostar de ver/jogar futebol. Enerva-me a idiotice de tempo que se perde a discutir as coisas da bola na televisão, na vida real, sobretudo quando o que se repisa são os dramas do sistema ou as malfeitorias da arbitragem. A discussão sobre a bola devia centrar-se na beleza do desporto, as artes e desgraças dos jogadores, tudo isso centrado naqueles 90 minutos. Prolongar isso muito para lá do tempo de jogo é sinal de pobreza de espírito e de falta de assunto. O que escrevo aqui sobre bola tenderá a reduzir-se, muito porque não quero cair no erro desses oráculos comentadeiros do esférico e da relva. Outra coisa que me amofina respeita ao facto do ângulo de visão dos inúmeros programas e jornais que se debruçam sobre o tema serem exactamente os mesmos. Custa assim tanto ser diferente, pegar no touro pelos cornos e não só pela cauda? Alguns exemplos do que poderia e deveria ser falado sobre o fim-de-semana da liga Portuguesa e de que poucos ou nenhuns falarão:

- Depois de uma brilhante entrada na época, coroada pelo apuramento para a fase final da Liga Europa, o Belenenses faz uma exibição miserável contra o Benfica, encaixando 6 golos e não devolvendo nenhum. Qual terá sido o peso das eternas questões sobre jogadores emprestados/vendidos/cedidos nos últimos anos pelo Benfica ao Belenenses nesta debacle exibicional dos rapazes do Restelo?

- Por terras nortenhas, depois de meses a preparar o plantel, contrataram-se há uma semana dois mexicanos que tiveram entrada directa no onze de Lopetegui. O que diz isto sobre o sucesso do planeamento da época? Os dois defesas esquerdos que já estavam no plantel e que perderam o lugar para um dos mexicanos são para esquecer? Será que uma alminha jornaleira se importa de colocar estas questões a Lopetegui?

- João Mário, um já excelente e ainda mais promissor jogador leonino, faz-me lembrar tantas e tantas vezes Rui costa, quer pela elegância com que trata a redondinha, quer pela soberba visão de jogo. Porque é que a sua maior fraqueza, o remate à baliza, não tem melhorado ao longo dos últimos anos? Está a ser realizado treino específico nessa área para o jogador? Não deveria estar? Jesus, vê lá isso, por favor. Senhores jornalistas, pensem um bocadinho fora da caixa mas sem sair do que interessa quanto ao rectângulo de jogo, por favor…

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publicado por bolaseletras às 11:57

Jorge, Julen, vejam lá isso

Segunda-feira, 27.04.15

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Podia elaborar uma fantástica tese sobre a justeza do punhetazo do Lopotegui ou sobre a incapacidade do espanhol em perdoar os iletrados barraqueiros com apelidos divinos, mas prefiro sublinhar que os Olivais continuam a cheirar a relva molhada e a gente simples mas bem falante, ainda que nem sempre com a dentição completa. Regressei ao que fui e ao sítio onde fui feliz para fazer dos seres que me são queridos ainda mais felizes. Fica o recado para o Jorge e o Julen, sejam felizes!

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publicado por bolaseletras às 21:43

Calma amigos tripeiros, rir é o melhor remédio

Terça-feira, 21.04.15

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publicado por bolaseletras às 23:28

O Mustang que só sabia viver na pradaria

Quinta-feira, 16.04.15

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Não sou tipo para me prender a lamentos com o que já foi e jamais voltará a ser. Isto é assim na vida e, quase sempre, também na paixão clubística. Contudo, como a humanidade bem sabe e diariamente vai comprovando, quando entramos pelos pantanosos terrenos da paixão, a porca tende a torcer o rabo. Não é sem alguma dor neste coração empedernido que relembro os tempos em que jurava a pés juntos que o nosso Ricardo, o ciganito Quaresma, o nosso querido Mustang (assim apelidado pelo grande Laszlo Boloni) seria indubitavelmente cravado na tábua das inesquecíveis lendas do futebol, muito à frente da desengonçada girafa que dava pelo nome de Cristiano Ronaldo. Os tempos foram passando, o génio de Quaresma foi sendo traído por um feitio demasiado temperamental e por uma vontade de vencer que não acompanhou o seu talento, e a desajeitada girafa lá subiu ao altar que parecia destinado ao jovem ciganito. Ontem Quaresma deu-nos um pouco do que deveria ter sido. E porque não o foi? O mister Boloni, em jeito de certeira profecia, escreveu-o, em 2002, no seu livro "O Bloco Notas de Laszlo Boloni”.

 

«Vale a pena fazer aqui uma reflexão mais demorada sobre Quaresma. Até porque foi exactamente contra ao Standard Liège que este jovem me convenceu em absoluto sobre as suas potencialidades. Ele fez um grande jogo. Após este encontro comparei-o, nas minhas anotações, a um "Mustang" (cavalo selvagem) difícil de dominar. Anotei esse comentário com um grande ponto de interrogação. Perguntava-me, "será que algum dia ele conseguirá aceitar determinadas regras que o podem tornar num bom cavalo de corrida, com um bom galope, ou será que nunca vai aceitar essas regras e permanecerá um "Mustang", um cavalo selvagem, que corre livremente, mas sem rumo?".

«(...) Tivemos várias conversas ao longo da época. Percebi que ele nunca tinha sentido muito respeito, por nada nem por ninguém, e isso dificultava a sua integração na equipa. Expliquei-lhe que quando integramos um grupo, há que saber respeitar determinadas regras. Mas nunca quis responsabilizá-lo demasiado. (...) Só queria que este "cavalo" entrasse na boxe, integrasse o resto do grupo e que se sentisse tão bem no estábulo como se sentia na pradaria.» 

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publicado por bolaseletras às 11:22

F.C.Porto 3 - Sporting 0

Domingo, 01.03.15

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Foi por demais evidente que 3 dias foram mais do que insuficientes para recuperar física e animicamente da eliminação com os alemães. Para dificultar, decidimos fazer o pior jogo da época. Em paralelo, e para dificultar ainda mais, Tello fez o jogo de uma vida e Jackson foi o verdadeiro Jackson com mais uns requintados pozinhos de número 10. Melhores dias virão, rapazes, baixem a cabeça só para beijar o símbolo do leão, vejam lá isso.

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publicado por bolaseletras às 21:42

Resumo da jornada desportiva

Domingo, 14.12.14

 

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O futebol não é uma caixinha de surpresas, é sim uma gaiola de malucas. Na jornada em que o Sporting tinha tudo para conquistar pontos contra os seus adversários figadais, decide fazer o pior jogo da época. É verdade que sem Nani esta equipa, com a excepção de Carrillo, se aproxima perigosamente da mediania, mas há que dizer que faltou intensidade, que Marco Silva não resolveu bem a alteração táctica que empreendeu para ganhar eficácia ofensiva, pois se com Montero e Slimani teve mais bola no ataque a inferioridade numérica no meio campo deu demasiado nas vistas. Deu nas vistas porque falhámos demasiados golos, porque estes rapazes deveriam passar os próximos 10 jogos a treinar remates à baliza, porque o Montero dá demasiados ares de Postiga quando insiste em só querer marcar golos de belo e raro efeito o que, infelizmente, não deixa de ser raro. Há muito por resolver ainda nesta equipa do Sporting para nos aproximarmos do título e, desenganem-se sportinguistas, isso não vai ser resolvido este ano.

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Quanto ao jogo das Antas (não me obriguem a chamar Dragão àquilo), é fantástico ouvir os génios do costume falar no Benfica mais fraco das últimas épocas a jogar no Porto, no erro de Jesus ao apostar em Lima em detrimento do Jonas, no génio de Brahimi, de Oliver, de Tello, de Jackson, etc., etc. Sim, todos esses são excelentes jogadores (bom, Tello não vale meia trivela de Quaresma, mas não deixa de trazer a fama) mas, como dirá alguém que perceba realmente de futebol, um punhado de grandes jogadores não fazem uma grande equipa. Jesus anda a treinar e bem estes rapazes há anos, Lopetegui juntou uns compatriotas com nome e bastante jeito, mas não teve tempo para construir uma equipa e, perante alguns erros básicos que comete, não me parece que algum dia venha a fazer deste Porto uma grande equipa. Lima morrerá um rato de área, Enzo será sempre um fantástico carregador de piano nos grandes jogos (aqueles em que o Peter Lim liga a televisão) e Gaitán insistirá em ser o jogador com mais classe do nosso campeonato. O futebol é tão simples e há tanta gente a complicar isto. Abram os olhos, senhores.

 

P.s. – Parabéns à melhor equipa que foi a que tinha mais portugueses em campo – a equipa de arbitragem.

Fotografias do site MaisFutebol

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publicado por bolaseletras às 22:25

Rescaldo da jornada da liga dos Campeões, enquanto masco uma pastilha elástica

Quinta-feira, 27.11.14

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Espicaçam-me alguns amigos e espantam-se outros por não terem lido por estas bandas comentários aos feitos leoninos na Liga dos Campeões, bem como às vergonhas vermelhuscas na mesma competição. Já aqui disse algumas vezes que me irrita sobremaneira seguir cegamente a carneirada e ter que escrever, quase por obrigação, o que todos os outros escrevem sobre os acontecimentos mais fresquinhos do dia. Não estava para aí virado, pelo que não o fiz. Agora, com alguma distância, talvez perceba um pouco porque não o fiz relativamente ao Sporting. Provavelmente, de forma inocente e inconsciente, custa-me perceber que o nosso bom comportamento nesse jogo e noutros nesta época se fica a dever, em grande parte, a esse extraterrestre no que ao universosinho do futebol português respeita, o fenómeno Nani. Como tanta coisa neste país, o Nani parece ser bom e caro demais para o nosso futebol e para o meu Sporting, pelo que por vezes me custa saber que para o ano já cá não estará. Se calhar foi por isso que não escrevi sobre a ótima exibição leonina contra os rapazes de Maribor e, em particular, sobre a estratosférica exibição de Nani - terá sido certamente um instintivo movimento defensivo com que o meu subconsciente me brindou.

Quanto ao Benfica, tal como o grande Jorge Jesus tendo a não lhe atribuir grande importância. Pelos vistos, é para consumo interno que JJ prepara as suas equipas, pelo que os insucessos externos são mero reflexo dessa pequenez de pensamento. O homem percebe de facto de bola, mas quando se trata de gerir (jogadores, treino, esforço, condições físicas e psicológicas, etc.) para isso já é preciso saber um pouco mais do que de bola, mas para esse peditório não contem com a esmola do mestre da chewing gum. Em alternativa, podemos sempre refletir sobre o facto de lá por fora, sem os limpinhos limpinhos do costume, a coisa piar mais fininho para os apaniguados milhafrenses.

Quanto ao Porto é um aborrecimento. Estão tão certinhos na liga dos Campeões que até enerva. Se a tripalhada não se põe a pau este tiki taka da ribeira ainda os torna mais maçadores do que o Barcelona dos bons e velhos tempos.

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publicado por bolaseletras às 15:22

Percorrendo os teatros de vários sonhos

Domingo, 26.10.14

 

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Um domingo um bocado de molho permitiu-me prolongar a maratona de bola iniciada com o Real Madrid vs Barcelona. Com o pequeno Miguel a acompanhar-me em parte do derby espanhol (em parte, porque faz sempre umas pausas para chutar umas bolas, arreliar o irmão, etc.), do Manchester vs Chelsea, do Sporting vs Marítimo e do Braga vs Benfica, retirámos as seguintes conclusões:

- O Real é hoje por hoje a melhor equipa do mundo, com uma defesa já perto do muito segura, um meio campo perfeito (Modric e Kroos, que sonho) e um ataque demolidor, permitindo perceber por onde se vai rompendo a manta que o Barcelona vai tentando esticar. Há Messi (menos do que antes), Xavi (uma sombra do passado) e Iniesta (a deixar de ser extraordinário para passar a ser apenas muito bom), mas tudo isso já não chega para os extraterrestres de Madrid.

- Mourinho vai fazendo uma equipa à sua imagem, sólida, mecanizada, assassina no contra ataque e na eficácia nas suas acções, apoiando-se no futuro melhor jogador do mundo, após a reforma de CR7 e o confirmar da decadência de Messi – sim, falo de Eden Hazard. Ah, o Courtois, esse gigante que tudo faz parecer fácil, é já o melhor guarda-redes do mundo.

- Em Alvalade continuamos a assistir ao passeio da classe de um insaciável Nani, ao crescer de um extraordinário médio (João Mário) e à progressiva ressurreição de Freddy Montero. Cédric cresce todos os jogos, Jonathan confirma que apesar da qualidade ainda é um miúdo que está a aprender com os erros e Paulo Oliveira vai trabalhando para nos fazer acreditar num futuro mais seguro no centro da defesa.

- Em Braga confirmou-se que afinal Jorge Jesus devia ter poupado ainda um pouco mais a equipa nas jornadas da Champions. O Braga quis mais, correu mais, acreditou mais. Pedro Tiba é um fantástico médio, ainda mais quando pela frente tem um Enzo que só sonha em ir beber um scotch com o Peter Lim. Bom fim de semana desportivo, voltemos ao chá com mel.

p.s. – A ilustrar o post, Ryan Giggs a marcar um campo em Old Trafford, o teatro dos sonhos. O futebol é tão bonito.

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publicado por bolaseletras às 22:39

Porto 1 - Sporting 3

Sábado, 18.10.14

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Tinha prometido descansar até do blog mas as alegrias do meu Sporting servem também para quebrar regras tolas. Escrever aqui que o Marco Silva ainda vai ser mais special que o Mourinho, que o Nani ainda vai a tempo de ofuscar o CR7 ou que ao pé do William Carvalho o Kroos e o Pirlo são dois jogadores banais vale por todo o descanso do mundo. Não consigo carregar fotografias para o Bolas via smartphone mas isso não interessa nada, o que é isso ao pé do facto do Sporting ter mostrado a sua garra em grande estilo, de ter gritado o terceiro golo a alta voz abraçado ao meu primogénito e a uma mini, it can't get much better than this! Obrigado Bruno, obrigado Marco, obrigado rapazes, leões do meu coração!

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publicado por bolaseletras às 21:32

Sporting 1 - Porto 1

Sexta-feira, 26.09.14

 

Se há coisa que me mexe com os nervos nos lusitanos hábitos é a facilidade em enaltecer e sobrevalorizar tudo o que vem de fora. Os “chicos” de Lopetegui e a equipa que o Porto está a construir, apesar de não ter defrontado um adversário realmente desafiante, já era quase considerada o Barcelona português. Eu, que pela primeira vez vi esta época um jogo inteiro da rapaziada nortenha cheguei a pensar que o pior Porto de Paulo Fonseca estava de volta. Sim, têm grandes jogadores, os tais que muitos milhões de euros permitem (Jackson é um ponta de lança fenomenal, Oliver e Brahimi têm enorme potencial), mas ainda não têm, longe disso, uma grande equipa. O Sporting melhora jogo a jogo, hoje com dois fantásticos Nani e Carrillo, um inebriante João Mário, um William Carvalho a crescer, crescer, crescer, mas, infelizmente, com dois centrais medianos e um ponta de lança muito lutador mas pouco mais do que isso. O Sporting foi muito melhor na primeira parte do que o Porto, o Porto foi um pouco melhor na segunda parte o que, em suma, faz do sporting o vencedor moral. É pouco? É, mas que dá moral para o que ainda aí vem, dá. 

O último ponto da análise dedico-o a um jogador que nunca deixou de ter no clube que o viu nascer e que é desde sempre o seu único clube, o seu amor, uma turba de dedicados detractores. Falo de Rui Patrício, um excelente guarda-redes que na primeira parte se transfigurou em icebergue para gelar os nervos que habitam o ser humano e defender o remate de um isolado Jackson Martinez. Na segunda parte, não se distraiu com o susto que é olhar para Quasimodo Herrera, voou, pairou nas nuvens e deu uma miraculosa palmada na bola para a afastar das redes leoninas. Obrigado Rui, és grande, és nosso e é um orgulho ter-te connosco, desde sempre e para sempre.

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publicado por bolaseletras às 23:03





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