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Tic tac, tic tac...

Terça-feira, 01.07.14

 

Tic tac, tic tac, tic tac, voraz, diabólico, em modo non stop. O esforço para alimentar o blog com temas de interesse razoável tem sido nos últimos tempos titânico, sobretudo devido à falta de tempo de qualidade para o fazer. Vejo comentários interessantes ou provocadores a que não consigo responder com a merecida análise crítica, vejo tudo a acontecer neste mundo em permanente mutação e não encontro forma, segundos, minutos para jorrar no blog a minha apreciação sobre todas as mundanidades e essencialidades da condição humana e da falta dela. Assim, dou prova de vida neste queixume tão lusitano, esperando que o meu mal não seja o de tanta gente que se queixa do mesmo mal: não há falta de tempo, há sim muita dificuldade em estabelecer prioridades.  

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publicado por bolaseletras às 18:15

Do tempo e da falta dele

Segunda-feira, 31.03.14

O tempo que a ausência do próprio me rouba daria para viajar pelo mundo, para escrever mil aventuras bíblicas (de volume, não de religiosidade), seria o suficiente para devorar centenas de vidas, amar infinitas mulheres porque o amor não deve ter fim à vista (só por isso, nada da pensar em poligamias ou afins). O tempo que o tempo me rouba daria para parar o tempo do centro do turbilhão, contemplar, recuar para ganhar balanço, e saborear a vida que seguidamente iria devorar. A falta que me faz o tempo que me falta.

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publicado por bolaseletras às 15:25

Tesourinhos cobertos de pó

Segunda-feira, 16.12.13

 

Já não tenho espaço para guardar mais livros no exageradamente enorme armário que adquiri quando adquiri uma casa demasiado pequena para os livros que queria alojar nos armários que sonhava ter. Para piorar a minha turbulenta relação com os livros veio a crescente falta de tempo, as demasiadas horas a trabalhar, o tempo investido a tratar, brincar, educar e olhar para os dois mini leitores do futuro para quem também sonho que aqueles livros venham a fazer sonhar. Depois, porque o que já não é fácil tem tendência a tornar-se cada vez mais difícil, a preguiça e o descanso fácil que a televisão e o smartphone proporcionam nas escassas horas do dia que me restam, ameaçam a sobrevivência dos livros nesta humilde morada, ameaçam que o pó que os cobre não seja agitado pelo desfolhar das páginas. Descansem meus queridos, descansem que hei-de voltar vorazmente a vocês, aproveitem para sonhar com os tesouros que encerram em vós.

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publicado por bolaseletras às 18:00

O eterno retorno

Domingo, 14.07.13

 

 

Não conheço as raízes ou o autor desta fotografia, mas se tivesse que lhe dar um título seria algo do género “O eterno retorno”. Se o futuro é sempre incerto - por mais que procuremos uma estrada limpa de obstáculos o destino será sempre duvidoso, em menor ou maior grau - o passado está sempre presente, constante, imutável, colado à pele como uma sanguessuga que nos suga a vida já vivida, que nos impede de sermos quem queremos se esse alguém pretender desmentir o passado. Por mais que corramos voltaremos sempre ao mesmo lugar onde já fomos felizes ou miseráveis. O eterno retorno do passado que não nos larga.

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publicado por bolaseletras às 16:30

A Expo, o Tejo e o tempo que resta

Quinta-feira, 21.03.13

 

 

Uma das maiores dificuldades dos tempos modernos passa por descobrir formas de aproveitar o escasso tempo que nos resta, por resistir ao conforto da modorra e da preguiça. Não falo do tempo que nos resta até ao fim da vida, mas sim do tempo que guardamos para nós, para além do trabalho, das obrigações e prazeres familiares, das exigências do corpo como comer e dormir. Para além deste blog, um recanto para os prazeres do espírito e do intelecto, descobri recentemente um outro prazer para as poucas horas só minhas. Trabalhar na Expo devolveu-me o sol pela hora de almoço, o cheiro e o brilho do rio, o vento, o frio por vezes cortante, o calor que só a luz do Tejo transmite. Começa aqui uma série fotográfica sobre a Expo, sobre o que ela me inspira, sobre passeios e pensamentos à beira Tejo de câmara na mão.

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publicado por bolaseletras às 20:54

As costas do tempo

Terça-feira, 29.01.13

 

 

O peso do tempo que ocupa os sonhos sobre as mulheres que não temos. O pensamento que divaga nas pernas que passeiam na praia, o olhar que se perde no brilho daquele pedaço de pele, a saudade de cheiros que se perdem nos escolhos do tempo, nas memórias de mulheres que o tempo não apagou. O tempo virou-nos as costas e riu-se dos sonhos que o tempo eternizou.

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publicado por bolaseletras às 21:50

Nem tudo o tempo destrói

Sábado, 04.08.12

 

 

O modo como se apreciam os prazeres da vida conta a história da nossa sabedoria de viver. Há quem busque as últimas modas, a marca sonante, o mais recente sucesso. Depois, há quem saiba apreciar as raridades, os vinhos que se esconderam 39 anos numa cave soturna mas perfeita para a maturação das qualidades de um néctar dos Deuses. É o caso deste Porta dos Cavaleiros de 1973 (Dão). Depois deste aperitivo emocionante (39 anos, 39 anos dentro de uma garrafa há espera de acordar e nos fazer felizes) veio um Quinta dos Mouros Reserva de 2000, 12 anos de magia que, com o abrir da garrafa soltaram um génio de infindáveis sabores e aromas. Bebidas estas duas pomadas únicas, fica a reflexão que se impõe: o tempo passou pelos vinhos, mas, como fez com a amizade que partilho com os restantes dois convivas que com eles se deliciaram, só os aprimorou.

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publicado por bolaseletras às 19:30

Porque os ponteiros não páram

Quarta-feira, 14.03.12

 

 

Conheço demasiada gente que perde demasiado tempo com actividades meramente lúdicas. Meramente porque falo de merdinhas que não acrescentam nada ao cérebro, à aprendizagem, ao crescimento pessoal, àquilo que somos, enfim, gente que é capaz de estar 3 horas à espera num consultório a olhar para uma televisão sem som, apenas a ver as imagens passar como se o tempo que com elas passa não tivesse a mínima importância. Não sou hiperactivo, gosto da modorra e da preguiça, gosto do dolce fare niente. Mas uma coisa é nada fazer nesses momentos em que se impõe nada fazer, outra é no tempo que temos para fazer coisas que nos dão prazer entupir a mente com paciências, jogos de computador, quintas no facebook, séries ou telenovelas boçais, etc., etc., etc.. Se calhar essas pessoas, onde por vezes eu me incluo e onde provavelmente se incluem 90% dos meus amigos e mais 90% dos visitantes deste blog, são até mais inteligentes e cultas do que a média da humanidade. Só acho que podiam ser um bocadinho mais felizes se redescobrissem prazeres mais enriquecedores para si próprias. Porque o tempo foge, acreditem que foge.

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publicado por bolaseletras às 17:45

Há demasiado tempo

Terça-feira, 13.12.11

 

 

Há dias que consomem as horas vorazmente sem sequer o ponteiro mexer. Há horas que se arrastam nos dias sem acção, perdidas no emaranhado indistinto das estações. Há anos que vivo sem te ter e sem ti saber viver.

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publicado por bolaseletras às 18:40

Pérolas do pensamento encontradas no facebook - II

Domingo, 29.05.11

"Na Europa tens relógio, em África tens tempo..."

 

 

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publicado por bolaseletras às 10:08





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