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A inexplicável cortina de fumo

Quinta-feira, 21.07.11

 

 

Sei o que é o prazer de um cigarro após uma principesca refeição, conheço a simbiose que envolve o álcool e o tabaco numa noite de copos. Renego, ainda assim, o propalado deleite que o fumo do tabaco proporciona após uma esfusiante sessão de sexo. Juntar corpos suados com fumo cancerígeno nunca me soou nada bem. Tirando as duas primeiras situações, continuo a não descortinar toda a irresistível atracção do tabaco, a dependência que cria em tanta gente inteligente e avisada. O vício é físico, produto da nicotina? Não me convencem. Por definição os vícios sabem bem, deixam um gosto irresistível na boca ou na alma. O tabaco seca, tresanda, mata.

 

Aqui fica o meu humilde contributo para a diminuição dos gastos do Serviço Nacional de Saúde, a bem da Nação!

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publicado por bolaseletras às 18:55

A ressaca

Quinta-feira, 30.12.10

 

No Sul não há SportTv, nesta época de azevinho a relva não sofre com o dilacerante ataque dos pitons de alumínio. Estou a ressacar bola à séria e só daqui a dois fins-de-semana voltarei a ter tempo para o dolce fare niente de assistir ao baile da redondinha, à luta entre o jeito e a força, às imprevisíveis batalhas de aguerridos Davides contra bem instalados Golias. Contra a modorra chutar chutar, para atacar a crise de frente inundar o relvado de carrinhos, saltos de peixe, pontapés de moinho, duplos mortais esfusiantes. Se não é um vício anda lá perto, se não é uma religião deveria sê-lo. Volta bola, estás perdoada.

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 13:43

Um sonho em forma de decote

Quinta-feira, 25.11.10

 

 

Em tempos escrevi sobre a sensualidade que poderia representar uma mulher a fumar. O gesto, o inesquecível gesto, tinha o dom de fazer-nos esquecer os malefícios da nicotina e o irreversível mirrar dos pulmões. Encontrei por aí esta fotografia, foi um crime não a ter incluído então nessa série. A selvajaria que são aqueles cabelos revoltos, a tentadora selvajaria. A carne dos lábios que anseia por devorar o incauto cigarro quando deveria ansiar por artes bem mais apetecíveis. O decote, ah o sacana do decote! Digam o que disserem, os seios que se escondem encerram toda uma miríade de intermináveis sonhos. Desnude-se uma mulher com um decote de sonho, único e arrasador, desvende-se um segredo que se tornará num paraíso, mas um paraíso igual a tantos outros. Guarde-se bem o segredo, o seu valor é incalculável. O valor de um sonho que não acaba.

 

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publicado por bolaseletras às 18:43

Crime (pérola 2) - Os dois extremos do abismo

Segunda-feira, 05.04.10

 

"A vodka foi bem servida; daquilo é que Lennox gostava nos Estados Unidos, serviam os copos a olho. Não se punham para ali com aquelas merdas das regras, dos pesos e das medidas. Só por esse motivo valia a pena terem feito a Revolução Americana. Junta àquilo uma garrafa de cerveja importada. (...) A primeira bebida não consegue eliminar as ansiedades não específicas que lhe percorrem a mente e o corpo, limita-se a cristalizá-las num tumor sólido dentro dele, o qual se esgueira por uma qualquer auto-estrada psíquica que tem rude ligação ao seu tracto intestinal e acaba por assentar pesadamente no fundo da sua barriga."

 

"(...) Lennon manda vir outra vodka. Depois mais outra. As suas gorjetas decentes garantem que o barman lhe enche o copo. Este homem compreende evidentemente que certas pessoas, lá porque vêm sozinhas para um bar e espetam a cabeça para beber, não andam necessariamente à procura de companhia. O que elas querem é ver se aquelas merdas em que tentaram pensar quando estavam sóbrias se resolvem melhor estando bêbedas".

 

 

Percorrendo a sua obra, quase que pode considerar-se Irvine Welsh um especialista na abordagem dos piores vícios do ser humano. Droga, álcool, taras sexuais, contem com Welsh para os esmiuçar e levantar o véu sobre as origens desses cantos negros da condição humana. Ray Lennox, o protagonista de "Crime", tem problemas com a bebida, a droga, sendo que as suas vivências sexuais também não lhe permitem uma existência saudável a esse nível. Neste trecho, o álcool - o escape da realidade confundida com a procura de respostas nos inúmeros gargalos dos becos do quotidiano. Quando não souberem se têm ou não um problema com a bebida, é simples, Welsh dá a receita infalível para a identificação do problema: ou sofrem de infalível solidão que vos conduziu à bebida, ou estão fartos de quem vos rodeia e procuram como única companhia os enebriantes vapores do álcool. Não deve ser difícil perceber em qual dos extremos da vossa vida se colocaram.

 

 

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publicado por bolaseletras às 12:05

O cigarro como marca indelével de poder

Quarta-feira, 17.03.10

 

Para terminar esta série de cigarros e mulheres nada como explicar porque realmente a iniciei. Se entrarmos num bar, sós e desesperados por encontrar companhia feminina disponível, o que escolhemos: uma mulher só, que bebe um copo e se agita ao som da música, ou uma mulher só, que bebe um copo intercalado pelo envolver único de um cigarro nos seus lábios? O que nos transmite sedução e poder? O que nos soa a desejo e a promessas sem fim? Há objectos que definem uma imagem, que nos entram pelos olhos directamente para o coração, sem passar pela portagem do cérebro. É uma história de poder aquela que nos conta uma mulher que fuma. Depois, o que está por trás da imagem, essa é outra história... 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:00

O cigarro, a mulher e a irresistível boquilha

Segunda-feira, 15.03.10

 

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publicado por bolaseletras às 22:19

A uma passa do purgatório

Sexta-feira, 05.03.10

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:38

De como fumar com um desleixo irresistivel

Domingo, 28.02.10

 

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publicado por bolaseletras às 00:36

A Kate Moss, o cigarro, o desejo que se esfuma

Sexta-feira, 26.02.10

 

Expelir o calor.

 

Porque o corpo arde, as entranhas revolvem-se na impossibilidade de o desejo ser saciado. Lábios molhados que o fumo amacia. O alívio que liberta o rubor da face.

 

Arde aquela falta de alguém. Queima na pele a ausência desse toque. Todo o desejo que a consome morre no ocaso de mais uma beata que se esfuma em seus lábios. Como se a morte se anunciasse num minúsculo cilindro de nicotina. Triste fim.

 

 

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publicado por bolaseletras às 22:56

O cigarro do pecado ou a falsa beata?

Quarta-feira, 24.02.10

 

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publicado por bolaseletras às 23:07





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