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O Jamor, o tintol e as asas da salvação (Benfica 1 - Rio Ave 0)

Domingo, 18.05.14

 

Os meus anos de taça de Portugal ensinaram-me que aquilo que o Jamor proporciona em convívio e mística retira em segurança, condições logísticas e dificuldades de organização. A piorar a coisa, a malta fica a virar minis, garrafões de tintol e a enxaguar as entranhas com bifanas e coiratos até ao último segundo, como que desejando aquela enchente medonha e perigosa na porta da maratona. Acho que nunca ninguém morreu entalado ou espezinhado porque as asas do Deus Baco devem elevar muita gente nos momentos mais complicados. Quanto ao jogo tenho a assinalar o facto do Benfica ter melhorado muito, tendo em consideração que este ano os jogadores aguardaram até à entrega da taça. Quanto ao Rio Ave, achei de uma violência atroz, depois de tanto azar e da derrota, obrigar os barbudos de Caxinas a oscularem a madame Assunção inconseguir. São caxineiros, mas são gente honrada, não havia necessidade.

P.s. – Fotografia “roubada” ao FB do excelente blog “Lá em casa mando eu” 

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publicado por bolaseletras às 21:36

Rescaldo do 17.º Grande Encontro da CEO

Segunda-feira, 02.12.13

 

A Confraria Etnográfica dos Olivais (CEO) é muito vinho e muita comezaina mas não é só isso. É também, e se calhar é sobretudo isso, rever amigos de longa data, muitos deles de infância, e regressar assim à inocência e à irresponsabilidade dessa idade que deveria ser eterna. É jogar à rabia até à exaustão, é ameaçar quem for rabiado mais vezes que acabará inapelavelmente na piscina gelada sem se saber até ao fim da coisa se o mergulho fatal se dará ou não, é passar horas a tentar manter a bola no ar 20 toques seguidos, é jogar à sueca como se não houvesse amanhã, é cansar os matraquilhos, é dizer e fazer parvoeiras sem a voz avisada e cheiinha de razão da cara metade e afins, é dizer sem receio de olhares enojados que o tomar banho está demasiado sobrevalorizado na sociedade actual, é ouvir música imbecil sem parar, é aparecer de tronco nu à janela para a procissão que passa e gritar “Pagãos! Pagãos!”, é não ter horas para nada, é tirar fotografias de malta a dormir enquanto espuma da boca sem represálias de maior, é falar de futebol até adormecer pensando que mais ninguém sabe tanto de futebol como aquele grupo de eleição.

 

A CEO é tudo isto e mais os vinhos. Dos muitos bebidos os três primeiros prémios após acesa votação foram os seguintes: em 1.º lugar um Alma Grande Reserva Touriga Nacional Douro 2009, em 2.º o Bafarela 17 Superior Douro 2011 (Magnum) e em 3.º lugar o Pape Dão 2008. Eu, como tenho a mania de ser diferente não votei em nenhum destes, não obstante a excelência dos mesmos. Para mim em 1.º ficou o Quinta do Ribeirinho Primeira Escolha Bairrada 1997, fazendo jus à minha paixão por vinhos velhos. Este encheu-me as medidas, licoroso e repleto de personalidade, enquanto me acompanhava no devorar de um inocente mas maravilhoso pão-de-ló. O vinho é o néctar dos Deuses mas o prazer que dá não seria o mesmo sem a sua partilha com os meus caros Confrades olivalenses. Viva o vinho! Viva a Confraria! Viva os Olivais!

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publicado por bolaseletras às 17:27

17º Grande Encontro da Confraria Etnográfica dos Olivais (CEO)

Sexta-feira, 29.11.13

 

É já este fim-de-semana, quase um ano depois da realização do 16º Grande Encontro da Confraria Etnográfica dos Olivais (CEO), que os suspeitos do costume regressam ao mesmo local, a bela aldeia de Samel em pleno coração de terras bairradinas, para celebrar de forma condigna o V Aniversário da CEO. O lema é o que salta à vista da imagem supra e, mesmo sabendo que somos rapazes inofensivos - bem casados ou pior solteiros -, não posso deixar de recomendar aos pais bairradinos, porque fica sempre bem e porque dá um ar marialvo-negligé à coisa, que amarrem as vossas filhas maiores de idade à cama, ao sofá, à salamandra, mas, por Toutatis, não deixem as moçoilas andar à solta nos dois dias que se seguem! Dada a intensidade das actividades agendadas, só Domingo deverei vir aqui dar nota dos resultados deste fim-de-semana de profunda reflexão olivalense. Esperançoso de cá voltar, despeço-me com um bem haja a todos.

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publicado por bolaseletras às 17:32

Vinhos velhos, novos amigos

Segunda-feira, 18.11.13

 

 

Este fim-de-semana foi temperado pelo prazer que é degustar vinhos tintos velhos. Falo de um Gaeiras de 79 e de um Frei João de 78, néctares que absorveram os sabores e os aromas próprios de quem vive muito e que confinaram em si a riqueza que só a experiência de vida pode dar. Fechado e austero o Gaeiras, aqui e ali com uns aromas a suor de cavalo, a dar nota de que a vida não lhe foi fácil, de que a rolha deveria ter isolado melhor o precioso líquido da fealdade do mundo exterior. Contou-me o proprietário da preciosidade que mais tarde, já com algumas horas passadas, o vinho quase que ressuscitara, como se apenas depois da necessária adaptação à crua realidade se permitisse exibir em todo o seu esplendor. O Frei João não esteve de modas e apresentou-se logo em grande forma, amaciado pelo tempo e temperada a força do álcool pelos anos que a fruta e a madeira levaram de namoro. Não há nada de novo que contenha a beleza do tempo que só o tempo traz, nada há de velho que não encerre em si uma boa dose de beleza.

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publicado por bolaseletras às 17:47

About wine - baga, bairrada, Bageiras!

Sexta-feira, 03.05.13

 

 

Qual o segredo do sucesso de um pequeno, médio e porque não, também de um grande negócio? Não sou especialista na matéria, mas vou reflectindo sobre isso. Diria que as seguintes características dos empreendedores são decisivas: estratégia (saber para onde se quer ir e como caminhar para lá), gosto (de preferência devoção) pelo que se faz, ênfase na sedução inteligente do cliente. É o que se passa com a garrafeira farense About wine, ou melhor, com os proprietários da mesma, que primam pela simpatia, conhecimento sobre a matéria, aconselhamento entusiástico e honesto, procurando sempre conhecer os reais interesses do consumidor e ir de encontro aos mesmos. Na sequência do tratamento simpático e entusiástico que me foi dado, participei numa apresentação de vinhos da Quinta das Bageiras, um digno representante da Bairrada, com apresentação do produtor Mário Sérgio Nuno (produtor de 2012 para a Revista dos vinhos), um fantástico comunicador e conhecedor do ramo. Iniciaram-se as hostilidades com dois espumantes brutos naturais – um branco e um rosé -, impróprios para apreciadores de espumantes docinhos e cordatos, mas que adivinham um casamento perfeito com um leitão da bairrada (dica n.º 1 do produtor – apesar das modas, o espumante branco é o indicado para beber com o bicho, pois combate melhor a gordura do que o rosé, naturalmente taninoso). 

 

Seguiram-se os brancos e a surpresa da noite, que foi mesmo o colheita branco de 2012. Por pouco mais de 4€, está aqui o branco com melhor relação preço-qualidade que provavelmente já terei provado, um fogo de artíficio de frescura, com um equilíbrio perfeito entre acidez e mineralidade. Depois, o garrafeira branco de 2011, um branco trabalhado na madeira, mais austero e fino, próprio para peixes assados inesquecíveis. A fechar os brancos, o vinho da polémica: o Pai Abel Chumbado branco 2011 que, como o nome diz, foi chumbado pela Comissão Vitivinícola da Bairrada, obrigando o produtor a puxar das suas convicções e a produzi-lo como vinho de mesa com este nome desafiador. O vinho é especial, diferente, não para todos os gostos mas, diria eu, para gostos bem-educados.

 

 

 

Como não podia deixr de ser, seguiram-se os tintos que, na minha humilde opinião, perdem muito na prova a solo, só com tapas leves, faltando-lhe a comidinha a sério com quem tão bem casa a casta baga. O colheita 2010 que é aquele que mais sofre com a ausência de um prato forte, o reserva 2010 que por ter alguma Touriga já se bate melhor numa prova a solo e o garrafeira 2008, um vinho que em anos anteriores tanto me seduziu (destaque para o 2005), mas que me parece ganhará se permanecer mais uns 2 ou 3 anos em garrafa. Tinha saudades de escrever sobre vinhos, apesar de não ser especialista na matéria, apenas um entusiasmado consumidor e provador. Fecho o texto com duas dicas do Mário Sérgio Nuno. Primeiro, para quem gosta de reuniões à volta do vinho, apostem só em 2 ou 3 vinhos e não em 10. Uma coisa é provar vinhos, outra completamente diferente e bem mais completa é bebê-los (sentir as horas a passar por eles, a sua evolução e o casamento destes com a comida). Por fim, uma questão muito em voga e uma discussão semi-privada que surgiu durante a prova - os sabores e aromas tropicais dos vinhos brancos novos. Atenção a tanta tropicalidade, serão raras as vezes em que essas sensações serão naturais e derivadas do vinho e da casta, as mais das vezes estaremos ali a sentir artifícios a que o vinho foi sujeito. Como em tudo na vida, nada é só preto e branco, o cinzento também anda por aí.

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publicado por bolaseletras às 21:21

As portuguesinhas idiossincrasias

Segunda-feira, 18.02.13

 

 

Impressionam-me tantas especificidades neste país que um dia destes deixo de me impressionar. Há quem lhe chame idiossincrasias, eu chamo-lhe simplesmente idiotices de gente sem visão, ou de gente simplesmente preguiçosa. Uma dessas idiossincrasias é a nossa incapacidade em promover o que de bom temos e fazemos no nosso país, os nossos valores inimitáveis, aqueles que deveriam ser os nossos nichos de mercado. Essa incapacidade congénita só parece ser batida pela inabalável convicção com que apoucamos essas riquezas que parolamente desperdiçamos. Neste caso específico, falo na inabilidade de promoção da nossa riqueza vinícola, tão bem expressa na forma como não valorizamos a fantástica riqueza única dos vinhos de Colares. Se quiserem saber um pouquinho mais sobre esses vinhos únicos, sugiro uma visita a um dos melhores blogues portugueses de vinhos: http://www.etudoovinholevou.com/collares/. Ah, já agora, quando forem lá fora promovam este e outros vinhos portugueses. Às vezes o passa palavra tem muito mais impacto do que julgamos.

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publicado por bolaseletras às 17:14

Encerra-se mais uma CEO, prolonga-se eternamente a esperança leonina

Domingo, 27.01.13

 

 

48 horas depois, uma mão cheia de especialidades gastronómicas depois, algumas mãos cheias de grandes pomadas depois, deu-se por encerrado o 16.º encontro da Confraria etnográfica dos Olivais. Dezenas de trocadilhos passados, risadas, muitas risadas, abraços fraternos, conversas sérias também, a família, as doenças, as dificuldades que a crise e a malfada quebra generalizada das receitas, dos ordenados, do consumo trouxe às nossas vidas. Suecadas, maratonas de poker, torneios de matraquilhos, toques na bola, bola na TV, basket na TV. E por trás de tudo isto o que está por trás de tudo isto: a amizade - celebrada, renovada e bem regada, para não parar de florescer e jamais esmorecer.

 

No caminho de regresso um confrade apressado para levar o filho a Alvalade, a esperança nos olhos, a esperança que a criança volte a gritar golos de verde e branco. Mas a genialidade de Carrillo ainda se perde na falta da maturidade que tarda em chegar, a consistência defensiva ainda se perde na desconfiança nos seus dois representantes centrais, a esperança de que falamos ainda se perde nos braços da crise, na necessidade de deixarmos sair o Insua para recrutarmos o esforçado Joãozinho. Há mais consistência, mais posse de bola, mais ideia do jogo que queremos impor, falta a confiança e dois ou três melhores executantes em lugares chave. Mas falta o dinheiro pelo que se exige que a necessidade aguce o engenho. Agucem lá isso, rapazes, veja lá isso Professor.

 

p.s. - A fotografia respeita a um dos vinhos da noite, um Colares reserva de 87, um Senhor de 26 anos.

 

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publicado por bolaseletras às 22:13

Confraria Etnográfica dos Olivais - 16.º Encontro

Quinta-feira, 24.01.13

 

 

Até Domingo o Bolas e Letras fecha para balanço. Que é como quem diz, estarei ausente por terras da Bairrada, dessa difícil e inebriante casta que é a Baga. Vem a propósito a Baga porque o motivo da ausência é efectivamente vinícola. Mais uma vez reúne-se a Confraria Etnográfica dos Olivais (CEO), no seu 16º encontro, reunindo-se duas mãos cheias de confrades com o objetivo de confraternizar, discutir a nação, matar saudades, dizer baboseiras, esmiuçar as desgraças e alegrias da bola, etc. e tal (não, não falamos de raparigas e muito menos nos aproximamos delas – é esse o expresso e tácito acordo estabelecido com as namoradas, companheiras e esposas que se livram dos machos durante dois dias). Ah, e diz que nos entretantos aproveitamos e petiscamos um leitãozito, uma chanfanazita e, quiçá, se o corpo o permitir e a carteira estiver para aí virada se trinque uma lampreiazita ou outra. Tudo isto, evidentemente, acompanhado do belo néctar dos deuses que, muito provavelmente, nesta edição especial terá a simpática companhia do bairradino espumante.

 

A CEO mantém-se, apesar de inúmeras pressões da sociedade civil, uma confraria informal, por ora afastada da legalização e do crivo da certeza jurídica que lhe confere uma qualquer figura plasmada nos compêndios do universo jurídico. Por esse motivo, não é despiciendo que venha a ser discutida em tão esperado evento a legalização da CEO, a constituição de uma associação, quiçá mesmo de uma fundação, que defenda os princípios, propósitos, objetivos, as meras intenções de tão afamada confraria! Aliás, será este o momento para reclamar tudo a que uma associação legitimamente constituída tem direito: um rol de bem-apessoados e melhor delineados estatutos, uma sede à maneira, um orçamento rigoroso mas generoso, um saquito azul, uns desvios de fundos comunitários para benefício pessoal, umas pitadas de corrupção e de desvio de poder, enfim, tudo o que vem no cardápio! Cuidai-vos boas gentes bairradinas, cá vamos nós!

 

p.s. – Os estatutos (por ora informais) da CEO determinam inequivocamente, não admitindo qualquer tipo de excepção ou imunidade confrareiro/parlamentar,  que os níveis de alcoolémia dos seus confrades não deverão nunca elevar-se acima dos apresentados pela deputada Glória Araújo. Aquando da deslocação em veículos motorizados esses níveis serão sempre inferiores a 0,5g/l de álcool no sangue. É também isto que caracteriza a CEO – marcar a diferença face ao facilitismo. Como é bastas vezes repetido no seio da confraria: duas marcas segurança, uma marca perigo!

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publicado por bolaseletras às 22:19

Nem tudo o tempo destrói

Sábado, 04.08.12

 

 

O modo como se apreciam os prazeres da vida conta a história da nossa sabedoria de viver. Há quem busque as últimas modas, a marca sonante, o mais recente sucesso. Depois, há quem saiba apreciar as raridades, os vinhos que se esconderam 39 anos numa cave soturna mas perfeita para a maturação das qualidades de um néctar dos Deuses. É o caso deste Porta dos Cavaleiros de 1973 (Dão). Depois deste aperitivo emocionante (39 anos, 39 anos dentro de uma garrafa há espera de acordar e nos fazer felizes) veio um Quinta dos Mouros Reserva de 2000, 12 anos de magia que, com o abrir da garrafa soltaram um génio de infindáveis sabores e aromas. Bebidas estas duas pomadas únicas, fica a reflexão que se impõe: o tempo passou pelos vinhos, mas, como fez com a amizade que partilho com os restantes dois convivas que com eles se deliciaram, só os aprimorou.

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publicado por bolaseletras às 19:30

15.º encontro da Confraria Etnográfica dos Olivais

Domingo, 16.10.11

 

 

Uma tarde inteira de desporto intensivo, temperada por pólo aquático, voleibol ao pé, matraquilhos e ping pong, temperou o 15.º encontro da Confraria Etnográfica dos Olivais, lá para os lados de Azeitão. O desporto praticou-se por entre petiscos, vinhos tintos de excelsa qualidade, pouca conversa sobre a malfada crise, muita risota, muita vontade de regressar aos prazeres básicos da vida. Sem SportTv nada se viu de bola, o que até é bom para descansar a cabeça. Há coisas bem mais importantes do que a crise e os vícios clubísticos, saber aproveitá-las é essencial para saborearmos todos os sabores da vida.

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publicado por bolaseletras às 14:32





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