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O último tango em Paris

Segunda-feira, 09.02.15

Marlon Brando, Maria Schneider in Last Tango in Pa

Sofrer pelo futebol é digno de gente com problemas ao nível da evolução mental, espiritual e emocional. Ganhar ou perder é desporto. O que interessa é participar e honrar os mais nobres princípios desportivos. Infelizmente, há catástrofes bem maiores como a fome em África, a guerra na Síria, os fanatismos religiosos ao bom estilo dos malucos do Boko Haram e do Estado Islâmico, gente sem emprego e sem poder assegurar o futuro dessas preciosidades que são as crianças. Há tanta coisa bem pior do que deixar fugir uma doce vitória no último minuto. A sério, deixem-me convencer-me disto mesmo, não faz sentido ficarmos agarrados àquele minuto, àquele maldito segundo, àquela bola que ressaltou para o pé errado. Há gente como a Maria Schneider que fica para toda a vida marcada por um pacote de margarina (ou seria manteiga?) partilhada com o Marlon Brando. Aquele terá sido o último tango da Maria em Paris, mas este não foi certamente o último baile que demos aos vermelhuscos. E, ao contrário da Maria, a nossa vida não ficará marcada por este bailado. De cabeça erguida, sempre de cabeça erguida.

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publicado por bolaseletras às 21:12

Sobre a descoberta de que andamos a dormir

Quarta-feira, 08.10.14

Com o avançar dos anos vamo-nos apercebendo, tantas vezes já sem possibilidade de corrigir essa infelicidade, que deixámos passar demasiadas experiências gloriosas, como sejam viagens irrepetíveis, filmes imortais, paixões avassaladoras ou, simplesmente, aqueles cinco minutos a contemplar o mar em silêncio, na companhia perfeita, no harmonioso namoro entre o ronco da maré e o silêncio que antecede a próxima vaga. Descubro que existe um filme (se calhar há até mais, meu Deus, o que é que ando aqui a fazer) que junta no ecrã a Claudia Cardinale e a Brigitte Bardot, um filme que perdi, que não sei se conseguirei recuperar, se terei tempo para parar, fechar os estores, servir um bom Whisky e apreciar até que os sentidos se saciem rejubilantes com a partilha do momento, só nós três, eu, pobre e distraído mortal, e elas, duas divas que absurdamente ignorei. 

 

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publicado por bolaseletras às 18:01

Saudades das cowboyadas da juventude (falo dos filmes do John Wayne, claro está)

Quarta-feira, 10.09.14

 

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publicado por bolaseletras às 22:56

Fazer das fraquezas forças ou das forças fraquezas

Quarta-feira, 23.07.14

 

Robert de Niro é Jake LaMotta. A personagem teve o poder de eclipsar da minha memória que por trás havia de facto um actor que criou uma personagem mais real do que tantas vidas. Devo ter revisto o Raging Bull várias vezes, a última já há alguns anos, e o sabor que me fica na boca sempre que a memória o ressuscita é de desespero, é de um sofrimento agudo, aquela indizível dor que nasce de uma força aparentemente imbatível que existe apenas para ocultar as fraquezas que só o são pela recusa da sua existência.

 

Jake La Motta: Did you fuck my wife?

Joey LaMotta: What?

Jake La Motta: Did you fuck my wife?

Joey LaMotta: [pauses] How do you ask me that? I'm your brother and you ask me that? Where do you get you're balls big enough to ask me that?

Jake La Motta: You're very smart, Joey. You're giving me a lot of answers, but you ain't giving me the right answer. I'm gonna ask you again: did you or did you not?

Joey LaMotta: I'm not gonna answer that. It's stupid. It's a sick question and you're a sick fuck and I'm not that sick that I'm gonna answer it. I'm leaving, If Nora calls tell her I went home. I'm not staying in this nuthouse with you. You're a sick bastard, I feel sorry for you, I really do. You know what you should do? Try a little more fucking and a little less eating, so you won't have problems upstairs in the bedroom and you pick on me and everybody else. You understand me, you fucking wacko? You're cracking up! Fucking screw ball ya!

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publicado por bolaseletras às 17:27

Ovelhas negras e as saudades de ser surprendido por malta da estirpe do Tarantino

Terça-feira, 20.05.14

 

A existência de ovelhas negras tem como pressuposto que entre nós predomine uma larga maioria de ovelhas brancas, quiçá puras na sua cor alva e no que maioritariamente é entendido como social e politicamente aceitável. Aprofundando o raciocínio, esta classificação por cores ou comportamentos implica obrigatoriamente a existência de uma entidade hierarquicamente superior que defina esses padrões de pureza ou que identifique quem deve ser considerado como a mancha negra de um rebanho. Poder-se-ia pensar que, pelo menos neste lado do hemisfério, no qual vivemos em sociedades supostamente democráticas, que é o povo, ao eleger os seus representantes, quem indirectamente determina os padrões definidos por esses seus representantes. Mas é aí que a porca torce o rabo, uma vez que se o povo tem a liberdade de produzir ditos espirituosos como este, já pouco manda no que respeita à definição do que a sociedade, ou melhor, a lei, estabelece ser o padrão aceitável e dentro dos limites dos artigos que nos definem a puta da vida.

 

Como esta conversa de cima me deprimiu um bom bocado, aproveito a excelente fotografia de Ruddy Roye para lamentar o facto da sétima arte não me brindar já há uns anos valentes com uma obra com o fôlego de Pulp Fiction. Agora vou deprimir-me mais um bocadinho e pensar se a culpa é da sétima arte ou meramente da minha condição de relapso cinematográfico que já não entro numa sala de cinema vai aí para uns 365 dias and peanuts.

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publicado por bolaseletras às 17:51

As letras de Madame Deneuve

Segunda-feira, 14.04.14

 

Madame Catherine Deneuve é, na minha óptica e com pouca ou nenhuma margem para dúvidas, das mulheres mais elegantes e sobriamente sensuais de todos os tempos, inclusive os imemoriais. A elegância encontra-se na perfeição da pose, nos gestos naturalmente leves, silenciosos, no sorriso esfíngico, no olhar penetrante mas misterioso, na apurada combinação entre um  corpo equilibradamente atraente e uma uma expressão facial magnética, de que não conseguimos desviar o olhar. E o que será o que chamo de sóbria sensualidade? É a de uma mulher que nos põe a pensar como seria mas sem aquele convite descarado das mulheres que não têm a finesse de o fazer sem nos apercebermos de que já o fizeram.

  

A bela Catherine jamais seria encontrada a chutar uma bola a ou a vibrar com um jogo de futebol, até porque não há mulheres perfeitas e, no caso dela, desconfio que esse desenquadramento não ajudasse na perfeita imagem que nos oferece. Livros sim, Deneuve é uma mulher completa nos motivos porque nos arrebata. Também o que nos oferece como actriz é especial, em cada personagem que encarna sente-se um véu de classe, um som diferente, como que um silêncio no meio do ruído. Catherine coloca-se acima do cinema como arte fácil e de massas e fá-lo sem arrogância, apenas porque sente que a arte que busca é superior. Não será por acaso que afirma “I like some of the early silent films because I love to watch how actors had to play then. What would interest me today is to do a silent film.” Seria uma bela obra de arte, 90 minutos apenas a contemplar Madame Deneuve, a beber-lhe os gestos e o silêncio que dela emana. 

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publicado por bolaseletras às 18:30

Sophia Loren e o segredo de ter um Mercedes na garagem

Domingo, 06.04.14

 

"Many people think they want things, but they don't really have the strength, the discipline. They are weak. I believe that you get what you want if you want it badly enough."

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publicado por bolaseletras às 21:43

Capa de revista - Scarlett Joahnsson

Quarta-feira, 11.12.13

 

Se há mulher que devia ocupar todos os dias uma capa de revista essa mulher é Scarlett Joahnsson. Scarlett é a loira que eleva ao Olimpo das loiras a tão falada beleza desse maravilhoso espécime feminino, tem os lábios carnudos que deram fama aos ditos e, para fechar o ramalhete nos limites da beleza, apresenta os olhos azuis que fazem inveja ao mais azul dos mares. Mais uma vez, seria injusto dizer que esta diva é uma mulher irresistível apenas por essas inegáveis qualidades. Scarlett é também e, talvez seja isso que ela realmente é, Lost in Translation, Match Point, a Dália Negra, Vicky Cristina Barcelona. Por um mero acaso do destino ou talvez pelo facto desse mesmo destino ter um tortuoso sentido de humor, Scarlett é uma mulher de uma beleza indomável que nos faz esquecer a magnífica actriz que torna as salas de cinema deste mundo um sítio bem mais habitável e prazeroso. O segredo para a sua arte de representar é no seu cerne, segundo a própria, a habilidade em manipular as suas próprias emoções. Entrar na pele da personagem deverá ser mesmo isso, infiltrar-se na nossa pele de espectador é sem dúvida o resultado final.

 

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publicado por bolaseletras às 20:09

Os 10 mandamentos à beira rio

Segunda-feira, 25.11.13

  

Não sei se já coloquei esta foto aqui pela tasca. Muito provavelmente sim, mas a memória já não é o que era e, sinceramente, pouco me importa se repito fotografias arrebatadoras como esta, pois a beleza nunca se repete, simplesmente eterniza-se na nossa existência. A fotografia é de JR Eyerman, no longínquo ano do Senhor de 1958, e põe-me a pensar porque raio não se enchem os estacionamentos a céu aberto de Lisboa, do nosso país, de drive ins. Estacionamento à beira rio a namorar o Tejo, uma tela gigante, uns rapazes a venderem pipocas e refrigerantes depois de baterem suavemente na janela dos pombinhos, um negócio de custos baixos e lucros fáceis. Ando a perder-me nesta teimosa dedicação à causa pública, está mais que visto.

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publicado por bolaseletras às 18:17

Capa de revista - Monica Bellucci

Sábado, 23.11.13

 

 

Que dizer sobre Monica Bellucci? Que vai para além dos padrões mais exigentes sobre a beleza feminina? Que personifica na perfeição o conceito de mulherão? Eu diria que esta mulher só poderia ser italiana e que, apesar de estar a uma casa de fazer 50 anos, este maravilhoso exemplar do estupidamente chamado sexo fraco nunca envelhece. Mais interessante, por trás desta mulher hiperbolicamente sensual está uma pessoa com um cérebro também ele atraente. Pelo meio das habituais relevantes declarações feitas às Vanity Fair, às GQ e às revistas Elle deste mundo, Monica afirmou que, após o amor feito, o homem dorme e a mulher reflecte. Esta simples asserção resume toda uma ideia feita (e tragicamente verdadeira) sobre a bestialidade que habita os homens. Monica defende também que a beleza, a beleza que por exemplo ela ostenta, apenas se torna em algo vivo e interessante se for habitada. Não podia concordar mais e a Mónica é a prova viva de que isso é mesmo assim. Sobre o que é ser actriz, sobre o que significa actuar num palco ou numa tela de cinema, Monica atesta que "Acting is not words. Holly Hunter didn`t speak in The Piano (1993) and she won an Oscar". Não podia concordar mais contigo, Monica, por mim estavas cravejada de óscares sem nunca teres balbuciado uma palavra. É cá uma ideia minha, não leves a mal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por bolaseletras às 08:40





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