Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Novidades sobre a minha paixão pelo Carnaval...

Quarta-feira, 18.02.15

arte.jpg 

Em contraste com o optimista e cor de rosa post de ontem, relembro que nesse maravilhoso e solarengo dia de Carnaval, depois de enfrentar o trânsito nulo, de largar os miúdos numa escola semi-vazia, decidi ir almoçar a terras de Moscavide para afastar o pensamento de que a troika conseguiu um feito extraordinário: fazer com que no dia de Carnaval trabalhem os funcionários públicos da administração central - aqueles que não faltaram, que não ficaram convenientemente engripados ou que não meteram férias. O que isso contribui para a produtividade e para o PIB nacional não interessa nada, mas lá que se moralizou esse bando de bandalhos como eu ai isso moralizou. Depois de uma belíssima vitela estufada acompanhada de uma geladérrima imperial (ai estes sacanas, continuam a gastar à tripa forra!) decidi ir fazer arte e tirar a maravilhosa fotografia que encima este post, reveladora do contraste entre o novo e o antigo, entre a Lisboa moderna e a Loures de um passado que queremos para sempre escorraçar (ai estes madraços, que em vez de devorarem um papo seco com manteiga à frente do PC para pouparem tempo e dinheiro ainda se põem a passear à hora de almoço).

Moral da história? Logo a seguir à captura deste quadro real, intemporal e inesquecível, senti o bolso do meu estimado casaco prender no corrimão da escada que conduz à passagem de Loures para Lisboa, com o triste e consequente rasgar de boa parte da bombazina que me cobria o pelo. Confirmo horrorizado o pior cenário e profiro as libertadoras palavras: “Ó Angela, se te fosses é %&#$%%#”&%!” 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 16:48

Entre a nobre arte da sedução e as dúvidas helénicas - algures por aí estará a resposta

Quinta-feira, 05.02.15

Yanis-Varoufakis-009[1].jpg

Ontem, uma colega minha que sempre tive por relativamente discreta, séria, e pouco dada a manifestações públicas de preferências amorosas, rasgou as vestes do seu estado de respeitosa quarentona divorciada e declarou, a mim e a outra colega, a sua mais recente paixão, bem espelhada no êxtase com que todas as manhãs acompanha as mais recentes manobras de sedução internacional de Yanis Varoufakis, o novel e nada politicamente correcto ministro das Finanças grego. Ainda recupero do momento em que o rubor invadiu a face desta vítima da loucura à primeira vista e proclamou: “Por mim pagava os impostos que ele quisesse, onde ele quisesse, na posição que ele quisesse”. Especialista na oculta ciência económica da “teoria dos jogos”, ofício que na minha ignorância associo à arte de elaborar estratégias complexas que conduzam ao sucesso dos nossos objectivos mais ocultos, esta nova estrela do firmamento político europeu tem sabido ser um sedutor nato. Se primeiro convenceu, juntamente com o primeiro-ministro Alexis Tsipras (outro artista da sedução), os seus eleitores a concederem-lhes o poder em troca do paraíso, do rasgar de incómodos e dispendiosos compromissos que soçobrariam diante das suas eloquentes e brilhantes propostas para toda uma nova forma de fazer girar as envelhecidas e ferrugentas rodas da economia europeia, quiçá mundial, por outro lado, Varoufakis, nessa ronda de visitas aos seus financiadores e parceiros europeus tem sabido recuar convenientemente, naquele jeito de quem recua para ganhar mais balanço. Para dentro um discurso, para fora fala em acabar com o problema endémico de comandar uma Grécia afogada na corrupção e noutros pecados que tais, declarando humildemente que é ministro de um país falido. Se as suas sedutoras teorias encantam alguns, sobretudo aqueles e aquelas que não resistem ao namorico entre a fria e aborrecida realidade dos números e os gestos e as palavras grandiloquentes, haverá que não esquecer que, do outro lado, estão instituições, países e organizações internacionais sustentadas e constituídas por gente eleita pelos chamados partidos moderados do centrão. Será que as recém-empossadas estrelas gregas acreditam realmente que o sucesso de um partido de esquerda radical no governo é um desejo profundo dessas instituições, organizações e partidos? Não percebem que esse sucesso equivaleria aos donos do poder abrirem, de par em par, as portas do poder a esses pequenos partidos radicais? Não perceberam os claros sinais de ontem do BCE? Ou será que essa suposta ingenuidade faz parte do jogo?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 18:11

Rodriguinhos por terras helénicas

Segunda-feira, 26.01.15

rodri.jpg

O texto infra foi escrito por um acutilante e opinativo militar na reforma com que por acaso me cruzei no facebook. Incide nas excelentes exibições que o ponta de lança da RTP tem tido por terras helénicas e, felizmente, só vem confirmar a excelente decisão que há uns anos tomei de nunca ler livros escritos por pessoas que nasceram pivots televisivos e não escritores. Todos temos direito aos nossos preconceitos e, salvo melhor opinião, convenhamos que há preconceitos bem piores.

 

“Rodrigues dos Santos é funcionário da televisão pública portuguesa e foi à Grécia. Tem todo o direito de dizer que os gregos são (há milénios) uns tipos que se fazem coxos para receber subsídios, que não pagam impostos das piscinas, que têm um ministro da defesa preso porque os alemães o denunciaram como corrupto num processo de submarinos igual ao do ministro da defesa de Portugal (que está solto e se recomenda) e que nestas eleições há o perigo real de um partido de extrema radical (sic) ganhar as eleições aos partidos que ele chama moderados e que governaram a Grécia desde a IIGM (com uns intervalos de ditaduras militares). Rodrigues dos Santos pode dizer tudo de acordo com a sua cartilha e o seu caráter. Ele é apenas o Rodrigues dos Santos, um senhor em viagem pela Grécia para preparar o romance do próximo subsídio de Natal. Ele é tão livre de dizer os lugares comuns mais falhos de critica que a bela Maitê Proença que disse de nós, os portugueses, o mesmo que o Rodrigues dos Santos disse com o mesmo despropósito dos gregos. Estive sempre à espera de o ver escarrar como fez a atriz brasileira. É evidente que outro galo cantaria se Rodrigues dos Santos fosse jornalista, enviado por uma televisão publica que, queira-se ou não, representa os portugueses. Que fosse um jornalista que tivesse de respeitar um código deontológico e não um senhor de extrema radical que manda uns palpites e uns bitaites sobre um povo que, por acaso, é muito parecido connosco (talvez não tenhamos tantas piscinas cobertas) e que vive a mesma, ou pior situação, em boa parte causada pelos mesmos fatores e pelos mesmos atores". 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 17:30

Da urgência e da importância das coisas

Terça-feira, 13.01.15

 mafalda-importante-urgente[1].jpg

No top das frases um dia lidas de que nunca me esqueço, a qual já devo ter em tempos partilhado aqui pelo blog, está a seguinte: “Se é importante não deve ser urgente, se é urgente não é certamente importante”. A frase/adágio é atribuída aos “alemães” e lia-a num artigo escrito pelo antigo ministro Luís Campos e Cunha. Creio que não há dia em que não me depare com uma situação que me desperte a vontade de gritar bem alto esse adágio. As urgências são o sal dos corredores do poder deste país, das repartições, dos serviços, das empresas. Parece que em 99% dos casos só naquele momento exacto se soube que era preciso ter aquele documento concluído amanhã, só naquele minuto se soube que aquela encomenda tinha que ser preparada para expedição, só naquele exacto segundo o senhor ministro percebeu que tinha que fazer um balanço daquela medida para daqui a umas horas. Neste mundo de correrias loucas planear é visto como uma futilidade ou modernice, o que interessa é dar resposta na hora, não frustrar os gestores das urgências diárias. Enquanto corremos e suamos asseguramos que seja feito muito bem e a horas um mundo de tarefas que não são pensadas nem realmente importantes, fica por pensar e por fazer tudo aquilo que poderia, sem urgência mas com eficácia, ajudar-nos a sair deste buraco sem fim onde nos vamos afundando. No atletismo temos um fantástico histórico nas corridas de fundo, no mundo real somos os tristes campeões de sprints inúteis e de estéreis correrias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 17:00

Revista de imprensa - O passado, o presente e o futuro de um país no fio da navalha

Domingo, 30.11.14

 socras.jpg

 

“Sempre foi claro que a rotação do regime começaria pela economia mas não era evidente como ela chegaria à política. Na economia, a falência generalizada trazida pelo sobreendividamento público e privado rebentaria – e só Sócrates insistia que não, enquanto lançava obras, rosnando a quem o questionava e dando braço a bancos (CGD, BCP e BES) dominados ou domados. Três anos e meio depois do grande estoiro, estamos a fechar o ciclo das “desnacionalizações” – falta a TAP e pouco mais. O poder económico saiu do casco empresas/bancos/Governo e passou para um entre abstrato chamado investidor estrangeiro. É ele que manda – veja-se a PT, estropiada por compradores que a querem vender.

(…) Em 2010, os números 1 e 2 dos ´Mais Poderosos` eram Salgado e Sócrates. Um faliu, o outro está preso preventivamente – ambos são arguidos. É preciso dizer mais para mostrar o colapso?

(…) É através do sistema de justiça que se está a fazer a passagem da economia para a política nesta queda do sistema que devemos desejar se ela significar o fim da corrupção alargada que esmagou meio país, drenando impostos em favor de privilegiados. O poderoso Sócrates e o endinheirado Salgado estão hoje irremediavelmente condenados a defenderem-se. Profissionalmente, estão acabados. E o país está excitado na esperança de que tanta escandaleira leve à regeneração quando é agora que tudo pode degenerar. O sistema já não pode implodir – está a explodir. Será a força das instituições (judiciais e políticas) sobre quem as quer manipular que determinará se seremos um país aniquilado ou um país mais livre. Sócrates tem razão, ´este processo só agora começou´.”

 

Lido no “Expresso”, pela pena de Pedro Santos Guerreiro, provavelmente o melhor jornalista/cronista português da actualidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 15:04

Portugal, a flor e a foice - da emigração lusitana

Quarta-feira, 29.10.14

 r1.jpg

“De um ponto de vista social, a emigração portuguesa constitui a manifestação de uma forma de escravidão que subsiste ainda hoje. De um ponto de vista ético, a emigração portuguesa significa a negação constante do direito mais elementar da pessoa: o direito à vida no próprio país. De um ponto de vista político, a emigração portuguesa supõe a renúncia à revolta”.

 

Esta análise de J. Rentes de Carvalho sobre o fenómeno da emigração está naturalmente desatualizada face à realidade atual. Se este movimento persiste nos dias de hoje, se ganhou novo impulso com a merda da crise e respetivas consequências troikianas, o que hoje nos deve preocupar não é apenas a saída das pessoas em si mas, sobretudo, que hoje estejamos a perder aqueles em quem investimos tanto, os melhores, o fruto do esforço que o país fez para formar os nossos filhos. Já não são apenas as mãos que seguram as enxadas ou que cimentam os tijolos que saem do país, são agora também os cérebros, as ideias e a vontade de inovar que nos esvaziam o futuro a cada quilómetro que se afastam, a cada dia que estão longe de nós. São escravos os meus amigos que me deixam mais só e menos rico (de espírito, entenda-se, que essa malta nem uma imperial pagava) neste país cada vez mais envelhecido? Não, não o serão, acho que neste ponto Rentes de Carvalho privilegiou a literatura face à realidade das coisas. Serão eles vítimas da negação do direito elementar a viver no seu país? Em parte sim, porque a busca de melhores condições profissionais que de alguma forma aqui lhes são negadas ou dificultadas os forçaram a procurar novos rumos. E do ponto de vista político, será justo dizer que renunciaram à revolta? Aqui tendo a concordar com o autor, talvez pudessem ter contribuído um pouco mais, insistido mais uns pozinhos para mudar por dentro o país que os forçou a partir. Não é uma crítica, meus amigos, é um apelo para que não desistam da ideia de voltar e de juntos mudarmos esta bandalheira. Um abraço com saudades vossas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 17:19

E se o Brasil não ganhar?

Quinta-feira, 12.06.14

 

A D. Presidente Dilma já veio dizer que isto de se atacar o Mundial porque se gastou muito face ao que se investe em educação e saúde é uma falsa questão, pois parece que afinal estes milhões esbanjados em estádios, acessos aos mesmos, etc. e tal são uma migalha no meio do oceano dos gastos públicos com as escolas e os hospitais dos cidadãos canarinhos. Ora, conhecendo-se a anedota que são esses serviços públicos essenciais, ou o governo de D. Dilma está gastando muito mal (atente-se ao gerúndio bem abrasileirado, para não falhar nada) ou os brasileiros estão-se queixando de barriga cheia. Não encontro melhor forma de fazer a ligação destas questiúnculas políticas com o arranque do Mundial, senão citando o grande Tostão, herói da conquista da copa do mundo de 1970 pelo Brasil, médico, e agora um dos mais interessantes comentadores das coisas da bola que por aí se vão lendo:

   

“Amanhã, começa a Copa. Aumentam o nacionalismo e o ufanismo. O povo se emociona. Os políticos tiram proveito. Os canalhas, acostumados a roubar dinheiro público, choram, abraçados à bandeira brasileira. Empresários lucram com o orgulho nacional. Se o Brasil ganhar, os jogadores serão heróis. Se perder, serão chamados de mercenários e de pouco patriotas. 

(…) Na véspera da final da Copa de 1998, Zagallo disse que a Seleção só perderia para si mesma. Dias atrás, Marin falou que só uma fatalidade tira o título do Brasil. Parreira já tinha dito que a seleção está com a mão na taça. Arnaldo Ribeiro, da ESPN Brasil, acha que o time brasileiro é favoritaço. Alguém já pensou na possibilidade de o Brasil não ganhar a Copa?”

  

Para ler o artigo completo, clique aqui

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 17:25

Apesar de tudo, eu acredito! FORÇA PORTUGAL!

Quarta-feira, 11.06.14

 

O facto de ter que me levantar com as galinhas e de já não ter vinte anos não me permitiu ver em directo o último jogo da minha selecção (não digo nossa, porque há por aí muito boa gente a renegar esta equipa) antes de iniciar a saga do Mundial. Pelos resumos que já vi e pelo que li, percebo que, com tranquilidade, Paulo Bento vai levando a água ao seu moinho e construindo uma verdadeira equipa. Não tem 11 jogadores de igual valia, como bem sabemos, mas tem tido a arte de tirar de cada um deles o que é preciso para ir tornando a equipa cada vez mais coesa e robustecida.

 

Depois desta sucinta análise, constato que não tenho escrito muito sobre o mundial que aí vem e não sei bem porquê. A paixão que tenho pelo evento mantém-se acesa, talvez com uma pinga de racionalidade a temperá-la, mas a chama continua a carburar bem do lado esquerdo do peito. Continuo a querer que a minha selecção me faça gritar loucamente, que me deixe os nervos em franja, que me faça bater o coração até ao limite. Talvez isto de ler, saber e investigar o despudor que é o Brasil gastar tantos milhões num evento para umas semanas de bola, quando as suas escolas e hospitais públicos continuam uma vergonha me irrite mais do que irritaria há uns anos atrás. Também esta nuvem negra que cobre os céus das nossas cidades e aldeias em forma de empréstimos, apertares de cintos e afins não convida a grandes euforias sobre temas considerados pelas mentes superiores do nosso país como fúteis. Por outro lado, entristece-me que tanta gente que considero ande a bater e a renegar a selecção por causa de embirrações contra certos jogadores que foram ao Brasil, ao mesmo tempo que vociferam por aquelas inebriantes vedetas que Paulo Bento decidiu deixar cá pela nação. Como já afirmei anteriormente, também eu poderia fazer outras escolhas, mas como alguém é pago para as fazer por todos nós, com muito mais conhecimentos e expertise para exercer essa função, um minuto depois das escolhas anunciadas assumi: ESTA É A MINHA SELECÇÃO!

  

Apesar destes irritantes engulhos, felizmente que o meu pequeno Miguel tem feito renascer em mim a alegria infantil pelo jogo, com aquele apelo constante a “vamos jogar à bola, papá!”, “Quem está a jogar, pai?”, “Diz-me os jogadores todos do Gana, pai!”. Em suma, o mundial vem aí e ainda bem. E prognósticos para as nossas cores? Muito bem, aqui ficam as minhas apostas, seguindo uma longa tradição de apostas com a malta olivalense:

 

Fase de grupos

Portugal 1 – Alemanha 1

Portugal 2 – E.U.A. 0

Portugal 1 – Gana 0

 

Oitavos de final

Portugal 1 - Bélgica 1 (Portugal vence nos penalties, no pain no gain)

 

Quartos de final

Portugal 2 - Argentina 1

 

Meia final

Portugal 1 - Itália 0

 

Final

Portugal 2 - Espanha 1

 

Se não acreditarmos em nós quem irá acreditar? GANHAR MALTA! FORÇA PORTUGAL! 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 17:36

Nada de novo pelo mundo dos cifrões

Segunda-feira, 09.06.14

 

Como no panorama socio-político do lusopédio nacional pertenço, orgulhosamente, ao estrato social vulgarmente designado por “arraia miúda”, posso escrever pelas redes sociais coisas desta profundidade: “Ando angustiadíssimo porque sei que devo um almoço mas não me lembro a quem. Imagino como andarão os administradores do BES Angola que não fazem ideia a quem emprestaram 5.7 mil milhões de euros”. Ainda assim, pelo que vou por aí vendo, o merecido aprofundamento de tão, pensava eu, gravosa situação, não vai muito além dos costumeiros artigos indignados nos jornais, de umas bocas pelos corredores da alta política, de um silêncio respeitoso de quem não quer fazer má figura perante os big shots da economia nacional. Alguém foi preso? Alguma investigação foi aberta? Silêncio, nicles batatóides. E o BES lusitano, a casa mãe, o que tem a dizer sobre tão sensível tema? Ah e tal, que o BES Angola é um banco independente, sujeito às leis e regras angolanas, daí lavamos as nossas mãos como Pilatos. O que é que interessa que 55% da estrutura acionista do banco irmão angolano esteja nas mãos do banco português? Pouco ou nada, certamente, até porque parece que o estado angolano já avançou com as garantias que protejam o banco de eventuais atrasos e incumprimentos dos amigos, primos, conhecidos e testas de ferro em pagar o que lhes foi emprestado sem regras, sem papéis assinados, a la gardére, como se usa dizer. Quem paga? O mexilhão, como é evidente. Nada de novo por terras e ex-colónias lusas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 17:59

O triste estado da Nação e da Europa

Domingo, 25.05.14

 

O Melo e o Rangel suspiram em jeito de alívio porque, ainda assim, perderam por poucos. Assis fala primeiro que todos para ninguém reparar que deviam ter ganho por mais. Marinho e Pinto aproveitou os programas televisivos das manhãs para inchar até ver se rebenta em Belém. O Bloco levou com um bloco em cima e a CDU continua a absorver a maioria dos descontentes deste país.  O Livre e o competente Rui Tavares esqueceram-se de ir às manhãs do Goucha. Em suma, e para não variar, quem se lixa é o mexilhão. 

Quanto aos perigosíssimos resultados a nível europeu, pouco mais a dizer do que citar o Daniel Oliveira: "Se a Europa não acorda com os resultados de hoje, não acorda com nada. Se não acorda com nada, está condenada."

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 21:48





mais sobre mim

foto do autor


subscrever feeds



Flag counter (desde 15-06-2010)

free counters



links

Best of the best - Imperdíveis

Bola, livres directos & foras de jogo

Favoritos - Segunda vaga

Cool, chique & trendy

Livros, letras & afins

Cinema, fitas & curtas

Radio & Grafonolas

Top disco do Miguelinho

Política, asfixias & liberdades

Justiça & Direito

Media, jornais & pasquins

Fora de portas, estrangeirices & resto do mundo

Mulheres, amor & sexo

Humor, sorrisos & gargalhadas

Tintos, brancos & verdes

Restaurantes, tascas & petiscos

Cartoons, BD e artes várias

Fotografia & olhares

Pais & Filhos


arquivos

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

pesquisar

Pesquisar no Blog