Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Intransigências educativas

Terça-feira, 19.07.11

 

 

Na longa viagem que é educar uma criança, há dilemas que me pesam sobre os ombros mais do que outros. As dúvidas sobre a melhor forma de não lançar ao mundo uma criança mimada ou super-protegida, esbarram sempre no receio de estar a deixar a corda mais lassa do que a tenra idade deveria permitir. A eterna dúvida entre o ensino público/privado, as pequenas dúvidas sobre a hora de deitar e os erros alimentares, tudo isso atormenta um pobre pai. Depois, há aquela parte de não condicionar a livre escolha do petiz. Deixá-lo formar opinião sobre os amigos, a cor partidária, as músicas preferidas, os gostos literários, etc. e tal. Depois, surge uma parede de betão inamovível e incontornável. Uma criança com futuro só poderá ser leão, uma criança que se preocupe com condutas éticas, que pretenda apreender e praticar os mais elevados princípios e valores morais e sociais, só poderá ser do Sporting. Um miúdo benfiquista é um ser condenado à vulgaridade, à diluição no mar do povo ignorante e boçal. Nisto não transijo, Miguel, ensinar-te-ei o que é ser leão, o teu caminho será o da honra e da honestidade que conduz à glória!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 17:47

A culpa é desta geração pouco desenrascada

Segunda-feira, 02.05.11

 

 

A culpa é dos que nasceram no final dos anos 70 para diante e acreditam que o cheiro a suor é uma indignidade, que trabalho é sinónimo de pausas para o café com os colegas, de passar os olhos de meia em meia hora pelo facebook, de ter todos os direitos e nenhuns deveres. A culpa é desta malta nova que gosta de cursos interessantes e que permitam muitas leituras de livros “giros”, como as psicologias, as sociologias, as antropologias, o serviço social e o raio que os parta, independentemente do facto desses cursos sexys e com bibliografias sedutoras não terem qualquer correlação com as necessidades actuais do mercado de emprego em que se inserem. A culpa é dos eternos jovens que parecem desconhecer que somos o país da Europa com mais advogados por habitante, mas que ainda assim insistem em cursar direito porque lá em casa já era assim, porque dá sainete, porque sonham ser os novos yuppies. A culpa é dos eternos estudiosos de mestrados e doutoramentos estéreis. A culpa é desta juventude acomodada que nunca teve que trabalhar para pagar os estudos, que não reconhece nem apreende os esforços que os seus pais fizeram para lhes permitir estudar com desprendimento, que se arroga o direito de levar o popó até à porta da faculdade com gasolina e seguro pago e ainda com moedinhas para o parquímetro. A culpa é dos pais destas brilhantes e intocáveis criaturas que lhes proporcionam tudo isto e não querem saber ou não têm tempo para perceber os monstrinhos que estão a criar.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 19:36

Da geração rasca à geração youtube

Segunda-feira, 27.09.10

 

 

Uma imagem e mensagem pouco simpática, a que acima se apresenta. Estranhamente, contrária ao idílico mundo perfeito pintado a cores de arco-íris pela nossa Ministra da Educação, Isabel Alçada. Não sei em que escolas a Dr.ª Alçada terá dado aulas nos últimos anos, mas do que me lembro dos meus anos de estudante liceal e pelo que oiço hoje falar, creio que a Dr.ª Alçada tem andado mais por fóruns de discussão do sexo dos anjos, encerrada em torres de marfim. Será que não se aconselhou com ninguém sobre o ridículo dos seus conselhos e a forte hipótese desse ridículo lhe tirar credibilidade junto da turba estudantil? Se calhar quem a aconselhou sabia disso, mas provavelmente seguiu a regra de ouro dos conselheiros ministeriais e limitou-se a abanar a cauda à voz do dono.

 

Na outra face da moeda o aplauso boçal a essa juventude que despreza o bom senso dos adultos, a multidão adolescente que cresce todos os dias envenenada por programas televisivos que aumentam o share à custa do gozo e da humilhação do próximo (os ídolos, o Unas, a malta da luta, e muitos outros big brotherianos programas). Um adolescente imberbe imitou o ingénuo e desenquadrado discurso da Senhora Ministra e os media babaram de gozo, pior, provavelmente o petiz é o orgulho da família. Nos tempos que correm o respeito pelos adultos afundou-se no deixa fazer, no deixa andar e mexer que rege as regras educativas de pais sem tempo, sem cabeça para pensar nas consequências das consecutivas e viciantes faltas de respeito. As coisas já não estão fáceis e não se vislumbra um futuro brilhante por entre as gargalhadas do youtube.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 20:13

A inevitável e irrenunciável cenoura

Terça-feira, 03.08.10

 

 

Violando novamente o espírito da silly season, debruço-me sobre a politiquice preferida da silly season, um assunto tão importante e estruturante do futuro da nação que só neste país poderia ser discutido em plena silly season. Silly silly silly. Falo da pretensa intenção da Dr.ª Isabel Alçada em acabar com os chumbos. Não vou filosofar sobre a temática, muito menos debater as várias correntes sócio-educativas que variam entre a fria e eficaz leveza nórdica aos ditames da reguada do antigamente. Vou fazer algo que parece cada vez mais ser desprezado nos dias de hoje. Colocar-me na pele dos alunos e introduzir a minha experiência pessoal por debaixo dessa pele.

 

 

 

Ok, mergulho dado, voltei aos anos 80 e sou agora um aluno que passa pela preparatória e o secundário. Sou bom aluno, utilizo mais a atenção nas aulas do que o estudo para cumprir o meu principal objectivo ano após ano: passar o ano e, se possível, tirar boas notas. Imagino que me tiraram a cenoura, que o fantasma do chumbo deixa de me perseguir e de me atazanar nos pesadelos pré-testes/exames e caio no vazio. Aos 11 anos, aos 14 anos, quem me vai fazer crer que devo estudar para me preparar para uma futura profissão, para assegurar o sustento da vida independente que inevitavelmente irá surgir, quem me convence que o amor pela cultura, as letras e os números são mais decisivos e relevantes para este jovem estouvado do que o futebol pelos cimentos do bairro, do que o ZX Spectrum, do que o bate pé nas traseiras da escola? Eu que tive como professora da minha vida a co-autora dos livros “Uma Aventura” escritos pela Senhora Ministra (a fantástica professora Ana Maria Magalhães), acho que está tudo muito perto de se entregar à irracionalidade e ao profundo desconhecimento da realidade lusitana. E o país, ansioso pelos impulsos dos seus governantes, dá desgovernados passos em frente, sempre em direcção ao abismo, sempre a brincar com o perigoso exercício que é equilibrar-se na corda bamba. Até que a corda rebente ou que o pé falhe. Até que caiamos em nós.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 14:44

Da bola, da educação, da incerteza do que para aí vem

Quinta-feira, 20.05.10

 

Observando este adepto do Chelsea e o seu encantador rebento (semi-final da FA Cup contra o Liverpool, em 2006), todo um tratado sobre educação e sobre como estamos a preparar a próxima gerãção que nos irá sustentar na velhice e na parca reforma (?) poderia ser edificado. Basta irmos à mercearia da esquina ou ao hipermercado mais à mão para assistirmos a inclassificáveis momentos de (des)educação, situações em que a criança é o rei ditador e os pais meras marionetas nas mãos do senhor todo poderoso. Muitas vezes, como se percebe da imagem supra, são os próprios pais que incentivam o comportamento incivilizado dos petizes. Pergunto-me se esta gente espera que a civilidade, a educação e a decência no comportamento social dos seus filhos lhes esteja marcado nos genes, permitindo-lhes assim desligarem-se de qualquer responsabilidade educativa a esse nível. Não estou ainda propriamente naquela fase decisiva da educação do meu filho (10 mesitos) que implique profundas preocupações desta índole, preocupo-me mais neste momento em fazê-lo comer, rir, resistir aos achaques que a bicheza do colégio lhe vai pegando. Mas sim, procuro já contornar-lhe os vicioszinhos de pequeno ditador que, esses sim, parece que nos vêm com os genes. Sim, seria muito melhor para todos nós sermos amigos, compinchas, os pais mais porreiros do mundo para os nossos filhos. Mas não, nenhum grande homem se fez sem choro e ranger de dentes. Vejam lá o que fazem, eu por mim vou tentar fazer alguma coisa deste diabinho.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 21:25

Dos problemas ao nível da educação de um punhado de vermelhuscos

Quarta-feira, 14.04.10

 

 

O Sapo voltou a dar honras de destaque ao "Bolas e Letras" na sua página principal, desta vez dando realce ao texto de ontem sobre o Benfica-Sporting (um bem haja à equipa do Sapo!). Um punhado de gente que ostentará na sua carteira um cartão com uma águia a tiracolo e que certamente terá usufruido, no decurso do seu crescimento, de uma esmerada e atenta educação, decidiu distorcer uma análise objectiva, honesta e sincera. Os insultos idiotas e gratuitos sujaram os comentários desse post, as pessoas revelaram-se na sua baixeza. O futebol não é nada, meus senhores, não lhe dêm a importância que ele não tem. Não faço filtro/censura de comentários, mas torna-se por demais evidente porque a maior parte dos blogs o faz. Tenham vergonha e tino, vermelhuscos de má índole (que os há bem educados, contam-se entre os meus amigos, posso confirmá-lo).

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 20:02

Tanto que ensinam e não aprendem o básico

Sexta-feira, 01.01.10

 

 

É difícil aceitar que o cerne da questão está, sem margem para dúvidas, nos bancos da escola, no giz que rabisca os quadros negros, ou, se preferirem, nos dinâmicos powerpoints ou nos interactivos magalhães. Sem jogos de palavras, é preciso afirmar convictamente que o futuro deste, de qualquer país, está directa e irremediavelmente ligado à qualidade do seu sistema educativo. Este está nas mãos dos professores, estes têm nas mãos o futuro dos nossos filhos. Por isso vamos satisfazer-lhes todas e quaisquer pretensões corporativas? Não, é preciso ser mais inteligente que isso, diria que nenhuma sociedade pode dar-se ao luxo de ser refém de qualquer grupo profissional.

 

Todo o meu percurso educativo, dos bancos da primária ao canudo final, foi feito na rede educativa pública. Tive alguns excelentes professores, tive alguns caricatos docentes que ainda hoje não sei como construiram uma carreira no ensino sem que ninguém lhes retirasse a responsabilidade de educarem alguém (quanto mais permitir-lhes progredir na carreira), tive na maior parte dos casos professores bem formados e que percebiam e assumiam o sentido da sua missão. Contudo, tenho sérias dúvidas que ainda assim seja.  

  

 

 

 

Como é possível que uma classe com este peso social permita que o futuro da sua profissão, do sistema educativo, dos nossos filhos, esteja nas manipuladoras mãos de artistas da estirpe de um Sr. Mário Nogueira? 38 pontos para chegar a um acordo? Mas será que o tanto que ensinam não lhes ensinou nada? Será assim tão difícil perceber que a razão da existência deste tipo de sindicalistas é o eterno confronto, que o encontrar de soluções significa o extinguir das razões da existência de parceiros sociais como os que estão por detrás dos Srs. Mários deste portugalzinho?

 

Quero acreditar que os professores irão, antes que seja tarde, perceber o pântano em que progressivamente se vão atolando. Um pântano de perda de credibilidade, de mesquinhas discussões por regalias inexistentes em quaisquer outras carreiras públicas, um pântano que poderá conduzir ao pior desfecho de uma guerra: o de uma guerra sem fim. Para este desfecho basta que eles não queiram ceder naquilo que a sociedade entende como injustificáveis regalias. Sim, porque nisso o Estado não poderá ceder, é o interesse público e o princípio de um tratamento igualitário que o impõe. Os nossos filhos são também os vossos filhos, Senhores professores, nunca se esqueçam disso.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 19:48

A violência e o escárnio (pérola 2) - Da ambição e da doce ignorância

Terça-feira, 01.12.09

 

 

"A sua bondade e a brandura do seu carácter tinham-no levado sempre a preferir a companhia das crianças. No fundo, os adultos metiam-lhe medo; via invariavelmente em cada um deles um assassino em potência. Urfi precisava de amar sem segundas intenções, sem rodeios, sem rabulices, e sobretudo de poder perdoar. Mas como perdoar a um adulto? Separavam-no dos seus contemporâneos demasiados egoísmos, tolices, brutalidades, ambições desenganadas e azedas. A ambição! Todos andavam consumidos pela ambição, esporeados por ela. Queriam subir! Mas subirem a quê? Quando por fim lá chegavam - às alturas da glória ou do dinheiro -, aquilo fazia deles umas pesadas bestas sanguinárias, uns repugnantes monstros de arrogância, incapazes de sentir o menor fragmento dum sentimento humano. 

 

 

O que Urfi admirava nas crianças era sobretudo uma total ausência de ambição. Viviam contentes com o seu destino no dia-a-dia, ambicionando apenas o simples júbilo de estarem vivas. Mas por quanto mais tempo seria assim? A infância e a maravilhosa futilidade da juventude sumiam-se depressa. Essa inegável verdade enchia Urfi de amargura. Mais tarde, aquelas crianças iriam tornar-se homens e mulheres. Seguiriam a alcateia das feras, abandonando o seu intransigente amor feito de pureza para se perderem na multidão anónima de assassinos".

 

 

De que falamos quando abordamos a preocupação que é a espinhosa missão de educar uma criança? Sobretudo, dedicamo-nos a apagar os traços da infância, acreditamos que fazer dela um adulto, esquecido das suas infantis vacuidades, é o caminho para criarmos um ser bem sucedido neste complexo mundo que é o dos adultos. Em grossos traços, o desiderato de qualquer pai é o de dotar aquele pequeno e ingénuo ser de armas que o defendam do mundo e dos demais, revesti-lo de uma couraça que o torne imbatível face à inquestionável malícia de o mundo que o rodeia.

Em suma, o objectivo final é extrair do ser a criança, diluir-lhe as memórias de dócil ingenuidade, criar mais um adulto soldado nesta guerra que é viver.

 

Albert Cossery aponta-nos o caminho. Ainda vamos a tempo. De inverter o caminho. De nos olharmos ao espelho e de assumirmos as bestas que somos. De regressar à infância.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 14:42

Taxi driver - das perdas de tempo com a educação/reinserção

Quinta-feira, 29.10.09

 

 

Iris: God, you're square.
Travis Bickle
: Hey, I'm not square, you're the one that's square. Your full of shit, man. What are you talking about? You walk out with those fuckin' creeps and low-lifes and degenerates out on the streets and you sell your little pussy for peanuts? For some low-life pimp who stands in the hall? And I'm square? You're the one that's square, man. I don't go screwing fuck with bunch of killers and junkies like you do. You call that bein' hip? What world are you from?"

 

Nunca me esquecerei quando um chefe da guarda prisional, respondendo a uma sociológica reflexão de um jovem inocente (sim, eu próprio, há um ror de anos), me disse, do alto de toda uma vida de inabalável e indesmentível experiência: "há tipos que aqui estão dentro que são irrecuperáveis hoje e se-lo-ão sempre. Saiem daqui, encontram-no na rua com uns ténis de marca e dão-lhe um tiro nos cornos sem pestanejar. Porque gostam dos ténis". Não sendo jovem, Travis era, no fundo, uma alma inocente.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 23:17

O verdadeiro problema da sustentabilidade - Sinais dos tempos

Sexta-feira, 17.07.09

 

Esta foi a pergunta vencedora num congresso sobre vida sustentável:

 

"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos  filhos...  Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

 

Quer-me parecer que em vez de andarmos preocupados com os propalados recentes facilitismos promovidos pela Dr.ª Rodrigues, ou com as tentativas de fuga às avaliações e consequentes diferenciações de mérito alavancadas pelo Sr. Nogueira, devíamos todos, sem excepção, preocuparmo-nos com a qualidade da resposta que andamos a dar à pergunta acima colocada. Não sei, digo eu, é a minha opinião, que é como as cerejas, dizem alguns.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por bolaseletras às 13:59





mais sobre mim

foto do autor




Flag counter (desde 15-06-2010)

free counters



links

Best of the best - Imperdíveis

Bola, livres directos & foras de jogo

Favoritos - Segunda vaga

Cool, chique & trendy

Livros, letras & afins

Cinema, fitas & curtas

Radio & Grafonolas

Top disco do Miguelinho

Política, asfixias & liberdades

Justiça & Direito

Media, jornais & pasquins

Fora de portas, estrangeirices & resto do mundo

Mulheres, amor & sexo

Humor, sorrisos & gargalhadas

Tintos, brancos & verdes

Restaurantes, tascas & petiscos

Cartoons, BD e artes várias

Fotografia & olhares

Pais & Filhos


arquivos

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D

pesquisar

Pesquisar no Blog