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À atenção dos fanáticos do queixume

Terça-feira, 18.10.16

 

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O que parece duro e intransponível para mim pode ser ridiculamente acessível para gente de carapaça coriácea e superior resistência à adversidade e à dor. Uma vida miserável nas mãos de uma alma sensível pode ser a vida que tem que ser e é mesmo assim nos ombros de almas tenazes e pouco dadas a queixumes. A arte da relativização poderia ser a chave para não nos vermos tão desgraçadamente prejudicados pelo destino, mas para interpretarmos o rolar dos dados como uma oportunidade para fazer do que temos entre mãos o melhor possível. Não é necessário ligarmos a caixa mágica para nos compararmos com a fome em África ou com o desespero indescritível de mães e filhos na Síria. Basta olhar por cima do ombro para nos cobrirmos de vergonha por um miserável queixume que libertemos, um queixume de enfado pelas nossas vidas privilegiadas mas tão mal aproveitadas. Vejam lá isso, gente boa.

 

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publicado por bolaseletras às 10:10

Pequenos grandes conselhos para dias e vidas melhores

Quarta-feira, 28.09.16

 

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publicado por bolaseletras às 10:01

Da difícil arte de como morrer feliz

Quarta-feira, 21.09.16

  

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O mar, a beleza de uma mulher, uma paisagem de cortar a respiração. Nada mais nem nada menos, isto tudo e só isto. Despidos de civilização, entregues à essência e pureza das coisas. Um sonho.

 

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publicado por bolaseletras às 17:57

Work in progress

Terça-feira, 30.08.16

 

z_work in progress.jpg

 

Nada nunca está terminado. O início de cada novo projecto, a luz, a ideia inicial são a chave para o sucesso, o parto é sempre o mais valioso e custoso. O que se segue é porém uma obra para a vida, tudo a que nos propomos fará para sempre parte do que somos e do que fazemos. Por mais que fechemos a página ela estará sempre lá, com a marca dos nossos dedos, com as impressões digitais e sensoriais que nela deixámos. Nada nunca fica para trás, o que se segue terá sempre a indelével marca do que já passámos. As páginas de um livro não se fecham a cadeado, os nossos dias não se encerram no arquivo da memória. Conhecer e aprender com o que já foi é a chave para melhor saborearmos o que hoje é e para nos deleitamos mais sabiamente com o que amanhã virá. É tudo tão simples que até parece complicado.

 

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publicado por bolaseletras às 10:21

O tigre

Quinta-feira, 04.08.16

  

tigre.jpg

 

Lá longe, onde o Trancão encontra o Tejo, onde os relvados bem tratados da Expo desaguam no asfalto esburacado de um faroeste abandonado, há um tigre feroz que zela por essa no man´s land cinzenta onde ninguém entra e de onde ninguém sai. A fera tem a força de mil guerreiros, a sabedoria dos mestres de todos as filosofias, a clemência e omnipotência dos Deuses que veneramos. O tigre mostra-nos os dentes mortíferos para que não lhe vejamos a alma serena, para que a bondade que nele habita não seja devassada e manchada pela mácula humana. O rio corre tisnado pelo lodo e pela marca do homem, a essência do tigre mantém-se pura. Há castelos que não se conquistam, há batalhas que não são para vencer. A vida é mesmo assim. 

 

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publicado por bolaseletras às 09:16

O planalto esquecido

Terça-feira, 12.07.16

 

planalto.jpg

 

Encontro demasiadas pessoas a esforçarem-se demasiado. Nada é nunca suficiente, o que a vida oferece é apenas rastilho para mais insatisfação, para alargar ainda mais o deserto sem fim que se alastra até à linha invisível da ambição desmedida. Ter parece ser sinónimo de querer porque o que hoje se vive é já passado, trampolim para nova busca do que amanhã pode ser, mais e melhor, mais e melhor, mais e mais e mais. Parecemos lobos sequiosos em busca de uma presa sem nome e sem forma, porque o resultado da caçada do dia dilui-se em segundos numa nova demanda, estilhaça-se no fundo do espelho que nos revela que afinal não era aquilo, aquele amor, aquele emprego, aquele projecto, aquela viagem, aquele carro, aquele smartphone, aquela vida. O ser humano levou ao limite o título que um dia alguém lhe atribuiu de ser permanentemente insatisfeito, acreditou que esse seria o principal motor da evolução e, ironicamente, de forma tão simples quanto patética, esqueceu-se daquele planalto que deve existir entre montanhas, em que se estuga o passo para respirar, para recuperar forças, para viver.

 

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publicado por bolaseletras às 08:02

O fiel companheiro

Terça-feira, 24.05.16

  

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Beber um copo, ler um livro, saborear um prazer sem sentir o peso das horas, sem nos submetermos à tirania dos ponteiros que nos conduzem à próxima paragem, ao compromisso seguinte. O tempo deveria ser um fiel companheiro que nos permitiria organizar a vida, não o dono e senhor dos nossos dias, horas, minutos, segundos, um tiranete que nos esvazia a liberdade de fazer com o tempo o que dele queremos, como que um túnel que nos suga para o interior de uma ampulheta com paredes de grades. Não sei qual foi o exacto momento em nos sujeitámos a deixar de dispor do nosso tempo para que ele passasse a dispor de nós, sei que esta melancólica submissão, por mais sentidos e utilidades que tenha, não pode ser mais importante que a nossa felicidade. Olhemos para o relógio: ainda vamos a tempo de ser felizes?

 

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publicado por bolaseletras às 10:50

O rebanho

Sexta-feira, 20.05.16

  

John Trent.jpg

  Fotografia por John Trent

 

O olhar baço replicava as suas almas indiferenciadas.

A fuga desesperada da exclusão

do dedo acusatório a quem se afastava do caminho

mimetizou as suas almas e vontades numa paisagem de indistintas cores

de um branco sujo mesclado pelo cinzento do esquecimento

de transparências opacas imunes à luz do sol.

 

O caminho era agora uma infinita linha recta

paralela ao silêncio das almas penadas

uma estranha comunhão entre uma vida sem sentido

e uma morte que não se sente

pois já nada se sente.

 

O olhar resistia sem razão à força surda da ausência de vontades.

Viver era espreitar eternamente a fronteira indistinta do nada que jaz do outro lado do rio.

  

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publicado por bolaseletras às 08:13

Como evitar o inevitável

Terça-feira, 19.04.16

  

evitar o inevitável.jpg

 

Há quem tenha receio de experimentar tudo. Há quem busque todas as sensações, como se a vida só valesse a pena ser vivida em velocidade estonteante, sem tempo para saborear o que se viveu e sem saudades do sabor que ficou na boca, porque um novo vem logo a seguir, porque só a última moda, a mais recente experiência alimenta a voracidade do desejo. Não sei se haverá meio-termo bem definido para equilibrar a coisa, sei que há experiências que fará sentido recear, sem com isso querer dizer que não as devemos querer viver. Devemos querer, sim, e ir saboreando a dúvida e o intermezzo que nos separa da sua concretização. Os preliminares na vida, como no sexo, serão provavelmente o segredo para que o grande banquete da existência se torne inesquecível.

 

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publicado por bolaseletras às 17:52

2016, aqui vamos nós!

Sexta-feira, 01.01.16

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Começo o ano com os meus filhos a olharem o horizonte, sem medos, com fome de viver e saber, imbuídos de uma esperança que não se explica, crentes de que o dia de amanhã será um dia com risos de pura felicidade. Para além disso hão-de chorar, enfrentar injustiças, conhecer o mal que não conseguimos erradicar do mundo, mas os risos, o amor e a fome de vida e de felicidade hão-de sobrepor-se a tudo isso. Que eu saiba transmitir-vos a sabedoria de encarar a vida com um sorriso nos lábios, meus príncipes. Venha 2016!

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publicado por bolaseletras às 12:05





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