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A bela e os monstros

Terça-feira, 19.01.16

 

bela e o monstro.jpg

 

O cão era feio, antipático, declaradamente pouco amigável. Ela passeava a beleza consigo, como se fosse algo indissociável da sua existência. Transparecia serenidade, sem grandes sorrisos, percebia-se até uma pontinha de melancolia não muito distante de umas suaves variações da tristeza. Cruzava olhares com toda a gente sem se fixar em ninguém. Homens bonitos, homens comuns, outros feios, crianças e mulheres (inveja, a velha inveja, esse elo que unia o universo feminino). Porque passeava um animal tão feio era uma das questões que pairava no ar e que ninguém se atrevia colocar. Quereria ela dizer ao mundo que a sua beleza não procurava apenas a beleza visível, mas sim sobretudo a que se esconde sob a capa de uma cara feia ou mesmo repelente? Saberia ela que a ausência de beleza física pode ser o dínamo que potencia o crescimento interior, por não haver outra saída para quem padece desse suposto mal? Será que ela carregava esse mal numa outra perspectiva, isto é, tanta beleza exterior secara-lhe a riqueza interior, pelo que a buscava nos outros através dessa bandeira de socorro de quatro patas? Ou, simplesmente, ela nunca sequer pensara nisso? Nunca tendo pensado nisso, toda essa verdade estaria oculta em motivações subconscientes ou o acaso pode ser mesmo só um acaso?

 

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publicado por bolaseletras às 10:05


2 comentários

De Teresa a 19.01.2016 às 12:27

Ai a beleza!

O que é belo? Quem é belo? Quem pode ou deve "quantificar" a beleza?


"Podemos viajar por todo o mundo em busca do que é belo, mas se já não o trouxermos connosco, nunca o encontraremos." Ralph Emerson


Nem essa rapariga é bela - na minha opinião - nem o cão é feio - na minha opinião.

Se analisarmos detalhes de menor importância, ou eliminarmos "brilhos" (e preconceitos) criados para dar essa impressão, veremos que exagerámos na classificação.

Veste a rapariga e atenta ao brilho dos olhos do cão e vais ver a dicotomia belo/feio mudar de "dono"

Abraço,

Teresa


PS - e se - atendendo à quote - o que vês no cão - que eu não vejo, muito pelo contrário - é um reflexo do medo que tens do que se passa dentro da bela?!

Podiamos passar o dia disto mas estão 0º em Paris e a moça deve estar com frio e aqueles sapatinhos nunca eram confortáveis nem nos anos 70

De bolaseletras a 19.01.2016 às 15:34

Teresa,

Como diz o outro, ainda bem que gostamos todos de coisas diferentes, senão isto ia ser uma grande confusão. Podíamos passar o dia, a semana, o ano a discutir quem tem razão sobre os diferentes entendimentos que temos destas belezuras...mas não temos tempo para isso. Talvez se vestíssemos o cão e despíssemos mais a senhora viesse a luz ao de cima, mas é o que temos;-)

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