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A caixa que lixou o mundo

Terça-feira, 04.02.14

 

Eva Herzigova, por Helmut Newton

A caixa que mudou o mundo ainda não parou de o mudar. Primeiro foi a novidade, ainda a preto e branco, e depois o fenómeno não mais parou de crescer. Hoje creio que há gente que já não vive sem as séries da moda ao serão, sem os amigos que fez na casa dos segredos ou nos diversos programas de candidatos a estrelas, os ídolos que outrora se encontravam nos amigos ou no progenitor passaram agora para o outro lado do ecrã. O prazer tem tantas vezes como fonte aquela caixinha mágica que só me espanta que não venha em forma de vibrador ou de boneca insuflável, conforme o caso. Gosto de televisão, sempre gostei, e creio que isso não irá mudar, mas para mim sempre a usei como um relaxante cerebral, não como fulcro da vida ou como objeto último da minha passagem pelo mundo. Como sempre, trata-se de não confundir a obra-prima do mestre com a prima do mestre de obras. O que não parecendo difícil acaba por não ser fácil.

 

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publicado por bolaseletras às 17:37


5 comentários

De Teresa a 05.02.2014 às 09:49

Passam-se semanas que não se liga a tv lá em casa... os "miúdos" estão na fase do PC - para "estudo" e diversão e nós - os cotas - simplesmente não temos tempo ou paciência. Talvez porque o nosso dia já seja preenchido de gente e vida não sentimos necessidade ao final do dia para mais...

De vez em quando fazemos a tentativa "vamos ver o telejornal!" (sim, porque tirando isso - tem dó - nao há nada: concursos em que o apresentador tem mais relevo do que o concurso em si, talkshows que deveriam, pura e simplesmente, ser proíbidos (quem vê, comenta e segue tem os Mirós que merece) e novelas até chegar o dia seguinte e aí está o loop enervante e estupidificante.

Deixámos de ter tv na cozinha porque de repente deixou de "até criar tópicos de conversa" eram lipoaspirações e tu a barrar a manteiga no pão, era avô viola neta na presença da avó e testemunhos em detalhe e uma de 6 anos sentada à mesa... não dava para aguentar ou gerir minimamente. Tirou-se a tv e de repente vais perdendo a necessidade de ter essa "companhia". Porque há uma altura de tens de escolher. E não me venham com a história de que são idosos e o que resta? Resta muito. Olha, o mesmo com que fui criada (e eles também) quando ainda não havia tv lá em casa... a verdadeira solidão e falta de conversa só conheci quando vim para Lisboa e havia televisão. Escapava quando ia aos Olivais - o Tio Manel esteve à espera anos que as tvs "ficassem mais baratinhas" - passar os fins-de-semana com a Nelinha em que os jovens queriam era andar espalhados pelo Bairro e não estar à frente da maldita.

Ela não lixou o Mundo. O Mundo já era lixado e ela insiste que deves ver e fazer parte desse mundo. Thanks, but no thanks!

De bolaseletras a 06.02.2014 às 14:22

Parabéns, Teresa, está aí um enorme passo para a coesão, felicidade e não alienação da família! Quando eles se desinteressarem de desenhos animados vou ver se imponho essa regra, nem que seja às refeições, ao fim de semana, epá, algo que nos deixe longe do veneno destilado pela caixa!;-).

De Carlos Azevedo a 06.02.2014 às 18:35

Deixarei de lado o cerne do post e comentarei o acessório. Há anos que não ouço falar da Eva Herzigova, a belíssima modelo que, pelo menos para os homens da minha geração, foi imortalizada pela publicidade ao wonderbra, com a frase: «Look in my eyes. I said in my eyes!»

http://www.coloribus.com/adsarchive/prints/wonderbra-look-in-my-eyes-i-said-in-my-eyes-2741605/

De bolaseletras a 06.02.2014 às 20:50

Olhos? De que falas, Carlos?:-). Ah, a Eva, a Eva...

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