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A vida em full HD

Quinta-feira, 09.02.17

 

z_tele.jpg

 

As ruas estão hoje mais vazias. Não falo das ruas da moda, onde se encontram as lojas do momento e os bares que estão na berra, falo das ruas onde antes se brincava ou simplesmente se passeava, sem intuitos consumistas ou de ver e ser visto. As ruas onde simplesmente se andava, para sentir o sol na cara ou o vento frio que nos faz sentir vivos. Os cinemas estão mais vazios ou fecharam. Está tudo online. As televisões, por entre as suas centenas de canais albergam tudo o que possamos querer ver e até o que nem sequer sonhamos que existe. Este facilitismo, este novo mundo à distância de um clic ou de um touch corrói gradualmente a vontade de sair de casa. É fácil adaptarmo-nos ao comodismo. Compramos televisões maiores, tablets mais rápidos e com uma qualidade de imagem acima da que a realidade nos fornece, uma poltrona que faz de sofá e se necessário até nos massaja as costas e entregamo-nos ao conforto das quatro paredes aquecidas e das luzes ininterruptas que nos afagam as meninges. O cheiro da relva e os risos das crianças a subir às árvores guardamo-los na memória. Com sorte, a próxima série é sobre essas memórias e em full HD.

 

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publicado por bolaseletras às 09:55


2 comentários

De Teresa a 09.02.2017 às 12:44

hum, isto é uma pescadinha de rabo na boca. Porque se o estado das coisas é este é porque, e se, nós o fazemos.

Eu já não tenho miúdos para subir às árvores ou correr na rua até hora do jantar... eu própria nunca brinquei assim - alguns de nós (tantos) não foram criados nos Olivais mas em cidade onde se andava (talvez) com mais liberdade despreocupada e menos aflição da mãe e pai mas onde já há 40 anos, quando os pais trabalhavam fora de casa, todo o dia, numa sucessão de dias, era o que vejo, e vivo, hoje: casa-escola/trabalho-casa.

Agora tu tens dois. Novos Colonizadores. Manda-os para a rua. Vai para a rua com eles.

Se não o fizermos, continuaremos a queixar-nos de nada mudar porque no fundo quem não muda, não quer ou não pode, somos nós.


Com os meus, como já não brincam na rua nem sobem às árvores todos os pretextos são bons para sair de casa (antes que eles saiam de vez) para ir para a rua. Para visitar/descobrir/conhecer esta Lisboa que adoramos, para um saltinho aqui e ali sob o pretexto de estarmos juntos. Custa não ver o jogo mas com a tal (abençoada) tecnologia nem sequer ficas sem saber o que se está a passar. Os filmes podem ver-se noutra, em qualquer, altura - há sempre dias de chuva e maleitas que não nos permitem sair de casa... Faz parte de um crescimento mas há uma altura que tens de largar "o antigamente é que era bom" porque essa visão não te deixa crescer e decidir o que queres ser quando fores grande . Agora!


Remember "Be The Change..."

De bolaseletras a 09.02.2017 às 16:36

Teresa,

Este post não é para mim e para ti, quanto muito serviria de alerta para nós. Mas é para muita gente para quem essa realidade/modo de vida está bem presente. O antigamente tinha muita coisa boa, e é o que tinha de bom que devemos manter...há que evoluir mas sem estilhaçar ou esquecer o que de bom vivemos. "TV killed the radio star", esperemos que não mate mais nada;-)

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