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Da poesia e da falta dela

Quarta-feira, 20.05.15

Louis Faurer, Looking Toward RCA Building at Rocke

  Fotografia por Louis Faurer - "Looking Toward RCA Building at Rockefeller Center, New York City, 1949"

 

Há anos que não escrevo um poema porque nem todos os anos são anos de escrever poemas. Os poemas nascem do encantamento ou da dor original, dos nossos olhos brilharem com o primeiro amor, do primeiro sangramento que a vida nos inflige. Paixão e traição, por mais cinematográficas que sejam, são a realidade que perpassa pelo descerrar de olhos lento, maravilhado, mas tantas vezes agonizante que é a montanha russa da adolescência e da tenra mas não tão terna juventude. De repente, sem prévia preparação do corpo e da alma, tudo muda, os dramas dissipam-se e aquelas curtas ou longas-metragens mirabolantes de cores mil fundem-se numa só cor, tantas vezes cinzenta, demasiadas vezes apenas preta ou branca. O estado adulto, aquele em que a crua responsabilidade substitui os sonhos indomáveis, mata a poesia. Não tem que ser assim, mas é muito fácil que se nos distrairmos venha efectivamente a ser assim. Vejam lá isso.

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publicado por bolaseletras às 18:08


2 comentários

De Teresa a 21.05.2015 às 10:20

Mais do encantamento. Talvez...
Já vista a facilidade com que os miúdos escrevem poemas assim que aprendem a escrever, a "combinar" as palavras e o sentido da métrica?!
Acho que é à medida que o encantamento se torna mais real e menos do imaginário que vamos perdendo a capacidade, e o tempo, de nos dedicarmos à Poesia.
Entretanto deliciemo-nos com as daqueles que se recusaram a "crescer"





The Three Oddest Words


When I pronounce the word Future,
the first syllable already belongs to the past.

When I pronounce the word Silence,
I destroy it.

When I pronounce the word Nothing,
I make something no non-being can hold.



Wislawa Szymborska


De bolaseletras a 22.05.2015 às 10:36

Maravilhoso...vida longa para aqueles que se recusaram a crescer!

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