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Da urgência e da importância das coisas

Terça-feira, 13.01.15

 mafalda-importante-urgente[1].jpg

No top das frases um dia lidas de que nunca me esqueço, a qual já devo ter em tempos partilhado aqui pelo blog, está a seguinte: “Se é importante não deve ser urgente, se é urgente não é certamente importante”. A frase/adágio é atribuída aos “alemães” e lia-a num artigo escrito pelo antigo ministro Luís Campos e Cunha. Creio que não há dia em que não me depare com uma situação que me desperte a vontade de gritar bem alto esse adágio. As urgências são o sal dos corredores do poder deste país, das repartições, dos serviços, das empresas. Parece que em 99% dos casos só naquele momento exacto se soube que era preciso ter aquele documento concluído amanhã, só naquele minuto se soube que aquela encomenda tinha que ser preparada para expedição, só naquele exacto segundo o senhor ministro percebeu que tinha que fazer um balanço daquela medida para daqui a umas horas. Neste mundo de correrias loucas planear é visto como uma futilidade ou modernice, o que interessa é dar resposta na hora, não frustrar os gestores das urgências diárias. Enquanto corremos e suamos asseguramos que seja feito muito bem e a horas um mundo de tarefas que não são pensadas nem realmente importantes, fica por pensar e por fazer tudo aquilo que poderia, sem urgência mas com eficácia, ajudar-nos a sair deste buraco sem fim onde nos vamos afundando. No atletismo temos um fantástico histórico nas corridas de fundo, no mundo real somos os tristes campeões de sprints inúteis e de estéreis correrias.

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publicado por bolaseletras às 17:00


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