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Das ironias da história

Segunda-feira, 03.03.14

 

"We are not dealing with a global crisis, but simply with the shift of progress away from the west. Is a potent symbol of this shift not the fact that, recently, many people from Portugal, a country in deep crisis, are returning to Mozambique and Angola, ex-colonies of Portugal, but this time as economic immigrants, not as colonisers?"

Slavoj Žižek

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publicado por bolaseletras às 18:12


2 comentários

De Teresa a 03.03.2014 às 20:48

Nada é tao simples assim... as ex-Colónias precisam - agora sem o complexo colonizador que não tolelariam - da sabedoria e manpower do seu ex-colono. Outra vez.

A ZON mostrou, cá, perceber as sinergias:

economico.sapo.pt/noticias/a-nova-vida-da-zon-optimus_188215.html

Como a OI precisa da mão-de-obra que vai de Portugal. Mão-de-obra que vai porque precisa de se fazer à vida mas também a fugir de alguma forma a este cinza que nos (voltou) a pintar.

E porque o sol quando nasce é para todos mas a sombra é caríssima (como dizia Champallimaud) e é preciso alguém construir palas e outras infra-estruturas. Que quem lá está não constroi porque se habituou a uma atitude laxista de deixa andar, "é para se ir fazendo" e hoje nada é para ir fazendo. Os mercados não esperam. Ainda não tiraste a árvore do saco e já te estão a perguntar quando é que há maçãs...

Esta é a minha visão; talvez simplista mas a verdade é que, no caso de Angola, após a independência só se voltou a ver algum desenvolvimento quando os "brancos" voltaram... que nem sequer eram (todos) Portugueses. Porque os milhões de triliões que tal anarquia distribuíu, por quem tinha interesses que assim fosse, eram muito benvindos.

Agora o ex-colonizador volta para servir não para ser servido. E não está mal ou errado. É o que é.

Quando o BES trata os seus funcionários como trata por este Portugal fora mas permite que uma agência de viagens sua no Brasil feche a uma quinta-feira à tarde e a TAP altera voos, avisa a gência que não transmite aos viajantes porque no fim de semana não está ninguém de plantão é algo que me custa a perceber. Ou acreditar que fosse aceite aqui. Mas que é.

Por isso mais cedo ou mais tarde é preciso fazer damage controlo e isso só com quem é de fora... e a facilidade da língua ajuda na escolha nos nossos países. Que ao mesmo tempo - os eleitos, os emigrantes económicos - abraçam a oportunidade de braços abertos porque de repente aqui tudo é cinzento, negativo, triste e pessimista e lá... bom, fiquei com uma situação profissional por resolver desde as 3 da tarde de sexta-feira e sabe-se lá quando aquela gente volta do Carnavau e pega naquilo. Não me dizes o que escolhias? "a que bate com a cabeça na parede depois de arrancar os cabelos" ou aquela "que já tou em clima de carnaval" uma semana antes do dito?

Onde Slavoj vê como "shift of progress" eu sinto como "lack of progress, so let's take advantage of manpower that needs money and breath space"

São os novos Colonizadores. E acho que em clima bem mais hostil do que encontraram há 500 anos atrás. E uma nova descolonização vai ser (mais) terrível. Mais do que a anterior... Sinto-o.

De bolaseletras a 04.03.2014 às 20:51

A verdade, Teresa é que temos um país fantástico mas só percebemos isso quando estamos linge dele. Ontem mandámos, hoje servimos, a vida é mesmo assim e isso não será mau de todo. Sempre se vai educando um povo à força da necessidade.

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