Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Já era bem porreiro, se assim fosse

"Só somos felizes, verdadeiramente felizes, quando é para sempre, mas só as crianças habitam esse tempo no qual todas as coisas duram para sempre. "
Adaptando esta feliz afirmação do José Eduardo Agualusa à época natalícia, diria que só as crianças verdadeiramente habitam a magia do Natal, só elas sentem esse feitiço indefinido que, ainda assim, nos toca a boa parte de nós, ainda que sem a maravilhosa inocência com que a vivem as nossas crianças. Não tenho votos natalícios, não vou sugerir rumos e estados de espírito, muito menos terei a pretensão de vos aconselhar paz e amor nesta época em que a fraternidade parece querer espreitar para fora da toca onde se esconde boa parte do ano. Se nos deixarmos ir na onda das crianças e sentirmos e dermos um pouco mais de amor do que nos restantes dias do ano, epá, isso já é bem porreiro. Feliz Natal, minhas queridas e meus queridos amigos.
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4 comentários
De bolaseletras a 06.01.2020 às 14:10
De Teresa a 02.01.2020 às 11:02
Só por aí começa a paz e amor deles pelo Natal.
A criança não tem expectativas, o melhor do Natal é muito simples - ter férias da escola (disso que lhe esvazia um pouco, e aos poucos, a inocência e espírito livre) e esperar prendas. Ponto.
Não tem de se preocupar com a prenda para este e aquele, com os votos ouvidos ad nauseum de Feliz (e Santo [se acham que é um "termo" que gostas de ouvir
Nada disso.
O Natal é perfeito neles. Começa com férias, termina quando já começam a ficar fartos de casa e com saudades da escola e seus pares e passa por uma altura extremamente generosa - a casa enche, ou eles enchem a casa - e o coração - de alguém, prendas e olho pequenino dos Pais a tanto Pai Natal de chocolate ou Ferrero Rocher.
Os miúdos! Esses sábios. Da Vida.
Também de José Eduardo Agualusa:
"Um dia um homem sábio morreu. No reino dos céus encontrou-se face a face com o Senhor Deus. Este perguntou-lhe:
“Tu, que és sábio e viveste inúmeros anos, diz-me o que aprendeste de realmente importante.”
Respondeu o homem sábio:
“Uma só coisa aprendi de realmente importante: a ignorar os mestres.”
O Senhor Deus olhou-o num demorado silêncio.
Depois voltou-lhe as costas e foi-se embora.
Aquele que tem ouvidos que ouça!" (e veja, digo eu. E faça
(que para alguns meus colegas aqui na sala vai ser o voto gritado até meados de Janeiro sempre que vêm alguém... no ano passado registei uma colega que íamos a dia 21 e ainda desejava "Bom Ano"
