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José e o pecado original

Quinta-feira, 17.12.15

  

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Estou triste, José. Por ti, por mim, pela luz que acendeste durante anos, pela esperança que deste a este pequeno país de que poderia ir até onde sonhasse, escrevendo na estrada de sucessos que tão gloriosamente construíste palavras tão belas como “superação”, dedicação”, sabedoria”, "estratégia”, motivação”, “liderança” e, entre muitas outras, “solidariedade”, no sentido de que foram os laços que criaste com os teus homens, a tua equipa, os teus guerreiros, que te levaram ao topo do panteão. Não sei o que se passou estes meses, poucos saberão. Sei que disseste há uns dias que os teus jogadores te traíram contra o Leicester City, sei que nos últimos meses, desde o início desta trágica época em que perdeste 9 dos 16 jogos da liga inglesa, colocaste todo o peso dessas derrotas nas costas dos teus homens, dos teus guerreiros. Repetiste convictamente que um tipo com o teu sucesso e historial não seria certamente o culpado pelo que se estava a passar. Os teus jogadores, os teus outrora guerreiros, não estavam afinal à altura do que tinhas feito por eles, do nível a que os tinhas elevado. A culpa era só deles, tu estavas lá, não percebias o que se passava com eles, mas isso, segundo o que sabias e acreditavas, só a eles se devia. Não há nada pior para a confiança de um filho do que sentir que o braço do pai deixa de estar sobre os seus ombros. Não há filho que aguente quando o pai recusa dividir as suas dores com ele. Os teus guerreiros ficaram órfãos, José. Foi esse o teu pecado.

 

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publicado por bolaseletras às 17:48


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