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Mitos urbanos para lá das nuvens

Quarta-feira, 19.02.14

 

Acho que não conheço nenhum piloto da aviação comercial que não seja divorciado ou eternamente solteiro. Agora pensam vocês “lá vem o cliché que isso de trabalhar numa companhia aérea é um deboche, que aquilo quando fazem as escalas é até fazer faísca, que as hospedeiras são umas debochadas dos ares”. Não, nada disso, não posso concordar. Primeiro porque tenho boas e sérias amigas hospedeiras, segundo porque nem sempre a ocasião tem que fazer o ladrão, terceiro porque o jet lag muitas vezes não convida a atividades erótico-lúdicas. Outra coisa é a minha surpresa por ver amigas inteligentes e talentosas a desperdiçar a vida naquilo que, perdoem-me minhas amigas, só consigo ver como a digníssima profissão de empregadas de bar, de restaurante, de limpeza de mesas e de acompanhamento de gente assustada, com a particular especificidade de tudo isto se passar para lá das nuvens. Será que sentem uma qualquer sensação de liberdade por passarem a vida de um lado para o outro? Será que o ordenado relativamente generoso explica tudo? E se a maior parte delas é séria e mantém o soutien por baixo da farda porque é que os pilotos sofrem desta instabilidade matrimonial? Será que o facto deles passarem a vida com a oportunidade debaixo do nariz os impede de vislumbrar a nitidez do horizonte familiar? Ou será que o mito urbano não é assim tão mito e a esmagadora maioria das aeromoças são afinal umas senhoras desavergonhadas? E são estas as questões que me assolam em dias cinzentos e chuvosos. Devo andar a precisar de viajar, de avião, de preferência, para uma análise mais sustentada em factos reais (visualizados e não concretizados, como é evidente).

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publicado por bolaseletras às 18:39


2 comentários

De Teresa a 20.02.2014 às 10:14

Nem a tua visão simplista do papel delas nem o teu derrotismo quanto ao estado civil deles são mais do que delírios de quem anda nas nuvens... o que é aplaudível... até recomendável. O teu andar nas nuvens.


Porque nada que se passe a mais do que 30 cm de chão sólido deve ser considerado pouca coisa - "it takes balls" - e a elas e toca-lhes ter as balls debaixo de saias apertadas, saltinho alto, cabelinho impecável e a conduzir uma bobcat pelos corredores de Versailles .

Porque é isso que fazem - têm de transmitir essa imagem de glamour mesmo no meio de caos idêntico ao meio do ciclo da máquina de secar (havias de ter de estar sentado com os joelhos juntinhos enquanto apanhas uma tempestade só para perceber quão bravas aquelas almas são.


Cada vez que o rapazinho lá à frente levanta o dito (estou a falar do avião!!! ) as raparigas e jovens afeminados já devem estar a pensar que vão ter de tirar os tabuleiros com aquele cheiro entre o septico e o mofo - e que não devem (não podem!) suportar, porque se eu quando faço uma viagem curta no regresso nem mortinha de fome quero o que seja - e gostava que toda a gente seguisse o meu exemplo porque primeiro eu não sei onde é a casa de banho e mesmo que soubesse não ia porque aquilo ainda cai e eu não vou chegar "cá em baixo" de calças em baixo!!!! - imagina o que é fazeres isso duas vezes num dia, várias vezes na semana, durante a vida.


Se reparares bem em todos os teus amigos que de quando em vez recebem a menção honrosa no B&L os pilotos e hospedeiras não estão fora da quota de solteiros, divorciados ou que não sabem o que fazer com a p*** da vida com tanta Shayk à solta .

Um bom dia,

Teresa

De bolaseletras a 21.02.2014 às 11:33

Teresa,

Antes de mais, obrigado por tornares este posto bem mais profundo e interessante do que à primeira vista parecia. Não sei se é o glamour e o brilho das estrelas lá nos ares que aproximam hospedeiras e pilotos, não sei se é a sensação de quem anda lá em cima se sentir herói. Se calhar o melhor mesmo é manter o manto de mistério...

Bom fim de semana!

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