Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
O nosso Cristiano Ronaldo, apesar de alguns "poucochinhos"
O Luis Pedro Nunes disse tudo nesta sua publicação facebookiana sobre Cristiano Ronaldo. Ao ser “poucochinho”, que é a atitude daqueles portuguesinhos que sem argumentos válidos apregoam não gostar do homem (que do jogador, então, não há argumentos que a inteligência humana permita atender), adita-se a miserável invejazinha do sucesso alheio, o criticar por desporto, a raivinha de não lhe chegar aos calcanhares, à carteira e à namorada, enfim, esses sentimentos tão infelizmente lusitanos que tantos compatriotas insistem em tornar afamados. Fiquem com o Luis Pedro, que o diz melhor do que eu:
“Ronaldo é o Português mais conhecido e amado de todos os tempos. Não tenho particular paixão por futebol mas gosto dele. Acho que os portugueses deviam e podiam ser um bocadinho mais como ele. Não no talento – que não depende do próprio – mas na atitude. É o anti-Fernando Mamede que tinha tudo para ganhar mas desistia a mil metros da meta por questões psicológicas e “dor de burro”. Mas Ronaldo é outra coisa. Em locais (muitos) que ninguém faz ideia do que é Portugal todos sabem quem é Ronaldo. Ronaldo igual a sorriso. É o melhor que temos. E há muitas coisas boas. E um tipo como deve ser, já agora. Não gostar de Ronaldo “O Português”, uma estrela maior que este planeta ... ia dizer é “tão português” mas acho que é mesmo ser poucochinho.”

