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O país em chamas

Segunda-feira, 16.10.17

 

bombeiros.jpg

 

Temos que nos adaptar às novas condições climatéricas. Toda a Europa e a Califórnia estão a arder. As pessoas não podem estar à espera dos bombeiros e dos aviões, têm de se organizar e auto-proteger. Organizações terroristas apontadas como suspeitas dos incêndios. No meio de tantas alarvidades já ouvidas vem a cereja no topo do bolo pela Ministra, que diz que o mais fácil era demitir-se e tirar as férias que não teve este ano. Mas ainda não chega. Assobios para o ar, dedo acusatório ao tufão Ophelia, aos agricultores que fazem queimadas, ao descuido das populações. A esta hora já morreram mais de 30 pessoas em Portugal por causa dos fogos (nas últimas 24 horas!), bem mais do que no resto da Europa toda e não há ninguém que assuma responsabilidades, que perceba que o sistema de protecção civil do país não funciona, que o Estado está a falhar clamorosamente na sua principal missão, a de assegurar a segurança dos seus cidadãos. Ou a solução passa por termos que substituir todas as florestas por betão, porque não somos capazes de proteger a natureza do mal que os homens teimam em infligir-lhe?

 

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publicado por bolaseletras às 13:15


5 comentários

De Teresa a 17.10.2017 às 17:57

Somos de uma ingenuidade e incompetência* que é assustadora. E triste.

A Europa peca por uma ingenuidade e ignorância das coisas que é dolorosa e mortífera.

Este Verão foram as chamas. Mas se um desses Furacões com nome de gaja vira para o Continente em vez em vez de virar para os Açores estamos feitos.
Se houver um atentado daqueles senhores estamos feitos.

Tudo é supreendente e demasiado grande e inesperado e trágico mesmo que aconteça na semana seguinte às lições que deveriam ter sido aprendidas. E não são.

Porque nos dedicamos a quezílias e assassinatos pequenitos. Em Pedrogão a culpa era do Eucalipto. Pois bem agora ardeu Pinheiro. Vamos ou não plantar pinheiro onde estava eucalipto para evitar que a tragédia de Pedrogão se repita? Espera...

Bolas!

* [alguém que já tenha participado num simulacro na escola ou empresa - em que se avisam as chefias que vai acontecer para que possam estar longe da chatice - e desce as escadas no meio da algazarra da excitação de se estar a participar num simulacro entende perfeitamente o que eu digo. Mental e intelectualmente incompetentes. E pueris. Isto é uma questão cultural que depois alastra a tudo...]

De bolaseletras a 19.10.2017 às 09:57

Teresa,

Enquanto lia o teu texto, e antes de chegar ao p.s., estava a exactamente a pensar nos simulacros aqui no serviço que são exactamente iguais ao que descreves. É sempre com prazer que digo a chefes e colegas no seu decurso: "isto é muito divertido, mas é certinho que se alguma catástrofe acontecer nem o periquito se safa";-). País do carassas!

De Teresa a 19.10.2017 às 10:28

Somos um País de incendiários e de linchadores.

E depois ao ver arder e as pessoas "penduradas" ficamos muito chocados com o resultado - que pedimos (exigimos!) desde o twitter e desde dentro do Captur novinho em folha - que é sempre mais brutal do que aquele que antecipámos desde o alto da nossa sabedoria e importância.

Mas depressa sacudimos o pó da casaca - vem aí o Natal e há que pensar nas prendas para depois se poder começar a pensar nas férias que finalmente se podem tirar e já nem é preciso ir à terra ver como está "aquilo" (aquilo são os pais, os avós, os terrenos...o que arde e morre sem nunca niguém se preocupar, cuidar, prevenir enquanto houver governos a quem botar culpa e a quem exigir o que não cabe na cabeça de ninguém*)

Estou como o Ronaldo "quesaf****".



* quando comprei esta casa o vizinho do lado disse-me que eu tinha de pintar o muro dentro do Quintal dele. A bem da boa vizinhança assim o fiz. No ano seguinte a mesma exigência... até que um dia perguntámos porque tinhamos de o fazer. Ao que ele nos explicou que há muito tempo - antes de mim e até antes da pessoa que me vendeu a casa - aquele muro foi construído onde não havia muro. Ou seja era casinha aqui e passados uns metros outra casinha. Acontece que alguém uma vez quis edificar um muro para separar as propriedades e ergueu. Considerou a pessoa que não construiu o muro que o muro era todo - em todos os seus lados - responsabilidade de quem edificou o muro.

P+++ da sorte de quem fez o Pinhal de Leiria já não ser vivo.


Abraço,

Teresa

De bolaseletras a 19.10.2017 às 17:10

Teresa,

Diz-me que acertei: esse teu vizinho só pode ser funcionário público. Esse é o único espécime que à pergunta "porque é que isso é assim" responde, invariavelmente, "porque sempre foi feito assim";-)

De Teresa a 20.10.2017 às 10:08

Ambos.
Eu acho que deveria ser proíbido deixar casar funcionários públicos entre si.
É que um a trabalhar no tal privado que todos acham que é só privilégios tempera as coisas
Mas são tiques que desgastam, minam e destroem.
E nem te vou contar a cena que foi quando tive de colocar chapas em cima do tal muro porque dizia ele que parecia Guantanamo. Também não pude plantar bungavilias - que foi a minha primeira escolha - porque lhe sujava o quintal...
Nada me tornou mais civilizada do que ir morar para o Portugal profundo que está a 20 km da Capital e, como já te disse, sou do tempo e sítio do Armandinho dormir armado no monte para não roubarem a lenha depois da vindima .

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