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O poder curativo da escrita num mundo a enlouquecer

Segunda-feira, 21.07.14

 

Tanta merda que se escreve pelos blogs, facebook, twitter e o diabo a sete e só um tema deveria merecer a nossa preocupação até à exaustão, só uma realidade deveria interessar-nos e mexer connosco até à medula da nossa indignação. Matam-se crianças em guerras estúpidas, justas ou injustas, eu quero lá saber, estão-se a matar crianças em Israel, na faixa de Gaza, na Ucrânia, na Síria, em todos os sítios onde há gente que tem filhos mas que parece não se importar em matar os filhos dos outros ou de pôr os seus próprios em perigo. Já não basta as crianças que morrem porque lhes falta comida, água, medicamentos e tanta outra coisa que aqueles que as deveriam proteger não conseguem garantir-lhes, ainda temos uma matilha de filhos da puta que se entretêm a fazer valer a sua suposta razão enquanto matam crianças, como se estas fossem meros danos colaterais pequeninos, pequeninos como são os seus braços estilhaçados, as suas pernas mutiladas e os seus dedos que jamais voltarão a mexer. Sinto um vazio enorme que me deixa a garganta seca enquanto escrevo isto, sinto que nada mais deveria escrever enquanto não estancar esta gangrena de ódio e de cegueira colectiva.

 

Acho que é também por isso que escrevo, para não enlouquecer num mundo de incessantes loucuras sem justificação. Matar crianças não pode nunca ser justificável. Escrever escrever escrever esquecer esquecer esquecer.

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publicado por bolaseletras às 17:48


3 comentários

De Teresa a 22.07.2014 às 17:14

Há uma tendência de querermos os outros na nossa onda.
Digo isto porque começas o post sugerindo que quem não escreve sobre isto mas sobre outras m**** não sente as injustiças e não se desespera com o que se passa por aí fora. Não te iludas... E é injusto sugerires isso...

Compreendo o que dizes mas os conflitos e guerras e mortes que referes não é sequer actualidade.

Agora parece ter escalado um bocadinho porque se desde 1947 Israel rouba despudoradamente o território palestino nao o fez, não o tem feito, pedindo "com licença". Na Síria continua a morrer-se, crianças inclusivé. Na Nigéria continuam desaparecidas - aliás não desaparecidas porque toda a gente sabe onde estam - mas sem sequer já merecem uma menção nas notícias. Na Grécia os pais continuam a deixar os filhos em orfanatos e nas ruas porque não os podem sustentar. Na América os pais pagam o que não têm para caciques levarem as suas crianças até à fronteira com os EUA. Sozinhos. Obama prepara-se para os devolver. Ao deserto de tudo.

Está tudo louco. Menos mal que nos restam - aos afortunados - brincadeiras e ferrinhos que nos façam sentir vivos e capazes de ainda chorar pela miséria alheia. Que sorte ainda termos tempo e meios para estas m***.

Calma, que as férias estão aí

De bolaseletras a 22.07.2014 às 18:02

Teresa, eu próprio evito estas temáticas mais pesadas aqui pelo Bolas, não estou a criticar ninguém. Mas ontem, ao ver algumas imagens terríveis do que se passa pela faixa de Gaza não resisti a escrever isto. Nada disto é atualidade, isto sempre existiu e nunca nos largará, como uma chaga que a humanidade carregará até à eternidade. Já faltaram mais, as férias, aí sim, dedicarei atenção a dois pequenos terroristas que, com sorte, não causarão o meu extermínio!;-).

De Teresa a 23.07.2014 às 10:22

Eu compreendo o que quiseste dizer e o momento em que o disseste.
Mas também a posição de quem quer brincar e esquecer um pouco o que "para aí vai". Se não o fizeres, nem a escrita te salva...

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