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O que falhou, papa Pinto?

Segunda-feira, 24.02.14

 

Nesta história do anunciado mas, atenção, ainda não concretizado falhanço total de Paulo Fonseca à frente dos destinos portistas há várias frentes de ataque. Há quem vá à génese do acto e critique a aquisição de um treinador com provas dadas apenas num fantástico ano mas num pequeno clube como o Paços Ferreira. Depois, há quem olhe para o fenómeno como um sinal de pré-demência de Pinto da Costa, nesta fase em que parece recusar-se a aceitar que a escolha foi má, que o futuro do clube não é nem pode ser com um treinador nitidamente sem recursos anímicos, sem soft skils, sem capacidade de liderança e, pelo que tem demonstrado, sem qualidade técnica para uma cadeira do poder tão exigente. Ora bem, vou tentar explicar o porquê destas duas perceções que atrás referi de uma forma lógica e simples, sem grandes enredos de telenovela que é o que tem lançado a bruma sobre o estado da nação portista.

 

Pinto da Costa, mais do que ter criado os fenómenos precoces Mourinho e Villas Boas, arriscou com eles no escuro, lançou-os e deu-se mais do que bem, deu-se excelentemente. Mourinho fora adjunto no Barcelona, é certo, fizera umas gracinhas por Leiria e pela Luz, mas nunca ganhara nada sozinho. No Porto atingiu o olimpo e quem teve olho para ver nele qualidades inimitáveis foi o eterno presidente portista. Villas Boas dera ainda menos provas de que seria uma escolha vencedora, mas ainda assim Pinto da Costa apostou nele, provavelmente muito movido pelo facto do jovem André ser dragão de alma e coração. Depois de duas experiências com tão incríveis resultados na aposta de dois jovens treinadores, como não arriscar num tão prometedor mister Fonseca que pegara no Paços de Ferreira e o levara à liga dos campeões? Não há duas sem três, pensou Pinto da Costa, esquecendo-se que a experiência internacional de Mourinho e de Villas-Boas foram essenciais para lhes dar estaleca, auto-confiança, conhecimentos e, sobretudo, credibilidade perante os jogadores. Pinto da Costa esqueceu este e outros pormaiores e foi atrás do seu killer instinct que por uma vez o deixou mal. E depois disto, porque não reconhecer o erro, mudar a agulha o mais rápido possível, tentar recuperar o que ainda há para recuperar? O papa do norte sabe bem que à vigésima jornada nenhum treinador conseguirá “virar” uma equipa, sabe ainda melhor que não tem jogadores para tirar o campeonato ao Benfica. Mudar agora e falhar seria dar-se à acusação de dois erros – a aposta em Fonseca e a saída de Fonseca com mais de meio campeonato disputado. Assim, mesmo que nada vença e tudo perca, ficará como o arauto da estabilidade, possivelmente apoiado em mais umas choradeiras com uns casos de arbitragem que sempre acabam por surgir. Não se trata já de corrigir o erro, mas sim de fazer a gestão do erro. Não subestimem o papa Pinto, tudo menos isso.

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publicado por bolaseletras às 14:35


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