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O que faz falta

Quarta-feira, 23.09.15

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“O que faz falta é animar a malta” cantava o maior de todos, Zeca Afonso, a plenos pulmões. A cantiga era política mas faz igualmente sentido para a vida que levamos, para os dias que se atropelam como se a meta fosse apenas chegar ao fim, vivos ou mortos, tristes ou contentes. Olho para os meus filhos e para as obrigações, compromissos e actividades que lhes começam a recair sobre os ombros e temo que este caminho sem sentido esteja a surgir ainda mais cedo na sua vida do que ocorreu com os pais. Esforço-me por que eles sintam prazer em tudo o que fazem, porque aprender é divertido e útil, porque o desporto é uma maravilha, mas a falta de horas para brincarem é inegável. O que faz falta é brincarmos mais mas optamos por passar o tempo a tapar os buracos de tempo que temos para brincarmos livremente, quer porque queremos saber mais, trabalhar mais, ganhar mais ou lá o raio que o parta mais. O que faz falta é acordar a malta, também dizia o grande Zeca, na sua eterna sabedoria.

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publicado por bolaseletras às 16:30


6 comentários

De Anónimo a 24.09.2015 às 07:25

Talvez te interesse ler:

https://vnevoa.wordpress.com/2009/06/16/escolas-alternativas/

De bolaseletras a 24.09.2015 às 10:05

Alternativas interessantes, sem dúvida.

Ainda assim, acho que esta mudança na "mentalidade" educativa tem que ser acompanhada por uma mudança generalizada, quer ao nível da sociedade, que no que respeita às universidades e ao mercado de trabalho, o que realmente é por eles valorizado. Todos os alunos são diferentes e essa diferença deveria de facto ser aproveitada para retirar deles o melhor e não asfixiada para se conformar aos padrões que tudo tornam homogéneo. Se o futuro é a inovação, marcar a diferença, pensar fora da caixa, como o pretendem fazer com mentes formatadas?

Em suma, acho que enquanto o "mundo fora da escola" não mudar, pode ser um risco para as crianças mudarem antes do mundo. Por ora, creio que a solução é ir temperando em casa a inflexibilidade da escola e procurando encontrar e mostrar que mesmo uma educação formatada pode ser aliciante e "trabalhada" de uma forma entusiasmante. Fácil? Nada, mesmo nada...obrigado pelas dicas!

De T. F. a 24.09.2015 às 10:32

Mudar sem riscos é uma ideia interessante...
Que seria do nosso mundo hoje se Galileu, Einstein e afins tivessem optado pela via da segurança?...

- Quem quer a mudança?
- Eu! Eu! Eu!
- Quem quer mudar?
- ...

Por algum lado tem de se começar. Talvez não seja disparatado, em vez de esperar que o mundo mude por magia, começar a preparar as crianças no sentido da mudança, já que (dizem...) elas são o futuro.
Para o mundo vir a ser diferente, precisa de facto de mentalidades diferentes. Que tal começar do início?...
Que tal acreditar que se as prepararmos bem, elas saberão fazer um mundo melhor, em vez de nos enterrarmos no medo de que terão depois de se adaptar ao velho mundo? Ou estaremos assim tão amargurados que essa realidade nos parece impossível?
"I believe that children are our future.
Teach them well and let them lead the way."

De bolaseletras a 24.09.2015 às 10:45

Sábias palavras, T.F.A...o desafio é aliciante, atingir esse patamar de liberdade e crença é ainda mais aliciante, mas nem todos seremos Galileu, Einsteins e afins. Quantos terão ficado pelo caminho, com vidas infelizes, para que esses génios tivessem vingado? Gosto de me ver como alguém que pensa "out of the box", mas hesito um bocadinho quando isso passa por fazer os meus filhos experienciar algo que os coloca um pouco à parte do que conhecem e sempre lhes foi apresentado. Isto pode parecer cobarde, mas o que realmente quero dizer é que a mudança deve fazer-se por dentro do problema, e não fugindo para as margens e defendendo que devemos viver no meio das flores e admirando o céu azul. Continuo a acreditar que podemos ser melhores e mudar algo dentro do meio onde nos movemos, é esse o meu caminho e aquele com que pretendo inspirar os meus filhos. As tuas palavras são inspiradoras e desafiadoras, obrigado por elas - de coração.

De Teresa a 24.09.2015 às 10:09

O truque - para mim tem sido - não focares neles as tuas próprias aspirações e ansiedades.

Sim a escola é muito importante MAS é deles. Deixa serem eles a gerir o stress, as ansiedades, o ritmo e a exigência própria. Tu não és o Guarda deles em todas as matérias. Se gostam da menina gordinha vais chagar-lhes o juízo com "se o pai tivesse a tua idade era a Isabelinha" ???

A sério. Let go!!! Não ponhas as tuas nem as ansiedades da sociedade (e pares) em cima dos miúdos (prefere um amigo que te pergunte "o miúdo está feliz na escola?" ao que pergunta ansioso "como t~em sido as notas?".

Torna a vida deles (e a tua) divertida e, mais importante, natural e lógica. Os pais trabalham e os filhos estudam. Os pais saem para namorar eles vãos a festas de anos.

Acabando os trabalhos - dos pais e dos filhos - brinca-se, conversa-se, joga-se, lê-se. Não se fazem revisões nem se prepara o dia de amanhã.

Eles - e esta vai ser a pior parte para ti (e acho que é para todos os "crescidos") vão imitar-te, fazer o que fazes e (tentar) seguir a tua atitude e pensamento. Se acabas de jantar e não te calas com o trabalho a mente deles vai clicar que não devem deixar de pensar no trabalho deles ...

Brinca. Diverte-te. E C*** nisso. A Vida não é (só) trabalho .

Vive como gostarias que eles vivessem. Decreta dias horas sem telemóvel no Parque do Silêncio. Dia de Passeio por onde te aprouver. Dias de ver futebol de boxers e meias. Sê Pateta. Maluco. Amigo. E quando deres por isso estão crescidos, tu a pensares que vais ter isso tudo só com a "Maria" e os gajos não descolam. Essas atitudes ficam impressas... no coração.

Boa Sorte! Felicidades! E 80% do jackpot já te saíu. Os miúdos para além de lindos (blessed mother genes ahahahahah) são felizes e saudáveis.

De bolaseletras a 24.09.2015 às 10:37

Boas dicas para um crescimento feliz, Teresa...não é fácil, o caminho faz-se caminhando, mas hei-de lá chegar. Com mais ou menos pedras pelo caminho todos lá chegamos se o que realmente queremos é chegar!

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