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O Tejo e as simples teias da complexidade

Quarta-feira, 04.11.15

 

complexidade.png

 

Ontem, enquanto digeria o almoço pelas alamedas junto ao rio Tejo que fizeram da Expo um lugar único (o Tejo e as alamedas junto ao Tejo, que a Expo, não fora o Tejo, arriscava-se a ser uma banalidade de blocos de cimento com janelas), dizia eu, enquanto passeava junto ao Tejo, encontrei este escrito aparentemente simples. Tudo o que oferece simplicidade encerra em si uma complexidade oculta não visível a olho nu. Tudo o que se nos oferece como veio ao mundo originalmente, na sua nudez de sentido e segundos sentidos, encobre de facto uma explosão de complexas teias minuciosamente urdidas. O que está presente nunca temos como seguro, pelo que preocupamo-nos em assegurar que está preso a nós, prendemo-lo muito bem e sem margem de manobra, apoquentamo-nos com a guarda e esquecemo-nos de cuidar. Um dia, quando nasce a dúvida se quem bem guardámos e mal cuidámos se mantém preso à nossa área de influência, tememos a resposta e simulamos desleixar a guarda, folgamos o nó asfixiante na esperança de quem nele se deixara prender nele se mantenha como que em sinal de agradecimento por tamanha generosidade. Não sendo complicado, acaba por não ser nada simples.

 

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publicado por bolaseletras às 09:31





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