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Os verdadeiros heróis dos nossos mares

Terça-feira, 20.01.15

 mar.jpg

Se há gente que merece a nossa admiração e compaixão é a gente do mar. Se há gente que sofre, que come o pão mais duro do que aquele que o diabo amassou são os pescadores. Se há gente que merece ser apoiada, cujas condições de vida e de trabalho deveriam ser objeto de políticas públicas direcionadas, generosas e eficazes é a gente do mar. Sofrem calados, enfrentam os elementos da natureza na sua mais bravia e rude versão para ganharem um mísero ganha-pão, para nos porem na mesa os mais nobres e ricos alimentos. Gostava de fazer uma homenagem condigna a esta nobre gente mas preferia muito mais que lhes fossem dados apoios, condições, justa retribuição em troca das palavras ocas, das lágrimas de ocasião ou das homenagens póstumas que recebem. O nosso mar, o mar deles, não deveria estar prenhe das lágrimas das suas mães, mulheres e filhos. O nosso mar não é feito de lágrimas de Portugal, é feito do suor destes heróis.

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publicado por bolaseletras às 17:26


10 comentários

De Carlos Azevedo a 21.01.2015 às 01:20

Subscrevo tudo.
Sempre que vou à praia de Matosinhos, comovo-me com as estátuas que visam homenagear as 152 vítimas do maior naufrágio de barcos de pesca ocorrido em Portugal. (http://expresso.sapo.pt/pescas-matosinhos-recorda-domingo-152-pescadores-mortos-no-naufragio-de-2-de-dezembro-de-1947=f182137#ixzz3PPjjWfGt)
Já agora, caso ainda a não tenhas lido, sugiro-te a leitura desta crónica do Baptista-Bastos: http://thecatscats.blogspot.co.uk/2009/11/uma-cronica-ontem-na-comunidade-de.html

De bolaseletras a 21.01.2015 às 11:46

Carlos, é sobretudo por isto que este blog vale a pena. Não conhecia a história desse terrível naufrágio, não conhecia essa crónica do BB que me fez voltar a considerá-lo depois de algumas desilusões que recentes tomadas de posição dele me provocaram uma diminuição dessa consideração. Obrigado por isso, Carlos!

De Carlos Azevedo a 21.01.2015 às 14:41

Ora essa, António; não há o que agradecer! Também eu acho que é sobretudo para a partilha que as redes sociais servem. Só por isso, já vale bem a pena estar aqui.
Quanto ao BB, é normal que ele te/nos desiluda. Anda cá há muitos anos e, para usar as palavras dele na crónica, é muito esgalgado e afirmativo. Pessoas assim provocam-nos sempre sentimentos contraditórios, porque se expõem e essa exposição revela-as nas suas contradições. Sinceramente, prefiro-as sempre às sonsas.
Abraço.

De Carlos Azevedo a 21.01.2015 às 01:28

A escultura que mencionei: http://www.lifecooler.com/artigo/passear/tragedia-do-mar-escultura-homenagem-ao-naufragio-de-1947/429139/

De bolaseletras a 21.01.2015 às 11:47

É terrível dizer isto, mas a escultura é belíssima. Como se a dor e a desgraça pudessem comportar beleza...

De Carlos Azevedo a 21.01.2015 às 14:42

Concordo plenamente contigo.

De Teresa a 21.01.2015 às 10:08

- O maior respeito que lhes poderemos, poderiam, dar era OBRIGAR a uma educação. Educação no sentido antigo não, no moderno, de escolaridade mínima. Técnicas de segurança e sobrevivência além do que passa de boca em boca e se aprende com os sustos.

- Apoios para que não joguem com a vida.

Apoios mesmo da sociedade "normal" (as in não especializada) - vejo alertas de pioria de tempo e ala que se pira tudo para casa mais cedo porque vem aí El Ñino mas ninguém se preocupa com quem está no mar e, completamente desamparado, apanha com o mesmo na sua máxima força e maior desamparo

Até os que não vivem sem ver a metereologia "desligam" quando se passa para as condições do mar. Excepto se for tempo de praia.

Sim, é feito de lágrimas António. Porque quem fica continua(rá) invisível para lá do funeral de "estado". Pelo menos até enterrar a próxima geração. Da mesma forma.


Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Ah, e mão pesada a quem se dedica a tudo nesse mar menos à sardinha e robalo (aqui há uns anos - onde moro há alguns pescadores - desapareceu uma cabeça de um robalo e parecia que tinhamos na aldeia uma célula da Al Qaeda... grande aflição, buscas porta a porta para saber quem tinha comprado a cabeça que não devia )

De bolaseletras a 21.01.2015 às 11:47

Concordo com tudo, Teresa, e adorava saber qual era o recheio da tal cabeça de robalo...:)

De Teresa a 21.01.2015 às 12:19

Não querias não.

Que esta gente que, nos merece a maior simpatia e consideração, mete os Irmãos Kouachi num chinelo quando se sentem "ameaçados" ou sob (mínima) suspeita.

Ainda bem que eu não tinha comprado robalo porque pescadores entram, no meu caso, para o objecto de estudo no teu post sobre os vizinhos

De bolaseletras a 21.01.2015 às 14:05

Ele há vizinhos inconvenientes em todas as profissões;-).

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