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Para quando o pós Abril?

Sábado, 26.04.14

 

O meu post de ontem causou algum mal estar em pessoas que admiro e respeito. Algumas sentiram que as acusei de saudosistas, algo que para mim só tem uma conotação negativa se tornado na tal saudade paralisante de que ontem falei. Referiram-me algumas pessoas nascidas antes do 25 de abril a importância da data e o que lhe devemos. Meus amigos, lá porque nasci uns meses depois desse evento único da nossa história, não pensem que não admiro o feito, que não estudei (ainda hoje estudo) as causas e as consequências dessa marcante “revolução”. Porquê “revolução” entre aspas? Porque se mudou um regime muitos dos vícios do passado persistiram e muitos erros se repetiram. Não vou sobre o tema fazer nenhuma tese de doutoramento, limito-me a constatar que em 40 anos de democracia elegemos demasiada gente sem qualidade para nos governar, deixámos que os partidos supostamente democráticos se tornassem em focos de clientelismo que instalam no governo gente tantas vezes movida pelo seu interesse em detrimento do interesse público. A revolução foi bonita, essencial para abrir as portas da liberdade, mas depois dela faltou a verdadeira revolução: a dos costumes, a de uma cultura verdadeiramente democrática, a de uma sociedade que se conduz e que evolui impulsionada pelo mérito, não pela cunha, pelo amiguismo, pelo cartão do partido. Era só isso que queria dizer.

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publicado por bolaseletras às 21:23


2 comentários

De Teresa a 27.04.2014 às 16:55

Estas datas dão azo (de azia ) a tantas reacções e tão esquisitas que uma pessoa fica com vontade de nunca festejar nada. Mas não é um efeito isolado. Há pessoas que ressentem a decoração de Natal, as férias, os momentos únicos de amizade e divertimento... já reparaste?

Deixá-los é o meu lema... quero lá saber.

Aqui há uns anos um senhor da Comissão de Trabalhadores lá na Empresa voltou-se para um Director (por certo novo e da tua geração) e aos gritos - como se da resposta dependesse o valor do tal director - "O Senhor por acaso lembra-se de onde estava no 25 de Abril?!" ao que o Director respondeu "Perfeitamente.", resposta do CT "deve lembrar-se deve. O senhor tem ar de burguês..." (Sim, também me perdi nesta lógica, mas é o que há ) e o Director respondeu "Lembro-me porque SÓ nasci a 3 de Maio desse ano."
Um dos "putos" mais interessantes, empreendedores, justos e lutadores que conheci numa carreira que já vai mediana e que já teve de tudo. Tanto. São as pessoas que fazem as vivências e as experiências. Não as datas. Nem o que os que fizeram as "datas" dizem que deveríamos pensar, sentir ou viver.
Deixá-los! Eu gostei, compreendi e - mais importante - aceitei cada um dos teus argumentos.

E percebi onde dizias estar a falar sobre o mesmo (apesar de achar - nestes anos de convivência digital - que esta é uma das tuas melhores qualidades: é que encontras mesmo onde se fala o mesmo por outras palavras #been there# porque te colocas, aceitando, o ponto do outro. Todos os pontos!).

Sim, desistimos. Temos desistido por tantas vezes. Gostava de pensar que (ainda) veremos o dia em que "batemos o pé"...

Abraço,
Teresa

De bolaseletras a 27.04.2014 às 21:54

Obrigado por perceberes, Teresa. Não sei tudo, mas sei que a liberdade que temos é também a de opinarmos correndo o risco de não agradarmos a todos. Mais vezes do que as que desejava não aceito assim tão bem o ponto dos outros, mas obrigado pela generosidade;-).

Hoje, por exemplo, volto a elogiar a astúcia do special José. Mais uma vez, as notícias da sua morte eram ligeiramente exageradas;-).

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