Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Resumo da jornada desportiva
O futebol não é uma caixinha de surpresas, é sim uma gaiola de malucas. Na jornada em que o Sporting tinha tudo para conquistar pontos contra os seus adversários figadais, decide fazer o pior jogo da época. É verdade que sem Nani esta equipa, com a excepção de Carrillo, se aproxima perigosamente da mediania, mas há que dizer que faltou intensidade, que Marco Silva não resolveu bem a alteração táctica que empreendeu para ganhar eficácia ofensiva, pois se com Montero e Slimani teve mais bola no ataque a inferioridade numérica no meio campo deu demasiado nas vistas. Deu nas vistas porque falhámos demasiados golos, porque estes rapazes deveriam passar os próximos 10 jogos a treinar remates à baliza, porque o Montero dá demasiados ares de Postiga quando insiste em só querer marcar golos de belo e raro efeito o que, infelizmente, não deixa de ser raro. Há muito por resolver ainda nesta equipa do Sporting para nos aproximarmos do título e, desenganem-se sportinguistas, isso não vai ser resolvido este ano.
Quanto ao jogo das Antas (não me obriguem a chamar Dragão àquilo), é fantástico ouvir os génios do costume falar no Benfica mais fraco das últimas épocas a jogar no Porto, no erro de Jesus ao apostar em Lima em detrimento do Jonas, no génio de Brahimi, de Oliver, de Tello, de Jackson, etc., etc. Sim, todos esses são excelentes jogadores (bom, Tello não vale meia trivela de Quaresma, mas não deixa de trazer a fama) mas, como dirá alguém que perceba realmente de futebol, um punhado de grandes jogadores não fazem uma grande equipa. Jesus anda a treinar e bem estes rapazes há anos, Lopetegui juntou uns compatriotas com nome e bastante jeito, mas não teve tempo para construir uma equipa e, perante alguns erros básicos que comete, não me parece que algum dia venha a fazer deste Porto uma grande equipa. Lima morrerá um rato de área, Enzo será sempre um fantástico carregador de piano nos grandes jogos (aqueles em que o Peter Lim liga a televisão) e Gaitán insistirá em ser o jogador com mais classe do nosso campeonato. O futebol é tão simples e há tanta gente a complicar isto. Abram os olhos, senhores.
P.s. – Parabéns à melhor equipa que foi a que tinha mais portugueses em campo – a equipa de arbitragem.
Fotografias do site MaisFutebol
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2 comentários
De Zé da Fisga a 15.12.2014 às 21:56
Tudo a trabalhar para o bronze, que é assim a modos de como quem diz; tudo a trabalhar para o Glorioso. Gostei francamente e por mim estejam à vontade; podem continuar.
Por outro lado; Lopetegui quanto mais leva nas orelhas mais burro se torna: " Estou orgulhoso dos meus jogadores e do que fizeram em campo. Depois do que vi não tenho dúvidas de que seremos campeões"
O que abre excelentes perspectivas para o Leão guindar-se ao segundo posto e nele terminar, claro.
Nos entretantos, cá vamos passo a passo rumo ao nosso fadado destino de Bi-campeões.
Vamos perder jogadores mas JJ não brinca em serviço. O que lhe falta em cultura geral sobra-lhe em competência e, quanto a mim e à grande massa benfiquista, é o desejável.
Vamos perdê-los mas depois do que vi com a segunda linha do Benfica contra os alemães, temos malta para ganhar internamente com margem muito dilatada.
Cumprimentos, e já sabe: pró ano é que é!


