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Ruddy Roye - disparos que valem a pena

Segunda-feira, 07.04.14

 

A fotografia é, provavelmente, a arte mais ao alcance do comum mortal. Milhões de tentativas de imortalizar um rosto ou uma paisagem povoam as redes sociais, convencem as gentes que afinal, por trás de tanta boçalidade afinal um pingo de genialidade lhes tempera a lhanesa de espírito. Já não são só os irritantes turistas orientais que disparam flashes sem parar, somos todos nós, loucos, distraídos no desespero de apanhar aquele sorriso do petiz, aquele pôr-do-sol inimitável, aquele segundo que já se foi mas que queremos imortal. Em vez de viver buscamos a prova de que vivemos e assim lá vamos vivendo. Tanta conversa para falar de Radcliffe Roye, a.k.a Ruddy Roye, um fotógrafo de Brooklyn que se inspira nas pessoas, muitas vezes nos sem abrigo, nos que nada têm, ou nos eternos emigrantes na América, tantas vezes os seus conterrâneos Jamaicanos. No meio de tanto flash há disparos que nos tocam, os de Ruddy são disso um belo exemplo, com sabor e cheiro a gente, a vida, a vida que nos toca.

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publicado por bolaseletras às 18:37


4 comentários

De eu é mais letras a 07.04.2014 às 19:50

Termos a prova que vivemos não é algo que acontece em vez de vivermos - pelo contrário, essa prova permite-nos acreditar que sim, realmente vivemos, e não apenas sonhámos ou desejámos viver.

[À falta de livros, fotografia (e a vida, particularmente aquela que nos toca) também são assuntos sobre os quais gosto de ler...]

De bolaseletras a 07.04.2014 às 22:10

Tenho-me lembrado do que escreveu, e ando mesmo a ver se encontro tempo para voltar a escrever sobre livros. Está para breve;-). Quanto ao tema do post, eu sei que exagero, mas que há gente que parece ver o mundo e a vida por trás da câmara, acredite que conheço gente assim. A voragem em fotografar sem parar nem as deixa ver, tantas vezes. Acho que não se deve banalizar o clic, que devemos olhar e ver sem o filtro da máquina, pelo menos a maior parte das vezes. Tudo o que é demais, é fastio, digo eu (mas sim, também adoro fotografar, embora tente ser parcimonioso).

De Teresa a 07.04.2014 às 22:18

Eu compreendo o que o António quis dizer com isso já que, anteriormente, tinhamos abordado essa questão.
Lembro-me que na altura eu referi que aquando da visita da Sua Santidade O Papa Bento XVI a Lisboa eu tive, a determinado momento, de fazer a escolha: tirar a foto para recordação ou vê-lo verdadeiramente. Escolhi não ter a foto...
E a verdade é que o "bicho" de tirar as fotos e compartilhar (talvez) acaba roubando um pouco de tempo - ainda que um instante - que se poderia estar a usufruir e não preocupado com a captura em si.
Eu adoro fotografia (do mais amador possível) mas já me obriguei várias vezes a não levar máquina para não estar sempre a pensar e dizer "deixem-me tirar esta que eu tenho de mostrar a..."
Claro que depois de muita reclamação e até ressentimento para com o vício é só esperar até vê-los, passado algum tempo, a clicar no PC e a apreciar aquele passeio ou aquela ocasião.

De bolaseletras a 08.04.2014 às 17:18

Teresa,

Explicaste o meu raciocínio melhor do que eu, obrigado;-). De facto, o que tantas vezes me irrita, é perceber que as pessoas deixam de VER para captar, enclausurar para o futuro. É isso aí;-)-

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