Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Sporting 1 - Arouca 0, no dia em que Nani não soube baixar a crista
Fotografia do site MaisFutebol
Gosto demasiado do Sporting para não dizer o que aí vem. Um clube rigoroso, candidato sério ao título, organizado e com a época bem planeada não pode meter a titular um jogador com dois ou três dias de treino com a equipa. Um jogador com a experiência e qualidade de Nani não pode armar-se em vedeta e tornar-se de um dia para o outro o marcador de penalties da equipa e, não pode sobretudo, sair a passo quando é substituído e a equipa precisa com urgência de marcar. Um Sporting forte a candidato ao título não pode escudar-se no azar de Montero, porque azar não é aselhice ou falta de classe (gosto muito de Montero, mas os dois cabeceamentos têm de ser mais desviados do guarda-redes). Marco Silva e Bruno de Carvalho têm que, dentro do grupo e com firmeza, explicar a Nani que é um entre iguais e que acima dele está e estará sempre o Sporting. Ou Nani aprende que não rentabilizará as suas imensas qualidades enquanto não souber acalmar o seu ego em prol da equipa ou será apenas mais uma daqueles promissores jogadores de quem daqui a alguns anos ninguém se lembrará.
Por fim, gostei bastante de Esgaio e de Sarr, gostei muito de Adrien, esperava mais de Carrillo e de Rossel. Jefferson está a subir de forma a olhos vistos e Maurício vai dando credibilidade àqueles que dificilmente aceitam que tenha qualidade para o Sporting. André Martins precisa de ser mais constante e incisivo, João Mário merece uma oportunidade, Carlos Mané merece muitas mais oportunidades e os fantásticos adeptos leoninos, que puxaram até ao fim, merecem mais e melhor futebol. Vejam lá isso, rapazes.

