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O Verão é...

Segunda-feira, 15.07.19

 

uma janela para o mar. Nada mais, só o mar, o horizonte infinito do azul abraço, a vida como um sonho, o medo de te perder devorado pelo inigualável marulhar das ondas.

 

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The window on the sea - Ferdinando Scianna

 

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publicado por bolaseletras às 09:59

10 anos do pequeno Miguel

Terça-feira, 02.07.19

 

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A voracidade com que o tempo por nós passa adiou por alguns dias o já tradicional texto sobre mais um aniversário do meu primogénito. Há quem diga que passa muito rápido a infância, que aproveitamos pouco esta fase maravilhosa da existência. Discordo. Esta aventura que se iniciou há 10 anos sinto-a como parte de mim desde sempre. Os sorrisos, as descobertas, os momentos de pura felicidade, já não me recordo nitidamente do que era a vida sem esta partilha que me insufla o coração até ao limite. As fitas, os choros, as desilusões ainda tão pueris, a luta constante contra os descaminhos das frustrações que ainda não domina, a cada ocorrência revejo-me nelas, na infância que também vivi. Não é sem um lamento interior que me olho ao espelho da minha incapacidade de lhe explicar que é isso que o fará crescer e dele fará um homem, que só assim as alegrias serão efetivamente valorizadas e saboreadas. O amor por um filho não se explica, dizem também, mas creio que a genuinidade desse amor se reforça a cada dia, com a crescente compreensão pelos pais que, sobretudo na fase da “dependência” de nós, a sua felicidade é em boa parte resultado do amor que lhes damos, das experiências que lhes proporcionamos, da forma como os sabemos entender na sua essência sem pretendermos ajustá-los à nossa visão do que deveriam ser. Amo-te, Miquinhas, venham mais 10!

 

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publicado por bolaseletras às 12:24

Xeque-mate

Quarta-feira, 30.01.19

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Sabia que a melhor defesa era o ataque. Não porque seguisse as tácticas estéreis dos livros da moda mas, simplesmente, porque a vida lhe ensinara essa crua lição. Esperar pacientemente era mais da sua natureza, mas os resultados que obtivera refugiada nessa confortável passividade revelavam à saciedade que o conforto não era sinónimo de sucesso. Fora quando avançara a dama e as torres sem medos, enfrentando o rei e seus bispos de peito aberto, que conquistara terreno, que ganhara o respeito e a admiração das suas presas. Ao invés, quando caminhara passo a passo, lenta e cautelosamente, com os seus tímidos e inofensivos peões, apenas obtivera um sorriso sarcástico do rei e suas tropas, prontas para a espezinhar. A conquista implicava risco e era o risco que a mantinha viva. O receio era o rastilho para uma derrota humilhante.

 

No último lance, no xeque final, olhou o rei nos olhos e ele cedeu-lhe a sua casa, o destino desejado, a derradeira entrega, o momento em que a vitória de um significava a vitória do outro e em que os medos, a ambição, e a vitória se fundiam e esfumavam no calor daquela entrega.

 

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publicado por bolaseletras às 10:30

2019

Sexta-feira, 04.01.19

 

Steve McQueen and Neile Adams taking a sulfur bath

Steve McQueen e Neile Adams, fotografados por John Dominis, 1963

 

Decisões irrevogáveis para o ano que se avizinha. Convicções inabaláveis. Objectivos perfeitamente definidos. Rotas traçadas a regra e esquadro. O sucesso ao virar da esquina, a felicidade é já ali, é só querer, como se o resto do mundo e todos os que nos rodeiam não tivessem outra hipótese senão conformar-se ao destino que traçámos para os próximos 365 dias.

 

Outra hipótese:

 

Respirar apenas. Lentamente, como se cada segundo fosse uma bênção. Sorver o néctar dos Deuses gota a gota, como se a próxima fosse a última e daí não viesse mal ao mundo, porque um dia, inapelavelmente, esse dia há-de ser o último. Ouvir sem pressa. Falar devagar. Silêncio. Falar só se apetecer. Perceber a importância de calar. Amar. Beber mais um golo, lentamente.

 

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publicado por bolaseletras às 09:43

Da série "O olhar do amor" - Arco íris de areia e sal

Quarta-feira, 28.11.18

 

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O olhar do amor é quente como o sol que banha o mar, sabe a sal e a lágrimas de felicidade e de dor este amor que turva o que os olhos alcançam, que tudo torna cristalino sem nada deixar ver. O olhar do amor é de sexo adocicado e de ternura cor de mel, abraçado por nuances de tesão desenfreada e enjoativos xi-corações. O olhar do amor é da cor de um arco-íris a preto e branco.

 

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publicado por bolaseletras às 12:06

Da série "O olhar do amor" - 19.º

Sexta-feira, 16.11.18

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Fotografia por Alex Webb/Rebecca Norris Webb, em Nuevo Laredo, Mexico, 1996, ano em que o casal de fotógrafos celebrou o 19º aniversário do seu casamento.

 

Provavelmente há imagens que espelham melhor o amor do que outras. Há também a possibilidade da imagem que julgamos melhor mostrar o amor apenas revelar o nosso entendimento sobre esse amor, o que é para nós o amor. É possível associar o amor a uma infinidade de atos, estados de espírito, manifestações: carinho, sensualidade, alegria, conforto, paixão, protecção, olhares esgazeados de tesão, olhos marejados pela água mansa de um manso amor. Inicia-se aqui a série “O Olhar do amor”. Porque amor precisa-se.

 

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publicado por bolaseletras às 12:30

Sobre o Sporting e a sua essência - o amor ao desporto e ao futebol

Sexta-feira, 09.11.18

 

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Que bom foi ver 5.000 adeptos leoninos, em pleno Emirates, contra todas as agruras, renegando as sombras dos dias difíceis, cantar bem alto o seu amor pelo Sporting que é, obviamente, indissociável do seu amor pelo futebol. Que bom foi ver o orgulho e a alegria do Tiago Fernandes, filho do nosso Manel, por poder representar e dignificar o clube do seu coração. Tivemos pouca posse de bola, fizemos pouca mossa no ataque, mas lutámos que nem leões e dignificámos as nossas cores e o nosso país. Sem e-mails a amaciar apitos, sem toupeiras a desviar a bola da baliza, só os nossos rapazes, cheios de garra e de esperança num amanhã melhor. Obrigado Tiago, boa sorte Kaiser!

 

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publicado por bolaseletras às 15:30

Histórias da carochinha

Segunda-feira, 08.10.18

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Há quem grite ao vento e à pessoa amada que é um livro aberto, que o seu passado é nítido como as águas do rio que corre cristalino e sem percalços, como se quisesse convencer-se a si e ao mundo que a vida não é uma vaga descontrolada que continuamente se estilhaça e reconstrói contra as rochas afiadas que ladeiam o ribeiro tortuoso que é o caminho que todos percorremos. Gente perfeita com passados e presentes impolutos são sonhos de gente que não sabe o que é ser gente, como se os milhares de corpos que se cruzam e fugazmente se olham nas alamedas caóticas da cidade fossem carapaças de aço de robots imunes ao erro, à inveja e à paixão. Somos todos potenciais serial killers, Casanovas ou candidatos a vigários, somos o exemplo humano da fidelidade canina ou intrépidos traidores que não resistem ao cheiro da carne fresca. Somos Yin e Yang, força e fraqueza, passividade mórbida e energia destruidora, somos tudo e nada somos, mas todos temos histórias só nossas, pecados inconfessados e sonhos proibidos. O resto são histórias.

 

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publicado por bolaseletras às 09:44

Calma - não dar o corpo pela alma

Segunda-feira, 24.09.18

  

Calma, não dar o corpo pela alma.jpg

 

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publicado por bolaseletras às 10:51

Femme fatale

Sexta-feira, 07.09.18

 

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Foi no momento em que ela lhe virou as costas, naqueles breves segundos em que pairou a ameaça sentida como a mais aguçada faca no peito, foi nesse preciso instante em que todo o seu poder - que ela tão bem conhecia e exercia – se abateu sobre ele, soterrando-o nos seus medos e ridículas inseguranças, foi só nessa fracção de dor e de fátua esperança que tomou consciência de que nunca a perderia. Simplesmente, ela nunca foi dele. Uma mulher fatal não é de ninguém, o que nos é permitido mais não é que um bocejo distraído da dona do seu destino.

 

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publicado por bolaseletras às 16:48





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