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Os Portugueses - Da ditadura do Estado à ditadura dos direitos

Domingo, 17.07.11

 

 

"Afirma que a ajuda da EU teve o efeito de um narcótico e que “Portugal engordou, em vez de criar músculo”. Paul Krugman, Nobel da Economia, esteve cá em 1976 e viu um país que escorregava para o endividamento, enquanto o Estado atribuía subsídios numa proporção assustadora.

 

É o Estado como bóia de salvação. Historicamente, isto é uma constante. Se formos ver quem é que fez os descobrimentos em Portugal, foi o Estado. Na Holanda ou na Inglaterra, foi a iniciativa privada – a East India Company, por exemplo. Em Portugal, o Estado é o provider, é  quem toma conta. Durante a ditadura falava-se apenas do dever das pessoas e depois do 25 de Abril passou-se a falar de direitos. Nunca mais se ouviu falar de deveres."

 

Esta é uma das questões colocadas pela jornalista Luciana Leiderfarb, da Revista Atual do Expresso, respondida por um jornalista inglês, Barry Hatton. Barry vive há 25 anos em Portugal e para nos perceber sentiu a necessidade de escrever sobre nós. Pelo que indiciam as três páginas da entrevista, “Os Portugueses” será uma obra para nos encostar à parede, nos olharmos ao espelho e, muito possivelmente, sentirmos muito orgulho e também muita vergonha de nós próprios. Somos assim, de oitos e de oitentas, cheios de génio e de preguiça. Daqui a uma semana vou de férias, não sem antes comprar o livro para temperar os raios de sol com as nuvens negras da realidade. Porque o estado da Nação deixou de permitir a modorra do esquecimento com que as férias nos anestesiavam, porque há que começar a reflectir seriamente no mal que foi feito e no bem que há para fazer.

 

 

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publicado por bolaseletras às 19:32





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