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Brothers in arms

Terça-feira, 27.02.18

 

 

These mist covered mountains
Are a home now for me
But my home is the lowlands
And always will be
Someday you'll return to
Your valleys and your farms
And you'll no longer burn to be
Brothers in arms

Through these fields of destruction
Baptisms of fire
I've witnessed your suffering
As the battle raged higher
And though they did hurt me so bad
In the fear and alarm
You did not desert me
My brothers in arms

There's so many different worlds
So many different suns
And we have just one world
But we live in different ones

Now the sun's gone to hell and
The moon's riding high
Let me bid you farewell
Every man has to die
But it's written in the starlight
And every line in your palm
We are fools to make war
On our brothers in arms

 

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publicado por bolaseletras às 09:41

A nova arte

Terça-feira, 23.01.18

 

Aleppo, Syria, 2014.jpg

 

Dizia-me no outro dia um amigo, acerca de uma desgraça qualquer, de mais uma qualquer guerra, ou chacina, ou perseguição religiosa, que o ser humano se adapta a tudo. Hoje deparei-me com estas duas fotografias de Hosam Katan, fotojornalista nascido em 1994, em Alleppo, e pensei que nenhuma criança, nenhum ser humano deveria ter que se adaptar a brincar nos escombros do seu passado, nas ruínas da sua vida, ninguém deveria ser obrigado a sobreviver, muito menos com um sorriso nos lábios (porque teve que se adaptar à sua nova realidade, lá está) por entre o sangue dos seus. As fotografias foram tiradas em 2014 na terra mãe de Hosam e não duvido que ele não tenha tido alternativa que não fosse adaptar-se, a ferro e fogo, à sua nova realidade: transformar em arte a vida de merda que alguns homens e dirigentes políticos instituíram como a nova arte de um mundo moderno.

 

Allepo, Syria, 2015.jpg

 

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publicado por bolaseletras às 16:27

A interminável batalha está dentro de nós

Segunda-feira, 26.06.17

batalha.jpg

   

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publicado por bolaseletras às 17:37

Dias desgraçados

Sexta-feira, 20.01.17

  

z_trump.jpg

 

O melhor cronista português, Ferreira Fernandes, a escrever sobre o quão injusto pode ser o mundo e maus os homens. Sobre Trump e os dias desgraçados que escolhemos viver. Tão belo e tão triste.

 

“Um dia, vi um homem parar um carro pobre, numa estrada de terra vermelha, à entrada de uma ponte. Sobre um pilar estava uma bacia de esmalte rachado e nela laranjas pequenas. "Quanto?", perguntou o homem com uma camisa modesta. O miúdo negro disse: "Dois angolares." Sem outra palavra, o homem abriu a mala do carro. O miúdo fez rolar as laranjas na mala. O homem pôs na palma da mão estendida uma moeda de cinco tostões, um quarto do preço pedido. O miúdo nem esboçou um protesto, ficou na berma a ver o carro partir e a sentir a poeira assentar.

 

Um dia, li um camponês russo a falar com um dos irmão Karamazov. Tudo no camponês era subserviência. E tinha o filho ao lado. O Karamazov não bateu, esmurrou ou pontapeou o camponês - gestos brutos que poderiam ter passado por luta violenta. Esbofeteou-o, com pancada seca e calma, de quem sabe que nunca teria reação. Nada doeu mais do que o filho ao lado.

 

Um dia, na ala militar do aeroporto de Bogotá, estive na conferência de imprensa dada pelo embaixador americano. Ele falou sobre a luta contra os narcotraficantes e a esperança de apanhar em breve Pablo Escobar, o capo de Medellín. Depois, o embaixador disse que tinha mais declarações a fazer mas essas eram para os americanos e os da imprensa estrangeira. Os jornalistas colombianos saíram, cabisbaixos, expulsos em sua casa.

 

Um dia, entrevistei um líder guerrilheiro, num jango, enorme cubata circular. O líder esperava--me ao fundo, e as paredes do jango estavam cheias de dirigentes guerrilheiros e conselheiros do líder. Ao entrar, reparei, nunca soube porquê, num jovem de barba escassa e casacão escuro (era cacimbo, inverno austral), sentado à entrada. Finda a entrevista, o líder acompanhou-me à entrada, braço sobre o meu ombro. De repente, fez-me rodar e encontrei-me frente ao jovem de casacão, já de pé. "O senhor jornalista sabe quem é?", perguntou o líder. Adivinhei mas disse que não. "É o Wilson que vocês em Lisboa dizem que matei. Não o quer entrevistar?", disse o líder, e logo apareceram dois microfones. "Não entrevisto presos", disse eu. O jovem tinha os olhos mortos e foi mesmo morto, semanas depois, ele e a família.

 

Um dia, eu ia de elétrico e vinham duas peixeiras da Ribeira. Elas eram cabo-verdianas e falavam crioulo entre elas. Ao passar pelo Rato (os elétricos ainda por lá passavam), um passageiro endoidou de ódio e pôs-se a mandar as mulheres "para a terra delas." Havia lugares vagos mas elas não tinham ousado sentar-se por causa do cheiro das saias largas. Os insultos do homem apanhou--as com português curto e calaram qualquer resposta. Pousaram os olhos no trabalho, nas canastras deitadas no chão. Nem pareceu terem dado conta dos pescoços que não se viraram. Mas deram.

 

Um dia, eu estava com um militar, que então era do meu lado, a dizer a uma pessoa detida, porque do outro lado, que sim, podia pedir ao soldado de plantão para ir comprar cigarros à messe. Regressado o soldado, o preso deu--se conta de que, afinal, também não tinha fósforos: seria que lhe podiam acender o cigarro? "Ah, era para fumar? Isso, na cela, não pode", ouvi o "meu" militar a dizer, gozando com o detido confuso.

 

Um dia, era noite de verão, eu ouvia um homem a assobiar numa esplanada. Ele estava sozinho à mesa e bebia cerveja. Assobiava mambos e boleros, as janelas abriam-se e às varandas assomavam suspiros. Ele sabia e gostava do seu sucesso, na sua rua, mas fazia de conta que não o via. No fim de um bolero de Lucho Gatica, ele ia aclarar a garganta com um gole mas o copo voou até ao chão da esplanada. A mulher do homem do assobio estava com uma mão à cintura e a outra a apontar a casa: ala! Ela nunca produziu outro som, senão o copo a estilhaçar-se. Sempre calada, com o silêncio da autoridade que nunca conheceu resposta. Ele ia à frente dela, cabeça enfiada nos ombros, olhando o passeio, indiferente à rua e à humilhação. Mas não estava.

 

Um dia, um guarda-costas que me acompanhava em Argel, perguntou-me se eu sabia o que era uma bûche de Natal. Disse-lhe que sim. Era o bolo em forma de tronco de árvore que os franceses comem no fim do ano (como o nosso bolo-rei). Por essa altura, os terroristas islâmicos punham bombas por toda a Argélia e degolavam os ímpios que se expunham. O meu guarda-costas era bom muçulmano, mas tinha saudades da bûche, da infância com vizinhos franceses. No Natal passado tinha sabido de uma padaria que as vendia às escondidas. Foi lá, saiu pela porta de trás mas julgou adivinhar olhares ameaçadores. Abriu a camisa e escondeu o bolo, coseu-se às paredes e apressou o passo. Entrou em casa e tirou o bolo amassado, o chocolate já delambido - os filhos e a mulher olhavam-no, e ele chorou, derrotado. O meu guarda-costas era tropa de elite.

 

Um dia, depois desses dias que me formaram, hoje, eu dei--me conta de que um homem que varreu os adversários do seu partido amesquinhando-os, que apoucou deficientes, que rebaixou o heroísmo autêntico na guerra de um correligionário seu (ele, que para fugir dessa mesma guerra pretextou doenças que não tinha), que se me apresentou, em palcos públicos, sem compaixão por pais que perderam o filho, que achincalhou as doenças, verdadeiras ou inventadas por ele, da adversária, que levou a humilhação como a arma principal da luta política, um dia, dizia eu, vou ver esse homem a tomar o poder mais poderoso do mundo. Contra ele recuso-me, neste dia, a discutir as ideias dele, políticas, económicas ou ecológicas. A partir de amanhã, certamente. Hoje, tenho a dizer, tão-só, que é um dia desgraçado.”

 

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publicado por bolaseletras às 20:59

Síria

Quinta-feira, 08.12.16

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Não resistir à dor alheia e deixar as lágrimas ferir-nos a pele. Mais fundo, sentir a dor alheia dentro de nós, soçobrar e permitir que ela tome conta do que sentimos. Sentir que aqueles dois corpos sob a terra são pais do nosso filho que jaz entre eles. Não dorme, não mais dormirá, jaz apenas, inerte para a vida mas vivo. Só queres chocar, diz-me alguém, é desnecessário mostrar desta forma atroz a violência e as suas consequências. Chocar. Chorar. Fazê-lo incessantemente. Até que a acção brote da dor e das lágrimas. Agir.

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publicado por bolaseletras às 14:15

Os cus de Judas (e as nádegas fofas das criadas)

Segunda-feira, 14.11.16

 

z_lobo.png

 

A tropa há-de torná-lo um homem, os homens que o antecederam e foram à tropa nunca deixarão de ser miúdos traquinas, as mulheres desses homens fingem que o mundo é perfeito e que esses a quem chamam seus homens não são a encarnação de pequenos e eternos diabretes. Lobo Antunes entremeia por entre frases complexas e reflexões tantas vezes demasiado profundas um humor de filigrana, que se descobre nas palavras dançantes e nos retratos pintados a lápis de cores da infância, como se hesitasse entre a maturidade inatacável e a tentação pela rebeldia juvenil. Não sei se tal será propositado – pretendendo o autor tudo abarcar, tudo ser, nada deixar por explorar – ou se Lobo Antunes não será mesmo tudo isso, um furacão de maturidades e ingenuidades, um turbilhão de sentenças circunspectas e de gargalhadas alarves. Tudo isto é Lobo Antunes, tudo isto atrai e afasta os que o adoram e odeiam, tudo isto é a cola que une os cacos de um escritor genial e – muito por esse excesso de genialidade – inacessível.

 

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publicado por bolaseletras às 09:43

Que mundo é este? Que Europa terá de ser a nossa para o enfrentar?

Sexta-feira, 15.07.16

 

nice.jpg

 

Quanto mal será preciso suportar no coração para matar dezenas de inocentes sem um piscar de olhos? Quanto ódio será necessário sentir a uma parcela da humanidade, a um conjunto de valores, a um estilo de vida e de civilização para chacinar impiedosamente pessoas inocentes e crianças? Sabemos que uma sociedade nunca será 100% segura, mas no nosso “mundinho”, na nossa cidade, nos nossos aeroportos, nos nossos estádios, nas nossas casas de espectáculo, no nosso bairro, não era assim que vivíamos há uns anos, a espreitar por cima do ombro, a tentar perceber o que se esconde por detrás daquela cor de pele mais escura ou daquele turbante. Provavelmente nós, portugueses, ainda não vivemos assim neste quase paraíso de segurança, mas vivem os nossos vizinhos e nós quando viajamos. Algo mudou, algo vai ter que mudar e o mundo como hoje o conhecemos não mais será o mesmo. Sabíamos que um dia atingiríamos o limite. Não gosto da política do olho por olho, dente por dente, porque quase sempre isso nos faz descer ao nível que verberamos. Mas algo vai ter que mudar. Deixo aqui este duro texto do Rui Ramos, para início de reflexão:

 

Haverá um momento em que já não chegarão os lugares comuns, a começar pelo mais cansado de todos: o apelo para não fazermos o “jogo dos terroristas”. Haverá um momento em que as vigílias e demais cerimónias do “Je suis” consolarão cada vez menos gente. Haverá um momento em que já quase ninguém terá paciência para mais um exercício de auto-flagelação a propósito da guerra do Iraque de 2003 ou do acolhimento dos imigrantes. Nesse momento, a vida nas sociedades ocidentais, tal como nos habituámos a ela, estará comprometida. Não será possível manter os padrões actuais de liberdade, tolerância e pluralismo numa sociedade sacudida por matanças regulares de cidadãos.”

O texto completo em: http://observador.pt/opiniao/esta-europa-pode-acabar-em-nice/

 

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publicado por bolaseletras às 09:12

All you need, love is all you need

Terça-feira, 21.06.16

  

parvoeira sex XXI.jpg

 

Vivemos tempos de hipocrisia e de pudores renovados. A idade média está morta e enterrada, mas os dias da revolução sexual são uma miragem longínqua e bassa. Sim, concedo, nos dias de hoje há abertura para mostrar, falar, fazer trinta por uma linha no que ao sexo respeita. Essa abertura pode até encontrar-se na larga maioria da população. Mas quem domina, quem está à frente de instituições, corporações, quem representa o “bem comum” e a “moral dominante” vive com a preocupação de reprimir os instintos básicos do ser humano, de os negar, vive em busca da melhor forma de os embrulhar em alvos e invioláveis lençóis de linho. Vivemos numa sociedade onde predomina a vergonha perante a natureza animal que é parte integrante e presente do ser humano. Por mais racionalidade que ostentemos não deixamos de ser animais, racionais mas animais. Soubéssemos nós viver a nossa animalidade e viveríamos certamente num mundo bem mais racional. Esquecemo-nos que um animal perseguido, sob ataque constante dos seus predadores é um animal perigoso, neste caso, desnecessariamente perigoso. Quase que apetece dizer que o famoso e universal adágio “make love, not war” significa na realidade “make love and you will kill the need for war”.

 

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publicado por bolaseletras às 07:11

De uma vez por todas

Quarta-feira, 04.05.16

  

Ibraheem Abu Mustafa  Palestinians stand on the ba

 

É quase criminoso botar faladura sobre este momento captado por Ibraheem Abu Mustafa, um fotógrafo que desconheço mas que neste momento em que volto a rever a imagem dificilmente não é o melhor fotógrafo do mundo. De que vale avançar com uma tese de fazer chorar as pedras sobre a ave preta que permanece naquele local amaldiçoado, na faixa de Gaza, e a pomba branca que se afasta em busca da paz que a cor das suas penas anuncia? De que vale imaginar e relatar que aquela mãe e aquele filho vivem já a rotina da guerra, dos destroços e do medo da morte com uma normalidade aparente? O que de facto interessa é olhar para esta imagem até que os olhos se fechem numa dor que se alastre até ao fundo de nós, uma ferroada lancinante que nos agite como um maremoto, que mexa de uma vez por todas connosco. Há imagens que não deviam morrer dentro de nós sem que o nosso coração nos saísse pela boca.

 

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publicado por bolaseletras às 16:00

Behind the camara - Margaret Bourke White

Terça-feira, 23.02.16

  

Margaret Bourke-White (1904 - 1971).jpg

 

Margaret Bourke White, natural do Bronx (1904-1971) divertia-se, aos 8 anos, a ajudar o seu pai, fotógrafo, tirando fotografias com uma caixa de cigarros vazia e ajudando-o a revelar algumas tiradas por ele. Em 22 de julho de 1941, quando caíram as primeiras bombas em Moscovo, era a única fotógrafa estrangeira no local. Nos anos que se seguiram fotografou cenários de guerra e campos de concentração, tendo conseguido a proeza de fotografar Joseph Stalin com um esgar próximo de um sorriso, como se a própria encarnação do mal se envaidecesse perante a camera.

 

campos.jpg

Stalin.jpg

 

Mais tarde fotografou Ghandi, poucas horas antes do seu assassinato. Na primeira imagem deste post Margaret trepou à gárgula de uma águia no topo do edifício Chrysler, em Nova Iorque, para colocar uma camera. Como é que uma mulher que viveu tanto, em tantas situações e locais à beira do precipício, conseguiu manter o equilíbrio é a questão que me assalta. A resposta é dada pela própria, como se a sabedoria reflectida nas suas imagens fosse um reflexo da sua alma: “The very secret of life for me...was to maintain in the midst of rushing events an inner tranquillity. I had picked a life that dealt with excitement, tragedy, mass calamities, human triumphs and suffering. To throw my whole self into recording and attempting to understand these things, I needed an inner serenity as a kind of balance”.

 

Gandhi_spinning_wheel[1].jpg

 

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publicado por bolaseletras às 11:19





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