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A rede, a sua omnipresença e a sua ausência

Segunda-feira, 11.06.18

 

trump.jpg

 

Se há prova cabal de que as redes sociais podem, se mal e desmedidamente utilizadas, constituir um perigo efetivo para a civilização, Bruno de Carvalho e Donald Trump são o espelho dessa indesmentível e lamentável asserção. Entre o imediatismo da raiva e a imparável pulsão dos impulsos poluentes que em segundos lhes passa dos fracos cérebros para os ágeis dedos e daí para o mundo através das redes que nos asfixiam e subjugam, medeiam escassos e macabros segundos. Não há conselheiros e assessores de imprensa que consigam domar a volúpia do exercício desbragado e sem rédeas do poder. A rede que nos une é aquela que não nos protegerá quando cairmos do sétimo andar do poder e nos estatelarmos, sós e desprotegidos, na calçada fria e inclemente de um mundo sem tempo para pensar, respirar e domar a voracidade infalível do ódio. Vejam lá isso.

 

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publicado por bolaseletras às 12:40

A vida em full HD

Quinta-feira, 09.02.17

 

z_tele.jpg

 

As ruas estão hoje mais vazias. Não falo das ruas da moda, onde se encontram as lojas do momento e os bares que estão na berra, falo das ruas onde antes se brincava ou simplesmente se passeava, sem intuitos consumistas ou de ver e ser visto. As ruas onde simplesmente se andava, para sentir o sol na cara ou o vento frio que nos faz sentir vivos. Os cinemas estão mais vazios ou fecharam. Está tudo online. As televisões, por entre as suas centenas de canais albergam tudo o que possamos querer ver e até o que nem sequer sonhamos que existe. Este facilitismo, este novo mundo à distância de um clic ou de um touch corrói gradualmente a vontade de sair de casa. É fácil adaptarmo-nos ao comodismo. Compramos televisões maiores, tablets mais rápidos e com uma qualidade de imagem acima da que a realidade nos fornece, uma poltrona que faz de sofá e se necessário até nos massaja as costas e entregamo-nos ao conforto das quatro paredes aquecidas e das luzes ininterruptas que nos afagam as meninges. O cheiro da relva e os risos das crianças a subir às árvores guardamo-los na memória. Com sorte, a próxima série é sobre essas memórias e em full HD.

 

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publicado por bolaseletras às 09:55

Café da manhã - O início do fim

Terça-feira, 13.10.15

  

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Arte por Edward Hopper

 

"Um homem num café, sentado à mesa, sem estar fixado no smartphone, sem um laptop, apenas a beber um café. Certamente um perigoso psicopata."

 

Li isto algures pelas redes sociais, provavelmente à mesa de um qualquer café, certamente após alguns minutos alucinantes de dedilhação frenética. As ideias e as palavras atropelavam-se na congestionada entrada do meu atulhado cérebro, enquanto, lenta mas eficazmente, a cafeína abria caminho por entra noites mal dormidas e torrentes de prazos, projetos, tarefas e tarefinhas. A única salvação para o rumo que escolhemos - um percurso balizado pela obrigação de não perder pitada, de engolir informação incessantemente, de não deixar a mente descansar e os olhos contemplarem - é a autoconsciência da loucura em que embrulhamos os nossos dias. Saber que somos loucos é a chave para o início do fim da loucura.

 

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publicado por bolaseletras às 11:24

Ohohoh, 300.000 já cá cantam - Obrigado a todos!

Quinta-feira, 11.12.14

 bolaas.jpg

Quase sem me aperceber, o Bolas e Letras ultrapassou hoje as 300.000 visitas. Não estou grandemente inspirado para avançar com umas palavras grandiloquentes sobre o feito, até porque não sei se isto é assim grande feito. O que sei é que escrever livremente me ajuda a libertar o espírito, a exercitar as meninges e a aguçar o sentido crítico. A acrescer a esses benefícios vem o mais importante, as pessoas que o blog me deu o privilégio de conhecer, as suas ideias e opiniões que mesmo contrastando com as minhas me alargam o horizonte. Não esquecer também as moças refrescantes e resplandecentes, as raras mas inesquecíveis alegrias do meu sporting, os livros que me marcam a vida. Como não podia deixar de ser, são ainda por aqui efetuados regulares estados da nação que, sabe-se lá, poderão num futuro mais próximo ou longínquo servir de testemunho vital para a compreensão do que por aqui andámos a fazer. Enfim, gosto muito deste cantinho e, apesar da crescente falta de tempo, não me cansei ainda dele. Obrigado a todos o que aqui vêm, mais aos que vêm por bem e um bocadinho menos ao que terão outros intuitos, mas até a esses convém estar reconhecido, nem que seja porque me fazem mais forte. Beijos, abraços e um forte bem-haja, boa gente!

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publicado por bolaseletras às 18:24

Confesso que me preocupam mais os truques photoshopianos nas ninfas que nos povoam os sonhos, mas também está bem

Terça-feira, 18.11.14

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publicado por bolaseletras às 18:19

Viciados na rede

Segunda-feira, 04.03.13

 

 

Daqui por uma geração serão analisados todos os prejuízos que a rede causou à humanidade, às relações humanas, ao conceito que outrora conhecemos como socialização.

 

 

 

Felizmente, nem tudo o que vem à rede são bits (adaptação de um ditado popular aos tempos modernos).

 

 

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publicado por bolaseletras às 21:38

A ameaça

Sexta-feira, 29.04.11

 

Arte por Phil Hale 

 

São as bombas artesanais que se aprendem a construir on-line, os predadores sexuais que espreitam criancinhas indefesas ali ao virar da esquina da janelinha do chat, os fanáticos religiosos que contaminam as mentes puras dos jovens com mensagens de vergonhosa intolerância, as já esquecidas colegas da faculdade que ressuscitam na libido de indefesos pais de filhos em presentinho oferecido pelos tentáculos do facebook, todo um manancial de ameaças que a rede, a maldita Internet, disponibiliza e potencia. Somos assim tão ingénuos? São os paizinhos assim tão impreparados? É a carapaça das esposas e dos esposos à tentação assim tão frágil? Provavelmente, provavelmente.

 

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publicado por bolaseletras às 18:43

A wikipedia, esse imbatível cardápio de informação, ou a preguiça de um blogger num dia cinzento

Sábado, 08.05.10

 

"O riquixá, riquexó ou rickshaw é um meio de transporte de tração humana em que uma pessoa puxa uma carroça de duas rodas onde acomodam-se mais uma ou duas pessoas. O vocábulo riquixá tem origem na Ásia onde eram amplamente utilizados como meios de transporte pela elite. Atualmente, no entanto, os riquixás foram proibidos em muitos países na Ásia em decorrência dos numerosos acidentes. Os riquixás surgiram no Japão por volta de 1868, no início da Restauração Meiji. Eles logo se tornaram um meio de transporte popular, pelo fato de serem mais rápidos que as liteiras utilizadas anteriormente (e o trabalho humano era consideravelmente mais barato do que a utilização de cavalos).

A identidade do inventor (se houve um) permanece incerta. Algumas fontes citam o ferreiro estadunidense Albert Tolman, a quem é atribuída a invenção do riquixá por volta do ano de 1848 em Worcester (Massachusetts) para um missionário. Outros afirmam que Jonathan Scobie (ou W. Goble), um estadunidense missionário para o Japão, inventou riquixás por volta de 1869 para transportar sua esposa inválida pelas estradas de Yokohama.

Outros ainda dizem que o riquixá foi projetado por um pastor evangélico americano em 1888. Essa hipótese certamente está incorreta, pois um artigo de 1877 de um correspondente do The New York Times declarava que o "jin-riki-sha, ou carruagem de tração humana" estava sendo popularmente utilizado, e tinha sido inventado provavelmente por um americano em 1869 ou 1870.

Fontes japonesas frequentemente creditam Izumi Yosuke, Suzuki Tokujiro, e Takayama Kosuke, que teriam, segundo eles, inventado os riquixás em 1868, inspirados nas carruagens de cavalos que tinham sido introduzidas nas estradas de Tóquio pouco antes. Começando em 1870, as autoridades de Tóquio emitiram para esses três homens uma permissão para fabricarem e venderem riquixás. A assinatura de um desses inventores também era exigida em todas as licenças para operar um riquixá."

  

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publicado por bolaseletras às 10:33





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