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Terapia

Quinta-feira, 04.02.16

   

terapia.jpg

 

Os portugueses precisam de olhar para si e perceber o que os novos tempos lhes trazem. As angústias hoje são outras, os estados depressivos alastram como um vírus imbatível. Há quem fale, há quem chore, mas desconfio que a maioria esconde a dor de sofrer sem sequer perceber porquê. A RTP, conduzida pela mão sabedora de Virgílio Castelo, teve a excelente ideia e correu o risco de levantar o véu sobre essa dor, os seus ínvios caminhos, sobre um possível tratamento/alívio da mesma. Não falo da terapia, falo de deitar cá para fora, de falar. Por mais de uma vez disse a pessoas que se afundavam nesse nevoeiro de sentimentos que, caso não quisessem falar com um profissional, que escolhessem um amigo, um bom ouvinte, para falarem, para deitarem cá para fora, para chorarem. Como diz e bem o bom do Virgílio, é na dor que crescemos, mas se queremos ser felizes precisamos de afectos, de gente na nossa vida.

 

“O que fazemos de mais importante é nascer e morrer, e aí estamos sozinhos. (…) Há uma rede que se vai criando, porque fazer isto tudo é uma trabalheira enorme e não tem metade da graça. Mas quando olhamos para trás e pensamos na nossa vida, apercebemo-nos que é sempre na dor que crescemos. E nesses momentos, mais uma vez, estamos sozinhos. Tudo o que é estrutural na vida é feito sozinho, mas de facto aquilo que a física quântica está a provar agora é que podemos estar sozinhos mas fazemos parte do mesmo processo e não há energia que um de nós desencadeie que não tenha uma resposta do outro lado. E por isso essa rede de afectos que vamos construindo ao longo da vida é natural. Como diz a canção brasileira, “ninguém é feliz sozinho”.

 

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publicado por bolaseletras às 10:02


4 comentários

De Teresa a 04.02.2016 às 13:17

"And the day came when the risk to remain tight in a bud was more painful than the risk it took to blossom."

Anais Nin


Beg to differ - pode-se ser feliz sozinho. Mas se não se é tem de se estender a mão e aceitar o outro na vida... a quem vai ter de se dar todo e receber tudo.

Criados numa cultura em que não se responde "não, não estou" quando te perguntam "estás bem?" o resultado era inevitável. Este. E não parar para ouvir a resposta a seguir à pergunta vai-nos fechando e desistindo de sequer tentar responder. Não te sei dizer quantas vezes por dia me perguntam "como estás?" e de seguida sem pausa dizem "boa. ainda bem" (eu não emiti palavra. de todo. mas a pessoa não percebe porque não pretendia mesmo que eu lhe respondesse ou queria saber ou sequer ouvir. tanto não queria que não se apercebe do silêncio e se respondes - rápido que o tempo urge - algo fora do standard "bem, obrigada" a pessoa "perde-se". Assim como esperam que estejas alinhado "mais ou menos não é?! também com um dia destes e com tanta coisa a passar-se" - tenta lá ser positivo e alegre estás feito!

Com o auto-conhecimento e, mais importante, a auto-aceitação sob controlo torna-se mais fácil escolher que mão estendida aceitar e/ou dar. Mas todo o percurso começa e termina só...

O Virgilio Castelo é o triste ou o terapeuta? Só para entender a imagem... É só puseste porque estava aí a Soraia Chaves e essa mão não estendida?! és pouco esperto és. (não posso perder o episódio com a Ana Zanatti - ter dois dos meus actores "montro" favoritos no ecrã é terapia suficiente para durar um ou dois anos

De bolaseletras a 04.02.2016 às 14:03

Teresa,

Devias ver todos os episódios. A Ana Zanatti está excelente, mas a Soraia Chaves está uma atriz de corpo e alma. Os episódios têm sequência, pelo que se puderes vê desde o início...o RTP play tem toda a série disponível gratuita, via net. Não sou de recomendar séries, mas esta ponho a mão no fogo. Eu tenho uma colega que já sei que se pergunto "Está tudo bem" me responde "mais ou menos". Depois eu digo-lhe que podia ser pior, podia ser só menos e ela explana-me sempre o porquê de poder estar melhor...os transportes, o ordenado, a família, o diabo a sete. Acaba sempre comigo a fazer humor com as desgraças dela, ela ri-se, e acho que fica um cadinho melhor...cada maluco sua pancada;-).

De Teresa a 04.02.2016 às 16:19

Vou fazer isso.

A Soraia Chaves é umas das poucas "giraças" que acumula à genética feliz imensas qualidades profissionais, sociais e culturais.

Não está ao nível do amor e admiração que tenho pelos outros dois mas é uma coisa de geração. Os outros são meus. Nunca me lembro de não os ter. Já a Soraia lembro-me exactamente a primeira vez que vi e desejei ardentemente que fosse "só" um palminho de cara giro. Não era (bolas! ). E rendi-me...

Adoro a história da tua colega... ela põe tudo no menos. O mais deve ser excepcional para sequer existir Bem Haja por a fazeres rir das suas próprias coisas e ouvires acima de tudo a resposta... perdemos também isso - a capacidade de nos rirmos de nós próprios e das nossas "coisas" mais patetas

Vou ver a série já que a dezena de séries que vejo parece estar em paragem (voltou o SUITS mas deram cabo daquilo ) e já tenho saudades de ouvir a minha língua a tratar de coisas nossas...

De bolaseletras a 04.02.2016 às 18:19

Boa escolha, have fun!;-)

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