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Tímida aproximação à causa das coisas

Sexta-feira, 14.11.14

 sabedoria revistas.jpg

Porque é que chegámos a este estado de alma da nação? Não sei qual foi o factor decisivo, mas sou rapaz para identificar alguns factores que não devem ser alheios ao que se passa neste nosso cantinho à beira mar plantado (eu sei que devo escrever esta expressão dia sim dia não, mas não conheço forma mais fofinha de me referir ao nosso Portugal):

  • Uma boa fatia da população feminina acredita piamente que é nas revistas cor-de-rosa que encontrará o caminho para a felicidade, o sentido mais profundo do que andamos para aqui a fazer, a cura de todos os males, o segredo da beleza eterna.
  • Há rapazes e raparigas a oferecer o corpo, a nudez e os valores que alguém se lhes esqueceu de transmitir ao mundo, via televisão, em direto, em troca de uns cobres ganhos durante uns meses, como estrelas, entertainers, DJ´s, o diabo a sete nas discotecas da parvónia e da cintura industrial de Lisboa e Porto.
  • Os políticos e os servidores públicos deixaram que aquele que deveria ser o seu objetivo último - a promoção, salvaguarda, respeito e defesa da coisa/causa pública - se esfumasse por um canudo.
  • O Bruno de Carvalho tende a esquecer-se que sem amor ninguém, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, conseguirá, por mais que queira forçar isso, dar o seu melhor.

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publicado por bolaseletras às 20:06


7 comentários

De Francisco Oliveira a 14.11.2014 às 22:34

Muito bem pensado, igualmente bem escrito. Aplaudo e assinava, se não estivesse já assinado. Como sempre (quase sempre, vamos lá...) muito bom. Continuo à espera do tratado sobre o Senhor Engenheiro e o seus rapazes, representantes para o melhor e/ou para o pior deste jardim à beira-mar plantado (só para ficar ainda mais fofinho) mas sei que esse dia glorioso chegará (e não há neste glorioso qualquer referência sub-reptícia a uma certa coletividade ali para os lados de Benfica, ou lá o que é...). Until then, good night and good luck. E sobretudo, um bom fim de semana para si, caro António.

De bolaseletras a 15.11.2014 às 22:29

Obrigado pelas simpáticas palavras, Francosco. O post aqui acima é muito fruto da tua lembrança;-). Grande abraço!

De Teresa a 14.11.2014 às 22:45

Em relação ao último e em nome da sã convivência - e porque há muito que já se deixou de poder debater ou discordar do que for sem provocar ataques biliares mais ou menos bem disfarçados - abstenho-me de comentar.

Em relação aos primeiros 3 cumpre-me informar que tais atitudes e maus comportamentos provocam nos cumpridores e batalhadores desta Nação - que os há! bolas, se há - um esforço sobre humano e um desalento por ver esse mesmo esforço não ser reconhecido ou valorizado. É triste e injusto.

Ontem, acho, o Daniel Oliveira dizia que " Um país a saldo convida ao roubo." por causa da golden suspeita . Tive de discordar. Estamos todos num País a saldo e a saque e a maioria (ainda) se levanta a horas indecentes para ir batalhar, continuar a remar para evitar o afundanço final. É horrível ver o esforço de quem é sério ser assim desvirtuado.

Vejam lá isso .

De bolaseletras a 15.11.2014 às 22:30

O problema é que um dia os sérios se fartam, Teresa...e aí é o princípio do fim...

De Teresa Faria a 15.11.2014 às 09:52

Acredito que te bastaria escrever a última frase: "sem amor ninguém (...) conseguirá, por mais que queira forçar isso, dar o seu melhor."
Aqui tens a causa das coisas: vivemos em desamor. E fazemo-lo há tanto tempo que já nem sabemos onde procurar pelo amor.
Por isso as meninas e senhoras buscam o amor próprio nas revistas cor-de-rosa, e os cavalheiros em outras sedes igualmente distantes e palermas.
Por isso procuramos desesperadamente o amor dos outros, e nos vendemos ao desbarato nas tvs e discotecas, a troco da ilusão de pequenos vislumbres de amor e reconhecimento.
Se não nos amamos nem somos amados, também não sabemos amar o outro, os outros, o colectivo (seja o colectivo um clube, uma freguesia ou uma nação).
E por isso os servidores públicos ou privados te servem em desamor.
Vivemos sem amor, trabalhamos sem amor, semeamos sem amor. E na falta dele buscamos, iludidos, substitutos que nos preencham esse vazio: a fama, o dinheiro, o sexo, uma viagem às Bahamas... O conforto e o prazer anestesiam-nos, fazem-nos esquecer a tremenda falta de amor nas nossas vidas, nas nossas relações, nos nossos trabalhos, pelos nossos valores.

Simplista, eu sei.
A meu ver, é a grande cura para as causas e consequências das coisas: amemos mais. Estaremos todos no bom caminho quando nos responsabilizarmos e pararmos de fugir da verdadeira causa, a que está em cada um de nós, escondendo-a confortavelmente com as causas que encontramos nos outros.
Utópico - também sei. O que seria do mundo sem um pouco de ingenuidade e utopia?


Bom fim de semana!

De Teresa a 15.11.2014 às 14:33

Mesmo...

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor."

1 Coríntios 13:13

De bolaseletras a 15.11.2014 às 22:31

Obrigado Teresa, este teu comentário já fez valer a pena ter e escrever aqui neste humilde blog. Muito obrigado pelo profundidade e elegância das tuas palavras.

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