Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Trabalhar p´ró bronze - be cool, danone

Cruzei-me com tanta gente de cara fechada hoje que seria inevitável não voltar ao tema da praia, do bronze, da entrega aos prazeres do sol e do mar. É impressionante como as pessoas se deixam afetar pelo cinzento do tempo, pelo peso da ameaça da chuva, pela ausência do Deus sol. Apetece gritar aos ouvidos das pessoas que está tudo igual, o preço do pão não subiu, os filhos não foram presos por tráfico de droga, o Bruno de Carvalho não foi apanhado na cama com o Luís Filipe Vieira e outras hecatombes dessa estirpe. Gente, minha gente, é só o Inverno que já esteve mais longe e o Outono que, finalmente, decidiu dar as caras. Lembrem-se, não há mal que sempre dure, não há bem que nunca acabe.
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2 comentários
De Teresa a 04.11.2014 às 12:16
A minha memória mais forte de infância tem a ver com a chegada a Lisboa e as cores dessa memória é um cinza enorme. Na cara das pessoas, nas roupas, nas suas atitudes e expressões.
Acho que às vezes temos rasgos e somos brilhantes mas o cinza pode muito bem ser a nossa cor.

