Bolas e Letras
Era para ser sobre futebol e livros. Mas há tanto mundo mais, a mente humana dispersa-se perdidamente, o país tem tanto sobre que perorar, eu perco-me de amores bem para lá da bola e das letras: Evas, vinho, amor, amigos, cinema, viagens, eu sei lá!
Trabalhar p´ró bronze - Toca a espevitar!

Não há muito mais a escrever sobre a necessidade de alegrar as hostes com idílicas imagens de ninfas que se bronzeiam como se não houvesse amanhã, deusas que se entregam à luxúria do refrescante abraço do mar, ao efeito mágico que o toque da areia molhada provoca na pele e nos sentidos. O país desconfia de si, de todos, da sua capacidade para sair do atoleiro em que se encontra. As conversas de elevador deixaram de ser sobre o tempo, a chuva, o fim de semana que promete sol para darem lugar a um silêncio bafiento, envergonhado, a uma vergonha alheia que desgasta e torna os dias ainda mais cinzentos. O mal e a falta de vergonha existem e não são passíveis de erradicação, boa gente, mas ao nosso alcance está sempre a possibilidade de mudarmos algo em nós, nos que nos são próximos, nos sorrisos que escasseiam lá por casa, no excesso de seriedade naquele amontoado de cubículos informatizados onde passamos o dia. O destino não é, não pode ser cinzento. Pensem que pode ser necessário bater no fundo para olharmos para cima e ver a luz, que o passo atrás pode não ser uma fuga mas sim uma forma de ganhar balanço para mudarmos este atoleiro. Vá, o Verão está longe mas a luz ao fundo do túnel cresce mais um bocadinho todos os dias, vamos lá a espevitar, gente boa!
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2 comentários
De Teresa a 18.11.2014 às 13:20
E aqui reside/residirá o problema ou, pelo menos, o cerne da questão: vivemos a vida à procura e a enaltecer Bethoven e esquecemo-nos de nos deixar embalar por tantos balanços que enchem os nossos dias.
Essa corrida à utopia vai ser o fim da civilização. Aos poucos, que é o pior
